<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2764523560119102872</id><updated>2011-10-05T16:32:11.687-07:00</updated><category term='Humanidade'/><category term='Transa'/><category term='Verão'/><category term='Prolixos'/><category term='Paixão'/><category term='Trabalho'/><category term='lacunas'/><category term='movimento'/><category term='Caetano'/><category term='Mercado'/><category term='soco'/><category term='Boa Sorte'/><category term='Estômago'/><category term='Maio'/><category term='dores'/><category term='Pará'/><category term='descrença'/><category term='samba-rock'/><category term='Lobisomens'/><category term='rotas'/><category term='sono'/><category term='Monossilábicos'/><category term='Emoções'/><category term='misticismo'/><category term='Seu Gilberto'/><category term='Trio Manari'/><category term='Queridos Amigos'/><category term='sensações'/><category term='Patichouli'/><category term='fé'/><category term='Cults'/><category term='Noni'/><category term='Água'/><category term='Terapias'/><category term='Música'/><category term='Flor'/><category term='suicídio'/><category term='Magia'/><category term='Natal'/><category term='Pêlos'/><category term='coração'/><category term='Obra'/><category term='tempo'/><category term='prato'/><category term='Batuques'/><category term='festa da Chiquita'/><category term='colar'/><category term='Boa Noite'/><category term='Twitter'/><category term='Televisão'/><category term='Tribos'/><category term='insistência'/><category term='Tupinambá'/><category term='Dezembro'/><category term='Isabella Nardoni'/><category term='Lâminas de barbear'/><category term='frio'/><category term='concha'/><category term='Naná Vasconcelos'/><category term='Folia'/><category term='Fogos de artifício'/><category term='arte'/><category term='Cinema Francês'/><category term='raiz'/><category term='corpo'/><category term='Balas'/><category term='mastigação'/><category term='planta'/><category term='Cheiro'/><category term='Sol'/><category term='paixões'/><category term='relógios'/><category term='quente'/><category term='Interesses'/><category term='Círio'/><category term='Seu jorge'/><category term='ruas'/><category term='Fogo'/><category term='realidade'/><category term='Belém'/><category term='Cama'/><category term='ano novo'/><category term='James'/><category term='Tropicalismo'/><category term='Tim Maia'/><category term='compulsões'/><category term='Fofocas'/><category term='Ao vivo'/><category term='Circo'/><category term='dois'/><category term='Acordar'/><category term='profano'/><category term='Tulipa'/><category term='violência'/><category term='Fantasia'/><category term='Carnaval'/><category term='gente'/><category term='vida nova'/><category term='Jóia'/><category term='miçanga'/><category term='Prazer'/><category term='Chanel'/><category term='sentidos'/><category term='Calor'/><title type='text'>Menina Maniva</title><subtitle type='html'>A que veio da mandioca, a parte venenosa, com muita clorofila, que precisa de sete dias para ser digerida. Isso porque não é qualquer um que encara a "pratada": Quente, calórica e pesada. 
Aparência nada amigável, sabor incomparável.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://menina-maniva.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://menina-maniva.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Márcia Gabrielle Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07645680601019570011</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_HoAr-2ZwbO4/SP6gnNdxSLI/AAAAAAAAALA/ErfQpFmUfb8/S220/Image00130jjjj.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>41</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2764523560119102872.post-5706034659481642837</id><published>2010-08-24T05:08:00.001-07:00</published><updated>2010-08-24T07:48:07.599-07:00</updated><title type='text'>O porquê de tudo</title><content type='html'>Nunca quis ser jornalista. Não era um sonho de criança. Meu pai não é jornaleiro nem escritor, nem tão pouco me estimulou a ler muito e escrever. Também não venho de uma família de artistas, onde a música fazia parte das tardes ou as peças teatrais eram a programação dos finais de semana. Mas eu sempre gostei de gente, de todos os tipos.&lt;br /&gt;   Era a líder dos grupos de trabalho, a aluna mediana que sempre foi a queridinha dos professores porque adorava as dinâmicas de grupo, os concursos de poesia, maratonas de literatura, festivais de música. Eu gostava de ver gente e que toda gente também me visse. Então, primeiro decidi que seria “Artista”. A possibilidade de fazer a Alice-loira que corre atrás do coelho, mesmo sendo morena e com cara de índia, me encantou. E não larguei mais o vício de ser “várias” e, ainda assim, eu mesma. &lt;br /&gt;   Durante seis anos fiz parte de um grupo de teatro amador e me dedicava muito. Falar, brincar com as palavras, criar textos e improvisar me fazia mais feliz. Até que essa maravilhosa época de colégio acabou e me vi numa cidade (e num país) onde a arte como profissão não é muito valorizada. Medicina e Direito nunca passaram pela minha cabeça. Queria unir o amor pelas pessoas, pelas histórias e pelas palavras. Então o jornalismo, de início, foi a melhor opção.&lt;br /&gt;   Mas logo na faculdade me vi em um dilema: como fazer meu olhar de artista escrever com linguagem jornalística? Um professor trouxe-me a luz no fim do túnel: “Márcia,o espírito do jornalismo e a poesia, inclusive a de viver, não são excludentes, pelo contrário. Acontece, apenas, de ela precisar ser transmitida através da linguagem mais simples e direta o possível. Isso é um senhor desafio.” E eu aceitei-o.&lt;br /&gt;   Desde então, luto para colocar assim, como nesta página, um pouquinho de sabor nas reportagens que escrevo, anuncio ou edito, nesse começo de caminhada tão intenso. Ponho o sabor da rua onde vivo, das lembranças na memória, de tudo o que a língua degusta e nem sempre é decifrável. Falo dessa poesia de viver que não tem a pretensão de ir além do instante. E informar, para mim, é repassar esse instante com verdade, sem entregar o ouro que está no pensamento de quem lê, assiste e ouve. É deixar cada um terminar a história que a gente começou.&lt;br /&gt;   E eu, quem diria, comecei a ficar ansiosa um dia inteiro por aquela palavra que não caiu bem e passei noites acordada por um parágrafo que faltou, por uma respiração errada ou um tom perdido no meio da frase. Aí então, pude ver que essa arte é tão difícil quanto encarar uma platéia. Assim como o ator faz os chamados “laboratórios” para construir o personagem, eu preciso entrar no mundo de cada história que vou recontar. E improvisar pautas, maquiar com belas palavras gente comum, e ainda brigar por um lugar nesse palco tão cheio de egos.&lt;br /&gt;   A possibilidade de ser a voz de “vários” me pegou de vez. Perceber isso, me fez acreditar menos ainda em rótulos e testes de vocação. E quero ampliar essa paixão, aprender cada dia mais. Cair de pára-quedas numa redação de jornal impresso, como um bebê que acabou de sair da barriga da mãe. Ter a sensação incômoda e maravilhosa de ver a luz pela primeira vez, sem saber do longo caminho que ainda virá a seguir.&lt;br /&gt;   Essa profissão é apenas um dos meus sonhos grandes. E quero sonhá-lo de todas as formas, até a última gota de sono, para que no dia em que acordar, ter palavras suficientes para um livro, ou uma canção desastrada. Ou até, quem sabe, voltar para os palcos: “Monólogo de uma ex-jornalista” - Com Márcia Dantas, uma atriz cansada dessa vida de certezas.&lt;br /&gt;   É,  eu nasci para ser “Jornar-tista”, já entendi. Aceito. Agora cabe a quem lê uma pitada de simpatia nos olhos. Não sou boa com pedidos. Ou como se diz pelo &lt;a href="https://twitter.com/Marciagabi"&gt;Twitter&lt;/a&gt;: #Ficadica,#Partiu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2764523560119102872-5706034659481642837?l=menina-maniva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://menina-maniva.blogspot.com/feeds/5706034659481642837/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2764523560119102872&amp;postID=5706034659481642837' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/5706034659481642837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/5706034659481642837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://menina-maniva.blogspot.com/2010/08/o-porque-de-tudo.html' title='O porquê de tudo'/><author><name>Márcia Gabrielle Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07645680601019570011</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_HoAr-2ZwbO4/SP6gnNdxSLI/AAAAAAAAALA/ErfQpFmUfb8/S220/Image00130jjjj.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2764523560119102872.post-7061099845471646435</id><published>2010-07-01T16:33:00.001-07:00</published><updated>2010-07-01T16:47:55.510-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tulipa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Flor'/><title type='text'>Tulipa Negra</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_HoAr-2ZwbO4/TC0l7hqrgxI/AAAAAAAAANI/ZvVMp8POtVg/s1600/tulipa+negra.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 6"&gt; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="32" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="33" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Book Title"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="37" name="Bibliography"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" qformat="true" name="TOC Heading"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Font Definitions */  @font-face 	{font-family:"Cambria Math"; 	panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4; 	mso-font-charset:0; 	mso-generic-font-family:roman; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:-1610611985 1107304683 0 0 415 0;} @font-face 	{font-family:Calibri; 	panose-1:2 15 5 2 2 2 4 3 2 4; 	mso-font-charset:0; 	mso-generic-font-family:swiss; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:-520092929 1073786111 9 0 415 0;}  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-unhide:no; 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Éramos dois apaixonados sedentos de toda a alegria e romantismo que essa flor poderia trazer. Algumas ligações, alguns quilômetros rodados, palavras trocadas, visitas, e a decisão: &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Seria uma Tulipa mesmo, a única flor com orgulho de sua cor, forte. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não estava nada preparado para sua chegada. Gostamos de coisas assim, com emoção. E ela, moleca flor, ao perceber que já estava plantada em novo território não se intimidou. Conquistou novos ares, balançou com o vento e fez desse lar sua terra adubada. Inspirou sorrisos, sustos, raiva. Cresceu tão rapidamente... Como planta regada todos os dias. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E então, percorreu a casa, criou raízes profundas e sem volta.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;“Aqui é o meu lugar”-pensou. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Um lugar carinhoso que guardava no passado um grande perigo. Tulipa negra era destemida, adorava cheiro de mato, farejar o desconhecido, cavar em busca de tesouros. Essa ânsia pelo novo, fez do lar um inimigo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Porque outro ser destemido, e não menos poderoso já tinha passado por essas bandas. Tulipa nem desconfiava. Infelizmente ele partiu antes do esperado, e deixou um fardo bem guardado e enterrado, no fundo do quintal.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Numa das escavações, a pequena grande Tulipa negra suspirou tal veneno. E sem nos avisar, orgulhosa que é, sentiu tudo sozinha, até não poder esconder mais. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Cada pétala começou a perder a cor, e em seguida cair... Os apaixonados começaram então uma corrida contra o inanimado. “Vamos continuar regando, amor” Insistiam. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tulipa negra estava com as pétalas contadas. Havia receita de remédio pendurada na parede do quarto, dedicação em cada gesto e muita esperança nos olhos dos apaixonados. Flor é coisa preciosa para eles. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Consultaram todos os sábios que diziam saber tudo sobre esse tipo de planta, sobre a cura para o tal veneno. Quanta bobagem. Fardo assim, nem magia negra resolve, pequena flor.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E eles que nem acreditavam em mistérios, nem em remédios milagrosos, decidiram tentar de tudo. Afinal, para quê se rega uma planta, se não para vê-la crescer, criar novos galhos e atrair olhares admirados? Pena que Tulipa era pequena demais, não havia florescido o suficiente para criar seus próprios espinhos e combater o mal. Tanta pureza e negritude escondiam uma natureza frágil. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E não tão menos frágeis eram os corações dos apaixonados. Que ora se encharcavam de esperança, outrora de dor. Tulipa revirou tudo dentro deles. Marcou a pele, as roupas, os sapatos, a memória. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;As noites de pouco sono e os dias longos tinham valido a pena. Não havia do que reclamar. Flores são sempre generosas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Para que a tempestade não devastasse o que restava de doçura em Tulipa, eles pensaram em cortar o mal pela raiz. A coragem faltava e as lágrimas escorriam. “Tulipinha, Tulipinha, você não merecia tudo isso”, pensavam. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas cada dia passava cada vez mais difícil. Tulipa já pouco parecia com aquela que desbravou nosso lar e nossas vidas. A flor estava murchando.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Depois de mais última noite mal dormida, a esperança se foi. Seria a decisão mais difícil dos últimos tempos. Eles não suportavam mais tanto sofrimento, nem Tulipa. Algumas ligações, alguns quilômetros rodados, palavras trocadas, e a decisão: Assim será melhor, Tulipa é planta, florescerá em qualquer lugar do universo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E quando chegou ao céu, uma surpresa: Um jardim só de flores negras, bem ao lado de Deus, a esperava.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A Menina-Maniva regou muito a plantação hoje. Lágrima para lavar a terra, adubo para novas flores. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2764523560119102872-7061099845471646435?l=menina-maniva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://menina-maniva.blogspot.com/feeds/7061099845471646435/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2764523560119102872&amp;postID=7061099845471646435' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/7061099845471646435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/7061099845471646435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://menina-maniva.blogspot.com/2010/07/tulipa-negra.html' title='Tulipa Negra'/><author><name>Márcia Gabrielle Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07645680601019570011</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_HoAr-2ZwbO4/SP6gnNdxSLI/AAAAAAAAALA/ErfQpFmUfb8/S220/Image00130jjjj.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_HoAr-2ZwbO4/TC0l7hqrgxI/AAAAAAAAANI/ZvVMp8POtVg/s72-c/tulipa+negra.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2764523560119102872.post-7779939185921792999</id><published>2010-05-01T11:50:00.000-07:00</published><updated>2010-05-01T12:43:34.652-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Trabalho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Emoções'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Acordar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Twitter'/><title type='text'>Dia de trabalhar a emoção</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Queria eu saber ainda, depois de tanto tempo, pensar como a Menina Maniva. Lembro como era revisar milhares de vezes as mesmas palavras, trocar algumas de lugar, usar sinônimos e sempre se sentir bem ao fim do texto-efeito-borboleta. Hoje, por acaso, li algo que me deu vontade de enfeitar de novo este blog de emoções. Quem sabe voltar a trabalhar em mim, o que há tempo se esconde, ou também troca de lugar, feito palavra dita todo dia só para cumprir tabela, preencher linha. Desnecessária. Meus dias andam assim, necessários demais para uma palavra sem lugar. Para lembranças que não trabalham mais a memória. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E então para que serve tanta lembrança, e tanto texto escrito e coisa sentida, se não para &lt;/span&gt;ativar&lt;span style="font-family:arial;"&gt; esse redemoinho, ou melhor, acordar esse vulcão adormecido, que guarda chamas ferventes, mas por fora está coberto de neve e calmo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;É importante reler também o que está por trás das palavras.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eis a pílula, meu "&lt;/span&gt;Viagra&lt;span style="font-family:arial;"&gt; sentimental" de hoje : (não perdi o senso de humor)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:garamond, arial;"&gt;&lt;span style="color:#333366;"&gt;"O Jogo da  Amarelinha - Capítulo 7&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:garamond,arial;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;T&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;oco a sua boca, com um dedo toco o contorno da sua  boca, vou desenhando essa boca como se estivesse saindo da minha mão,  como se pela primeira vez a sua boca se entreabrisse, e basta-me fechar  os olhos para desfazer tudo e recomeçar. Faço nascer, de cada vez, a  boca que desejo, a boca que a minha mão escolheu e desenha no seu rosto,  e que por um acaso que não procuro compreender coincide exatamente com a  sua boca, que sorri debaixo daquela que a minha mão desenha em você.&lt;br /&gt;Você  me olha, de perto me olha, cada vez mais de perto, e então brincamos de  cíclope, olhamo-nos cada vez mais de perto e nossos olhos se tornam  maiores, se aproximam uns dos outros, sobrepõem-se, e os cíclopes se  olham, respirando confundidos, as bocas encontram-se e lutam debilmente,  mordendo-se com os lábios, apoiando ligeiramente a língua nos dentes,  brincando nas suas cavernas, onde um ar pesado vai e vem com um perfume  antigo e um grande silêncio. Então, as minhas mãos procuram afogar-se no  seu cabelo, acariciar lentamente a profundidade do seu cabelo, enquanto  nos beijamos como se tivéssemos a boca cheia de flores ou de peixes, de  movimentos vivos, de fragância obscura. E se nos mordemos, a dor é  doce; e se nos afogamos num breve e terrível absorver simultâneo de  fôlego, essa instantânea morte é bela. E já existe uma só saliva e um só  sabor de fruta madura, e eu sinto você tremular contra mim, como uma  lua na água.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:garamond,arial;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:verdana;" &gt;&lt;a href="http://ainagaki.sites.uol.com.br/textos/cortazar.htm"&gt;(Júlio Cortázar)&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; color: rgb(0, 153, 0);"&gt;&lt;span style=";font-family:garamond,arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:verdana;" &gt;Essas   imagens-metáforas, esse sentimentalismo cheio de  verdade, esses  jogos   de palavras, me fizeram relembrar o tal  "trabalhar a emoção" que tanto   fazia a Menina Maniva.  Que por tão  pouco era ativado e por tanto  ficou adormecido.  Queria eu despertá-lo  de novo. Queria eu transformar  esses dias de  trabalho árduo em textos  cheios de fúria.  Porque não?  Decidi que  preciso voltar a exercitar o  que me faz sentir viva de  verdade&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:garamond,arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:verdana;" &gt;.&lt;br /&gt;      &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-weight: bold;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A Menina Maniva está de folga no dia  do trabalhador. Porém foi despertada do sono dos justos, para mais uma  jornada de trabalho pesado em seu infinito particular. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);"&gt;Agora, Manivando também no  &lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(51, 0, 51);" href="http://www.twitter.com/marciagabi"&gt;Twitter&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2764523560119102872-7779939185921792999?l=menina-maniva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://menina-maniva.blogspot.com/feeds/7779939185921792999/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2764523560119102872&amp;postID=7779939185921792999' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/7779939185921792999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/7779939185921792999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://menina-maniva.blogspot.com/2010/05/dia-de-trabalhar-emocao.html' title='Dia de trabalhar a emoção'/><author><name>Márcia Gabrielle Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07645680601019570011</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_HoAr-2ZwbO4/SP6gnNdxSLI/AAAAAAAAALA/ErfQpFmUfb8/S220/Image00130jjjj.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2764523560119102872.post-4378936025287818350</id><published>2009-07-31T19:08:00.000-07:00</published><updated>2009-07-31T20:12:45.759-07:00</updated><title type='text'>Holofotes da memória</title><content type='html'>Voltar ao passado é uma viagem sem volta. Como se cada lembrança fosse um pedaço de si e ficasse grudada à cena, praticamente um quebra cabeça do "Mapa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Mundi&lt;/span&gt;". O presente retoma, em seguida, as rédeas da vida,  com um olhar diferente. Quanto mais pequenas, curtas e tardias as lembranças, mais difícil encaixar a peça no lugar.&lt;br /&gt;Constantemente me vejo a mesma criança de 10 anos atrás. E o espelho já mudou de endereço pelo menos 5 vezes. Mas o olhar não faz aniversário, não canta parabéns e nem apaga velhinhas. Sempre que se revira ao iluminado espelho, meio de canto, para não se assustar, nem cegar a visão, pisca para o passado e faz um pedido: "Só me chame para sorrisos".&lt;br /&gt;E com tanta coisa escondida é preciso remexer, tirar o pó e os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;insetos&lt;/span&gt; que já construíram moradia por lá. O olhar é preguiçoso, gosta de dormir e fechar as cortinas em plena manhã de sol. Certa vez consegui enganá-lo. Coloquei grandes holofotes dentro do espelho, pintei um sol e poucas nuvens de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;batom&lt;/span&gt; vermelho. Mandei o passado sorrir de canto e pronto: Lá estava o olhar dentro das profundezas do espelho.&lt;br /&gt;Não era dia, nem fazia sol de verdade, ele caiu na farsa. Olhou profundamente, o grito não conseguiu quebrar tantas amarras da memória, ninguém podia salvá-lo de si mesmo.&lt;br /&gt;A viagem era longa, os holofotes de alta potência, a memória imensa.&lt;br /&gt;"&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Oi&lt;/span&gt; menina, quanto tempo não te encontrava! Você mudou tanto!", falou com espanto.&lt;br /&gt;E o eco revirou as paredes sujas de dores, acordou amores, jogou água fria nos sonhos adormecidos, fez canção com os versos perdidos.&lt;br /&gt;Não, ninguém respondeu, não há diálogo entre som e luz. O reflexo volta com a forma que se imagina, com a imagem desenhada pelas lembranças traiçoeiras, nunca acredite nele. Ninguém me escreveu cartas como em "O Mundo de Sofia" e eu não quis fazer perguntas &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;existencialistas&lt;/span&gt;. O olhar voltou com as respostas que precisava e com a idade que o dia merecia.&lt;br /&gt;A sensação de rastrear as lembranças é estranha, todas as imagens surgem de uma vez, como um tornado que suga os campos verdes.&lt;br /&gt;A minha plantação é vasta e solta ao vento, pode ser visitada por qualquer olhar e servir de presente para o tempo presente. Servir de holofote para cada nova idade.&lt;br /&gt;Agora, já apaguei as farsas do espelho. Deixo os caminhos de luz abertos, assim como os olhos, sem medo das lembranças. A fantasia do "espelho, espelho meu" já perdeu a graça. Não quero nenhuma mágica que mostre o próximo passo sem que a pegada anterior esteja bem gravada no solo da memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A Menina &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Maniva&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; não floresce em estufas. Não cabe em vasos. Não &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;reflete&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; o inanimado. Mas tem o olho do furacão.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2764523560119102872-4378936025287818350?l=menina-maniva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://menina-maniva.blogspot.com/feeds/4378936025287818350/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2764523560119102872&amp;postID=4378936025287818350' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/4378936025287818350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/4378936025287818350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://menina-maniva.blogspot.com/2009/07/holofotes-da-memoria.html' title='Holofotes da memória'/><author><name>Márcia Gabrielle Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07645680601019570011</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_HoAr-2ZwbO4/SP6gnNdxSLI/AAAAAAAAALA/ErfQpFmUfb8/S220/Image00130jjjj.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2764523560119102872.post-8236760796658972088</id><published>2008-10-21T18:13:00.000-07:00</published><updated>2008-10-21T19:06:02.477-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prazer'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='corpo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rotas'/><title type='text'>A rota dos prazeres</title><content type='html'>Uma sensação de bem estar, um aperto no peito que você não sabe da onde vem. Como quem mastiga o primeiro pedaço de um chocolate alpino, seu cérebro libera aquelas substâncias que só o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Drauzio&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Varela&lt;/span&gt; sabe o nome.&lt;br /&gt;E entre gozos solitários, suspiros e calafrios na espinha, as curvas dos sonhos ficam mais longas. Como chegar até o fim? É preciso descobrir a rota certa e não é qualquer &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;bússola&lt;/span&gt; que mostra o caminho. Até porque o norte nem sempre é tão quente assim e calor pode sufocar. O cruzeiro do sul está no céu e o prazer é terreno.&lt;br /&gt;Para entender como funcionam seus próprios estímulos não adianta recorrer a astrologia, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;numerologia&lt;/span&gt;, cartomantes. E nem sessões no psicólogo revelam o que está mais no corpo do que na mente. Dominar seus instintos é mais difícil do que se imagina.&lt;br /&gt;Os sinais podem vir de onde menos se espera. Dentro do elevador, um olhar arrebatador. No troco do supermercado, uma mão macia. No &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;ônibus&lt;/span&gt;, um perfume doce feito o doce da batata doce. E então, rapidamente, tudo vai fazendo sentindo, ligações &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;peptídicas&lt;/span&gt; se criam no cérebro, mas isso não importa nem para os neurologistas. Eu não estou falando de ciência aqui e sim de instinto natural.&lt;br /&gt;Saber por onde vai a rota do prazer é abrir o baú do Silvo Santos. E não se culpar se lá dentro o maior tesouro tiver menos de 1,80 de altura, olhos verdes e braços &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;roliços&lt;/span&gt;. Entender que a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;atração&lt;/span&gt; humana &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;independe&lt;/span&gt; de estereótipos.&lt;br /&gt;Para &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;começar&lt;/span&gt; a traçar sua rota, faça uma árvore &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;genealógica&lt;/span&gt; de suas conquistas. Sim, pode começar por aquele "quatro-olhos" da infância, que te deu um ursinho de pelúcia com o seu apelido e você se apaixonou.&lt;br /&gt;Depois, encontre em cada um o que mais te atrai, partindo para a fase da puberdade, é claro.&lt;br /&gt;E então, comece a perceber quanta semelhança pode existir entre eles, ou não. Quantos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;biotipos&lt;/span&gt; diferentes te fizeram enlouquecer, seja sentimentalmente ou sexualmente. Ah, é bom separar mesmo essas duas coisas, porque essa rota, repetindo, nem sempre acaba no castelo da Cinderela. Caminhos urbanos e cheios de dependências &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;químicas&lt;/span&gt; são experimentados e a gente passa despercebido.&lt;br /&gt;Eu entendi que me envolvo muito mais &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;pelo&lt;/span&gt; cheiro do que pelo toque, por exemplo. Aprendi que minhas costas sustentam além de minha coluna todos os meus desejos. Mas não aprendi a controlar impulsos, domar a língua. Normal. A Menina-M&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;aniva&lt;/span&gt; é feita de imprevistos.&lt;br /&gt;Outra coisa importante é fazer o outro achar a sua rota e querer andar por ela. E quando isso acontece, milhares de caminhos se abrem... E então você perde todo o rumo que levou anos pra traçar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Menina-M&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;aniva&lt;/span&gt; é encorpada. Os prazeres &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;são&lt;/span&gt; intensos, as rotas chegam longe.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2764523560119102872-8236760796658972088?l=menina-maniva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://menina-maniva.blogspot.com/feeds/8236760796658972088/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2764523560119102872&amp;postID=8236760796658972088' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/8236760796658972088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/8236760796658972088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://menina-maniva.blogspot.com/2008/10/rota-dos-prazeres.html' title='A rota dos prazeres'/><author><name>Márcia Gabrielle Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07645680601019570011</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_HoAr-2ZwbO4/SP6gnNdxSLI/AAAAAAAAALA/ErfQpFmUfb8/S220/Image00130jjjj.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2764523560119102872.post-7565011205738921886</id><published>2008-10-15T18:51:00.000-07:00</published><updated>2008-10-16T06:36:35.954-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='prato'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='frio'/><title type='text'>O que não pode ser requentado...</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_HoAr-2ZwbO4/SPdC2NNtlLI/AAAAAAAAAKg/FOMPGlkX83c/s1600-h/untitled.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5257744589005886642" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_HoAr-2ZwbO4/SPdC2NNtlLI/AAAAAAAAAKg/FOMPGlkX83c/s200/untitled.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Aqueça, adicione água para dissolver e deixe ferver por alguns minutos. Despeje no prato e deguste. Não há nada de novo na geladeira. Não há nada de sólido no estômago.&lt;br /&gt;"Pronto, está com cheiro de novo, pode provar..." Será?&lt;br /&gt;Comida requentada é assim: O sabor fica por conta da lembrança do paladar do dia anterior.&lt;br /&gt;Se tratar-se de um caldo, sopa leguminosa ou carne assada de panela, é bom pôr a imaginação para funcionar. Ou, acrescente amor e um "S&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;arzon"&lt;/span&gt;, é claro.&lt;br /&gt;Agora, começo minhas tradicionais metáforas. Desculpem, mas sempre comi com os olhos a maioria dos pratos diários e as palavras mastigam as &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;inconstâncias&lt;/span&gt; humanas, alimentando a constante de sentir fome. Em busca de prazeres que desconheço, que não sei se serão saciados por necessidades básicas ou por aquelas inventadas.&lt;br /&gt;Uma paixão que nunca ferveu, por exemplo, não pode ser requentada. Não adianta insistir. Horas no fogo serão em vão. A panela não absolve o calor, o caldo evapora mas não engrossa.&lt;br /&gt;E pensamentos também evaporam, sonhos vão ralo a baixo, temperos são &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;desperdiçados&lt;/span&gt;. Fica o cheiro de lembrança no ar, mas não se deixe enganar... Assim como não se derrete o sorvete para tomar o suco, não se ferve o coração para dar sustância ao amor.&lt;br /&gt;E ainda há quem acredite que os dias na gelareira apuram o sabor da comida... Sentimento congelado só apura dor.&lt;br /&gt;Este ano, meu Círio foi diferente dos outros. Não comi "Pato no tucupi", não fui ao Ver-o-Peso, nem ao "Arrastão do Pavulagem". Comi minha Maniva em plena quarta-feira, rala, só para não deixar morrer a tradição que resta em mim. Para alimentar a alma de menina-verde, cansada de paixões requentadas, de gente pré-cozida. Existem pratos que só se comem quentes. Existem sonhos que só se sonham uma vez.&lt;br /&gt;Não tenho microondas em casa, mas minhas metáforas estão mais vivas do que nunca. Reaquecem o prato diário também através dos olhos. Por eles observo e registro as cores dos ingredientes humanos. A dor misturada com o riso desesperado nos olhos do Pai. A dor exposta na pele da mãe. O quarto lotado de infância, adolescência e juventude, numa geração de irmãs.&lt;br /&gt;É preciso comer de olhos bem abertos nessa vida doida. Mas é bom mastigar e fantasiar de olhos fechados.&lt;br /&gt;E com tanta variedade na mesa, a gente até esquece a sobremesa...&lt;br /&gt;A paixão que tentava ser comida novamente, já perdeu espaço no estômago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Menina-Maniva tem os quatro sentidos aguçados. Se o paladar falhar, o olfato desvenda. E de olhos fechados comanda o canto das palavras. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2764523560119102872-7565011205738921886?l=menina-maniva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://menina-maniva.blogspot.com/feeds/7565011205738921886/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2764523560119102872&amp;postID=7565011205738921886' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/7565011205738921886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/7565011205738921886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://menina-maniva.blogspot.com/2008/10/o-que-no-pode-ser-requentado.html' title='O que não pode ser requentado...'/><author><name>Márcia Gabrielle Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07645680601019570011</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_HoAr-2ZwbO4/SP6gnNdxSLI/AAAAAAAAALA/ErfQpFmUfb8/S220/Image00130jjjj.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_HoAr-2ZwbO4/SPdC2NNtlLI/AAAAAAAAAKg/FOMPGlkX83c/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2764523560119102872.post-3851897121787273502</id><published>2008-10-01T09:05:00.001-07:00</published><updated>2008-10-01T16:29:39.204-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='concha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cama'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sono'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dois'/><title type='text'>A concha</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_HoAr-2ZwbO4/SOOpeRfo25I/AAAAAAAAAKA/2DFf4BPyXBg/s1600-h/spooning.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5252227928001403794" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_HoAr-2ZwbO4/SOOpeRfo25I/AAAAAAAAAKA/2DFf4BPyXBg/s320/spooning.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Minha mãe me falou que a coisa mais legal do casamento é dormir junto, dividir a cama. Cada um no seu espaço, com a autonomia de unir os corpos a hora que quiser. E depois de um tempo vem o costume do corpo ao lado, a necessidade de tocar alguém que você sabe que está num sono profundo, longe, e ao mesmo tempo muito próximo. Um conforto para alma, segundo minha querida Mother.&lt;br /&gt;Com um namoro longo na bagagem e algumas noites mal dormidas, descobri a forma de dormir quase sentindo o corpo todo do outro: A concha. Aquela que abre e fecha perfeitamente, encaixa, e guarda as melhores pérolas no escuro da noite.&lt;br /&gt;Dormir fora era utopia na adolescência. Hoje, basta avisar. Basta encontrar uma concha disponível. Mas nem todo bom amante sabe dormir junto. Dividir o sono é quase uma arte que requer prática e tato, muito tato. É bom evitar movimentos bruscos, respirações profundas, gases dispersados sem querer. Puxar o lençol, passar as pernas por cima do outro ou roncar, nem pensar.&lt;br /&gt;Na concha qualquer sussurro é amplificado. Ele está ali, ao pé do ouvido, te contando com a respiração todo o cansaço do dia. E você se sente a mais preciosa jóia, em estado bruto. Nua e protegida.&lt;br /&gt;Passam as horas, a madrugada toma conta, a concha se movimenta. É bom saber amansar o mar dos lençóis junto com ela, deixar-se levar ou não sonhar jamais. Para dormir a dois, engana-se quem pensa que o mais importante é não incomodar o outro. O que vale é estar com os sentidos aguçados, com o corpo pleno.&lt;br /&gt;E depois que sono profundo chega, dependendo da troca de energias e sensações, podem vir sonhos bandidos, sexuais ou uma revirada na cama com direito a suor na testa. Ah, o corpo gruda no outro, depois de um tempo. Será que é pra desgrudar e correr o risco de acordar? Só se for para procurar mais sono no corpo do outro, cansar, e depois sonhar acordado. Essa equação ultrapassa a simplicidade do “dois mais dois”.&lt;br /&gt;Bom, para casar é preciso encontrar a concha perfeita, minha Mãe está certa. Não que eu esteja pensando em casamento, que fique claro. Acho que isso é saudade de ter uma concha. Existem muitas no mar, porém, poucas dispostas a se abrir e encaixar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Menina Maniva é espaçosa, não sabe ainda dormir a dois. E nem é muito chegada a mariscos, a não ser que a concha guarde uma pérola verde-maniçoba.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2764523560119102872-3851897121787273502?l=menina-maniva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://menina-maniva.blogspot.com/feeds/3851897121787273502/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2764523560119102872&amp;postID=3851897121787273502' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/3851897121787273502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/3851897121787273502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://menina-maniva.blogspot.com/2008/10/concha.html' title='A concha'/><author><name>Márcia Gabrielle Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07645680601019570011</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_HoAr-2ZwbO4/SP6gnNdxSLI/AAAAAAAAALA/ErfQpFmUfb8/S220/Image00130jjjj.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_HoAr-2ZwbO4/SOOpeRfo25I/AAAAAAAAAKA/2DFf4BPyXBg/s72-c/spooning.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2764523560119102872.post-1906865732715003029</id><published>2008-08-24T12:04:00.002-07:00</published><updated>2008-08-24T12:15:48.914-07:00</updated><title type='text'>Carta papel toalha</title><content type='html'>Cara Menina Maniva,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que está acontecendo com você? Os dias de sol não te inspiram mais? A panela está à "banho maria"? Ouça verde menina, teu tempo de ferver é agora. Ou esperas que tua face pouco simpática, vá como mero acompanhamento no prato de todo dia? Não seja boba.&lt;br /&gt;A melancolia não faz parte da receita. A gordura, a planta e o suor do cozinheiro são tua essência. Cria diante do destino várias linhas tortas, curvas, falhas, porque a a vida não desce goela abaixo de forma certeira. Eu tenho orgulho de ti, Maniva. Invejo tua força, tua ânsia de temperar os dias, teu sabor original, tua panela sempre aberta.&lt;br /&gt;Quem me dera ter um terço do teu veneno, mesmo que inofensivo. Ah menina, não sabes o que é ferver sem saber o que de fato está a cozinhar, e não ter para quem oferecer os talheres e o lugar a mesa. Eu te convoco novamente a olhar como espelho o prato vazio. Ainda queres fazer a dieta de não ser? Tenho pena de quem não sabe se comer.&lt;br /&gt;Tu és um exemplo, Menina Maniva. Estás no topo da tua cadeia alimentar e não presa no chão. Sabes a medida da tua colher, sabes mexer a cintura como quem mexe a panela. Acredite, aqueles que precisam de você estão a esmo, famintos, vermelhos de tanta espera. Como eu, respeitam o tempo de planta, o ecossistema, mas quando se está com fome, o estômago fala por si.&lt;br /&gt;Volte a espantar as aves dos galhos, a desarrumar os sacos de lixo, a riscar as unhas no quadro negro. Aprendi com você que a felicidade está em brincar de desequilibrar. Não acreditamos no equilíbrio do Universo.&lt;br /&gt;Então, meu pedido, menina, está indo de fora para dentro, vai se encontrar com aquilo que você já preencheu por lá. Espero que minha carta te sirva de papel toalha após a refeição. Que ela te limpe e te motive a voltar à auto-digestão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraço forte,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Márcia Gabrielle Dantas&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2764523560119102872-1906865732715003029?l=menina-maniva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://menina-maniva.blogspot.com/feeds/1906865732715003029/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2764523560119102872&amp;postID=1906865732715003029' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/1906865732715003029'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/1906865732715003029'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://menina-maniva.blogspot.com/2008/08/carta-papel-toalha_24.html' title='Carta papel toalha'/><author><name>Márcia Gabrielle Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07645680601019570011</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_HoAr-2ZwbO4/SP6gnNdxSLI/AAAAAAAAALA/ErfQpFmUfb8/S220/Image00130jjjj.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2764523560119102872.post-6952245112136243961</id><published>2008-07-01T17:04:00.000-07:00</published><updated>2008-07-01T18:13:08.502-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Verão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sol'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Calor'/><title type='text'>A estética do calor</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_HoAr-2ZwbO4/SGrTa7UPiYI/AAAAAAAAAFw/-LpOgD4Hryc/s1600-h/suor.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5218215577814796674" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_HoAr-2ZwbO4/SGrTa7UPiYI/AAAAAAAAAFw/-LpOgD4Hryc/s320/suor.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A coroa do verão já cerca nossos amigos, nossa rotina, nossa sombrinha. Hora de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;aposentar&lt;/span&gt; os guarda-chuvas, escondê-los atrás do armário, afinal, ninguém tem o costume de usá-los para proteger-se do astro maior desse tempo: O sol. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os ombros a mostra, a costa nua, as saias curtas e chinelos de dedo. A gaveta dos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;biquínis&lt;/span&gt; já foi remexida, já percebe-se que falta comprar um da cor da moda. Ah, nossos modos também se tornam mutantes no calor de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Julho&lt;/span&gt;. O ar condicionado, a conta de luz, o refrigerante. Água? Sim, muito banho, conta de água mais cara, suor excessivo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Praças lotadas a qualquer hora, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;côcos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; super refrigerados nas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;barraquinhas&lt;/span&gt; de rua. Todos querem refrescar o equívoco dos dias de trabalho, das tensões diárias, dos casos de amor perdidos. Um amor de verão, quem sabe virá, chega de chuvas e trovoadas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Levanto da cama suada, o verão está sem jeito dentro de mim, mas o calor sempre existiu por aqui. "&lt;a href="http://www.vitorramil.com.br/estetica.htm"&gt;A estética do Frio&lt;/a&gt;", criada pelo músico &lt;a href="http://www.vitorramil.com.br/"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Vitor&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Ramil&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, em seu livro, aponta onde os gaúchos escondem seus modos separatistas, e como a cultura daquela terra fria é encarada de forma diferente dos demais pedaços do Brasil.&lt;br /&gt;A minha estética do calor, aqui em Belém do Pará, não vai virar livro nem canção. Meu calor não chega a motivar &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;contemplações&lt;/span&gt;, a não ser, levantar os braços para o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;minúsculo&lt;/span&gt; suspiro de vento que bate &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;de repente&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De baixo do sol, na cidade das mangueiras, é bom encontrar ao meio dia, uma pequena morada mais fria na rua. Ou escolha entrar no clima de alguma loja fria para depois sentir o impacto do bafo do verão ao sair. Abafe os argumentos contra o que faz parte da gente, do que a pele sente, do que as bordas de janelas guardam com tanto esmero. Depois de tantas chuvas, tomaremos banho de mangueira no quintal.&lt;br /&gt;Abrir o peito para essa estética do calor é também reparar se o cabelo está brilhando o suficiente no sol daquele dia, ou se o salto do sapato não está esfolado, se as unhas estão bem feitas, qualquer descuido será notado aos olhos criteriosos do verão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É também lembrar naquele texto piegas do &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pedro_Bial"&gt;Pedro &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Bial&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, que você ouviu tantas vezes e nunca mais esqueceu o "&lt;a href="http://letras.terra.com.br/pedro-bial/138161/"&gt;filtro solar&lt;/a&gt;". É proteger não só a pele, mas também a alma, pois agora estamos expostos nas ruas do mundo. Quando &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;chovia&lt;/span&gt; ficamos em casa aos domingos. Agora é hora de colocar o bloco na rua calorosamente. A estética de quem "sua" sempre inspira alguma admiração, suor é esforço. O que ecoa é o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;pingo&lt;/span&gt; d'água, soando dentro da gente. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Soar e suar": palavras com diferenças gramaticais e semelhanças emocionais. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;No calor, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;saio&lt;/span&gt; do banheiro já querendo voltar. Queria entender o poder do clima sobre as pessoas. Se tem corpos a mostra, tem energia sendo dispersada, gente se atraindo, gerando mais calor ainda. Tem beijo, sexo e briga ardente. Os amantes fazem rios. Esse calor afasta a melancolia dos tempos chuvosos. Os poetas que gostam da calmaria, não compõe no verão, são contagiados pelo calor e não param para olhar a vida, se fazem presentes nela. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os sujos vão aos chafarizes, as crianças tomam sorvetes, as janelas das casas estão sempre abertas. Deixa o vento passar, deixa o calor entrar, deixa o verão fazer mais um dia dentro da sala. Isso &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;par&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error"&gt;ece&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Ramil&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aqueles que são esteticamente frios, não conseguem congelar as energias. O sol está para todos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E para finalizar, retoco a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;maquiagem&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; à prova d'água e não choro mais o inverno passado. O próximo verão será mais quente, acreditam os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;meteor&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;ologistas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;... E é para ele que me guardo, ou melhor, espero em exposição solar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;A Menina-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Maniva&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; não faz bronzeamento artificial. Está em época de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;fotossíntese&lt;/span&gt;. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2764523560119102872-6952245112136243961?l=menina-maniva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://menina-maniva.blogspot.com/feeds/6952245112136243961/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2764523560119102872&amp;postID=6952245112136243961' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/6952245112136243961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/6952245112136243961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://menina-maniva.blogspot.com/2008/07/esttica-do-calor.html' title='A estética do calor'/><author><name>Márcia Gabrielle Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07645680601019570011</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_HoAr-2ZwbO4/SP6gnNdxSLI/AAAAAAAAALA/ErfQpFmUfb8/S220/Image00130jjjj.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_HoAr-2ZwbO4/SGrTa7UPiYI/AAAAAAAAAFw/-LpOgD4Hryc/s72-c/suor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2764523560119102872.post-5248216884445581774</id><published>2008-06-05T06:43:00.000-07:00</published><updated>2008-06-30T05:35:22.664-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Boa Noite'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Televisão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Boa Sorte'/><title type='text'>Boa noite e Boa sorte</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_HoAr-2ZwbO4/SEf3JquGQWI/AAAAAAAAAFo/fo-C_H04LvQ/s1600-h/boa%2Bnoite%2Bboa%2Bsorte%2Bfilme.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5208403239535788386" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_HoAr-2ZwbO4/SEf3JquGQWI/AAAAAAAAAFo/fo-C_H04LvQ/s320/boa%2Bnoite%2Bboa%2Bsorte%2Bfilme.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O grandioso &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;filme&lt;/span&gt; de George &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Clooney&lt;/span&gt; " Boa noite e Boa sorte", foi feito para jornalistas herméticos, vanguardistas e corajosos. Se é que sei realmente o que essas palavras significam. O filme retrata a década de cinquenta, mas a temática é muito atual. Sobreviver dentro do ciclo de interesses midiáticos é um eterno desafio para jornalistas ambiciosos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas esse blog não tem a menor pretensão de fazer criticas de arte, analisar filmes, discos e telenovelas. A Menina M&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;aniva&lt;/span&gt; transpira emoções e o vapor não fica na tampa da panela.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ah, como eu queria que o Sr. Edward Murrow (David Strathairn) tivesse feito aquele discurso no dia da imprensa (01/06), em alguma dessas tantas "homenagens" feitas nas empresas Belém a fora. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Coquetéis&lt;/span&gt; cheios de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;tapinhas&lt;/span&gt; nas costas e sorrisos amarelos, sem falar das placas "destaque 2008" para os que colaboraram não com o crescimento do jornalismo, mas com a benevolência com as empresas, os interesses, o mercado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esse ano não fui em nenhum &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;coquetel&lt;/span&gt;. Mas faço parte dessa massa, que passa nos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;projetos&lt;/span&gt; do futuro. E tento demonstrar minha coragem, a margem do que possa aparecer, vendo que toda essa engrenagem, já sente a ferrugem de comer. E como comem.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O nosso rebanho só aumenta, nessa vida de Gado. Cito Zé Ramalho só para descontrair. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Gado dorme pouco e tem má sorte. Jornalista dorme pouco também, agora a sorte, sempre acha que tem. E eu não quero cutucar esses animais com vara curta. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Só quero continuar tendo certeza de que a imagem do prato não é melhor que o conteúdo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E que não importa a marca na pele, nada será desfeito. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A caixa preta e luminosa, do Sr. Murrow, das nossas casas, não guarda coelhos de mentirinha. Guarda esses novos gados prontos para serem abatidos e degustados na mesa, a nossa mesa. Os senhores sabem a carne que oferecem e sabem oferecê-la de forma prazerosa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A Televisão é a magia da conspiração entre a ilusão do espectador e a superafirmação do veículo. &lt;/div&gt;E para ela, para nós, um recado de Mr. Murrow:&lt;br /&gt;"We will not walk in fear, one of another, we will not be driven by fear into an age of unreason".&lt;br /&gt;"Não devemos caminhar no medo um do outro, não podemos ser conduzidos pelo medo em uma era sem razão".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Boa noite, Boa Sorte, Boas novas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;A Menina Maniva ferve dentro dessa panela, mas não quer passar do ponto, jamais.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;**Trailer "Boa noite e Boa sorte":&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=_W3HanpfuRI"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=_W3HanpfuRI&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2764523560119102872-5248216884445581774?l=menina-maniva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://menina-maniva.blogspot.com/feeds/5248216884445581774/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2764523560119102872&amp;postID=5248216884445581774' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/5248216884445581774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/5248216884445581774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://menina-maniva.blogspot.com/2008/06/boa-noite-boa-sorte.html' title='Boa noite e Boa sorte'/><author><name>Márcia Gabrielle Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07645680601019570011</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_HoAr-2ZwbO4/SP6gnNdxSLI/AAAAAAAAALA/ErfQpFmUfb8/S220/Image00130jjjj.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_HoAr-2ZwbO4/SEf3JquGQWI/AAAAAAAAAFo/fo-C_H04LvQ/s72-c/boa%2Bnoite%2Bboa%2Bsorte%2Bfilme.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2764523560119102872.post-1737316516240804414</id><published>2008-05-26T19:56:00.000-07:00</published><updated>2008-05-27T08:25:07.352-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paixão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='James'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fantasia'/><title type='text'>A saga da paixão pós baile a fantasia</title><content type='html'>O poderoso James chega a festa. Sua jaqueta de couro, seu olhar amendoado, seu repúdio a dança. James não precisava se mexer muito para chamar atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parecia não &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;flertar&lt;/span&gt; com ninguém, um estranho charme, um eterno &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;flerte&lt;/span&gt; consigo mesmo, porém a malícia do olhar esbarrava sempre no de outra mulher. E mulheres &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;alcoolizadas&lt;/span&gt; estavam em dúzias, em grupos, quase de pernas abertas no salão. James estava de olhos abertos na medida, e eles foram justo na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;direção&lt;/span&gt; de um pequeno nariz que apontava para o infinito. Infinitas possibilidades, milhões de caminhos, alguns desencontros. Línguas certeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;James não esperava acertar, errar, gostava de momentos vividos um de cada vez e palavras também, uma de cada vez. Deus, santos ou o infinito não existiam para ele. Gostou do nariz mas não deu bola para onde ele apontava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A próxima parada, depois da festa, estava bem &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;em baixo&lt;/span&gt; do que aquela jaqueta poderia esconder, do que o nariz da moça poderia cheirar, e do que os poucos quarteirões que separavam as moradias poderiam guardar. O James não era o "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Dean"&lt;/span&gt;, mas ela o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;viu&lt;/span&gt; assim. E insistiu, gravou o perfume, o beijo e a cor dos olhos. Promessas ocultas no pensamento já traçavam o destino dos dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os dias de Domingo pareciam conspirar contra esse destino. Logo o primeiro dia da semana, era a sempre a última chance de um romance no paraíso, nos moldes que a moça sonhava. Os sonhos morriam na beira do rio, na beira dos copos de cerveja, na beira dos corpos sem donos. James só achava graça do modo com que ela falava com tanta propriedade de si mesma e arrebitava o nariz, jogava o cabelo, fazia pose de comercial. James gostava de ouvi-la falar e sorrir. Aos poucos imagens já estavam na memória do computador, do celular, do cérebro. A imagem dela, nele. O corpo dele, nela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então começaram a jogar o jogo dos dias de domingo, farras e amor com o vento, sucumbindo aquele destino, fantasias todos os dias. A moça resolveu deixar James apontar onde queria ir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi. E foram. E vão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nariz avante, lua adiante, carro possante. James está prestes a virar advogado, vai defender causas melhores do que paixões arrebatadoras e talvez divorciar casais de vez em quando. Ela... Bem, está &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;nariguda&lt;/span&gt; de tanto tentar amar, mas acha que dessa vez acertou na escolha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Menina &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Maniva&lt;/span&gt; tem uma fantasia verde, estratégica, quase um camaleão no mato. Fica irreconhecível quando está apaixonada.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2764523560119102872-1737316516240804414?l=menina-maniva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://menina-maniva.blogspot.com/feeds/1737316516240804414/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2764523560119102872&amp;postID=1737316516240804414' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/1737316516240804414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/1737316516240804414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://menina-maniva.blogspot.com/2008/05/saga-da-paixo-ps-baile-fantasia.html' title='A saga da paixão pós baile a fantasia'/><author><name>Márcia Gabrielle Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07645680601019570011</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_HoAr-2ZwbO4/SP6gnNdxSLI/AAAAAAAAALA/ErfQpFmUfb8/S220/Image00130jjjj.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2764523560119102872.post-6680407470680033116</id><published>2008-05-24T11:02:00.000-07:00</published><updated>2008-05-24T12:36:14.434-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Transa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Maio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Caetano'/><title type='text'>Transas com Caetano</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_HoAr-2ZwbO4/SDhgDGEeJ1I/AAAAAAAAAFg/AhuIVZ4lvss/s1600-h/caetanotransa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5204014975711848274" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_HoAr-2ZwbO4/SDhgDGEeJ1I/AAAAAAAAAFg/AhuIVZ4lvss/s320/caetanotransa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Muita calma. Em uma tarde de sábado de um fim de Maio, desprovida monetariamente e trabalhando menos do que o necessário, a Menina &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Maniva&lt;/span&gt; não enlouqueceu, não tomou ácido e muito menos está sonhando (Com Caetano,logo? Guardo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;meus&lt;/span&gt; sonhos eróticos para o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;&lt;a href="http://www.givememyremote.com/remote/wp-content/uploads/2006/07/Rodrigo-santoro.jpg"&gt;Santoro&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O Disco "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;&lt;a href="http://musica.busca.uol.com.br/radio/index.php?ad=on&amp;amp;ref=Musica&amp;amp;busca=transa&amp;amp;param1=homebusca&amp;amp;q=transa&amp;amp;check=disco"&gt;Transa&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;", de 1972, chegou aos meus ouvidos nesta manhã. Um som vermelho, cheio de desejo. Percebi que ter vinte anos faz diferença,sim. Se eu tivesse feito trinta anos hoje, talvez passaria pelo álbum sem um sorriso sequer. Talvez. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Transei&lt;/span&gt; ardentemente com "&lt;strong&gt;Nine &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;out&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;of&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;ten&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;" e me senti muito viva . O orgasmo veio ao som de "&lt;strong&gt;Triste &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Bahia&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;" e eu nunca pus os pés em Salvador. Apenas senti junto com Caetano. Transar é sentir junto. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando vejo a figura que o ídolo, motivo deste &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;post&lt;/span&gt;, se tornou, penso que gosto de ter vinte anos, gosto de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;conhecê&lt;/span&gt;-lo na época que ele tinha essa idade e mais alguns poucos anos de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;efervescência&lt;/span&gt; musical. Hoje ele não me apetece, não me levaria jamais para a cama. Mas "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Transa&lt;/span&gt;", em 72, deve ter levado muita &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;garotinha&lt;/span&gt; de vinte à loucura. Caetano com aquele violão não era de se jogar fora.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nos dias globalizados, minhas amigas não têm orgasmos múltiplos ao som de nada que não venha da boca de seus machos. Eu prefiro uma música ambiente, um suor salgado na boca e um vento de ar condicionado na espinha. Calor só interno. Mas nessas horas, nada de Caetano, quando a música é boa não gosto de dividir atenção com nada. Orgasmos solitários. Na hora do amor é momento de música ruim, um romantismo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;escrachado&lt;/span&gt; ou um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;eletrônico&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;sexy&lt;/span&gt;, estilo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;&lt;a href="http://www.portishead.co.uk/"&gt;Portishead&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;. &lt;em&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;It&lt;/span&gt;’s a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;long&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;long&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;long&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;long&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;way&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;brothers&lt;/span&gt;.&lt;/em&gt; Se os artistas de cinema não me fazem mais chorar, pelo menos os orgasmos precisam ser intensos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aconselho, portanto, os que estão sem companheiros sexuais a experimentarem uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;transa&lt;/span&gt; a moda antiga, alá década de 70, deitados na cama, em uma tarde de sábado. Guardem as energias para a noite, para a caça, para as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;trigresas&lt;/span&gt; e leões de plantão. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;Transar&lt;/span&gt; é um ato animal, porém mágico. Aproveite os sons com malícia, sem desgaste. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;"The&lt;/span&gt; age &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;of&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;old&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;The&lt;/span&gt; age &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;of&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;gold&lt;/span&gt;, i'm &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;alive."&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;A Menina &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;Maniva&lt;/span&gt; é quente, viva. Mas nem toda &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;transação&lt;/span&gt; é bem vinda. Qualquer &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;idéia&lt;/span&gt;, combinação, acordo, entendimento, pacto, maquinação, relação amorosa, para c&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;air&lt;/span&gt; bem com a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;sustância&lt;/span&gt; do caldo, tem que levar pimenta,farinha, ou um clichê ao pé do ouvido. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2764523560119102872-6680407470680033116?l=menina-maniva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://menina-maniva.blogspot.com/feeds/6680407470680033116/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2764523560119102872&amp;postID=6680407470680033116' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/6680407470680033116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/6680407470680033116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://menina-maniva.blogspot.com/2008/05/transas-com-caetano.html' title='Transas com Caetano'/><author><name>Márcia Gabrielle Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07645680601019570011</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_HoAr-2ZwbO4/SP6gnNdxSLI/AAAAAAAAALA/ErfQpFmUfb8/S220/Image00130jjjj.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_HoAr-2ZwbO4/SDhgDGEeJ1I/AAAAAAAAAFg/AhuIVZ4lvss/s72-c/caetanotransa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2764523560119102872.post-3563851189929764087</id><published>2008-05-05T17:14:00.000-07:00</published><updated>2008-05-15T19:15:56.218-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Monossilábicos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fofocas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prolixos'/><title type='text'>Os prolixos e os monossilábicos</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_HoAr-2ZwbO4/SCzI_xfx0uI/AAAAAAAAAFY/_a1bQP_Zk2w/s1600-h/comida.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5200752667650020066" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 246px; CURSOR: hand; HEIGHT: 182px; TEXT-ALIGN: center" height="222" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_HoAr-2ZwbO4/SCzI_xfx0uI/AAAAAAAAAFY/_a1bQP_Zk2w/s320/comida.jpg" width="297" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Dizem&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; as más línguas que quem fala muito, faz pouco. Se são as más &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;línguas que falam&lt;/span&gt;, elas devem pôr pouco em prática, melhor não confiar. Existem pessoas que tem a língua como um músculo bem trabalhado, quase como uma barriga de um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;alterofilista&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, o chamado "tanque". Malhar a vida dos outros para elas, é um grande exercício diário. E geralmente, por se preocuparem demasiadamente com a língua, o cérebro trabalha menos.&lt;br /&gt;Existem casos mais graves, que utilizam desse artifício junto com a inteligência. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;No dicionário existe uma definição, um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;adjetivo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; pouco usado: Prolixo, pessoa difusa, que se alonga nas falas, superabundante em expressões, que pode até se tornar fastidioso e obscuro. É importante compreender que não é o número de palavras que vai fazer com que alguém entenda ou não o que está sendo dito, e sim a maneira que a frase é colocada. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um prolixo-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;fofoqueiro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; é de assustar. Ele só pára de falar quando você concorda com ele, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;pois&lt;/span&gt; assim ele tem a certeza que a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;fofoca&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; será repassada. É bom ficar atento, existe muita lebre em pele de cordeiro por aí. Os letrados, sabichões, que "dialogam inclusivamente" e assim fingem não estar fazendo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;fofoca&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Um exemplo: "Ah, amigo, eu não queria te falar nada não, mas veja o exemplo do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Marcinho&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;apt&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. 64, coitado, perdeu a mulher para o primo..."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E assim, facilmente &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;expôe&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; a vida alheia, como quem não quer nada. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu aprendi algumas coisas importantes convivendo com a pior raça que existe em termos de prolixos-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;fofoqueiros&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;-persuasivos: Os jornalistas. Eles relatam os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;conhecimentos&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;espetaculares&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, as pautas bem elaboradas, as sacadas de matérias, e ali mesmo, na mesa de bar, aproveitam para &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;destilar&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; o veneno. Atire a primeira &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;pedra&lt;/span&gt; quem nunca teceu um comentário "inocente" sobre um colega de trabalho. A &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;fofoca&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; as vezes parece subconsciente, já sai &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;naturalmente&lt;/span&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Confesso que o excesso de espontaneidade já me fez passar por situações de "disse-me-disse" insuportáveis. Mas enfim, aqui quem vos fala é a Menina &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Maniva&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, cheia de veneno, não a Madre &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Tereza&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Caucutá&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se continuar falando dos meus queridos colegas jornalistas, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;fanfarrões&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; que detonam a vida alheia com a facilidade que engole a saliva, esse texto vai ficar chato demais. Eles usam muito a inteligência &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;fofoqueira&lt;/span&gt;. Mas não quero vestir a carapuça, não.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vamos pensar, então, o que essa espécie tem em comum, por exemplo, com os bancários-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;monossilábicos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; ? Os arquétipos estão próximos, pode acreditar. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os bancários sabem muito sobre tudo o que nós um dia sonhamos em saber. Como que o dinheiro vai parar no caixa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;eletrônico&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;? Pois é, a semelhança entre eles está justamente no "conhecimento" de causa, eles sabem que sabem. O jornalista faz questão de mostrar, o bancário, fala o necessário: "Sua conta está no vermelho, senhora." E você logo entende que vermelho é uma cor que merece atenção, assim como o seu saldo.&lt;br /&gt;O fato é que pode ser bem pior debater com um monossilábico, e existem jornalistas desse tipo também. Eles querem tentar parecer apenas prolixos em pensamento mas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;monossilábicos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; no falar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No dicionário, diz-se que as palavras que têm uma só sílaba, portam uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;idéia&lt;/span&gt; absoluta. Realmente, por isso os jornalistas-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;monossilábicos&lt;/span&gt; se tornam &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;blaseés&lt;/span&gt; e tem aquela &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;idéia&lt;/span&gt; absoluta que ninguém muda. Tentar um diálogo com esses sabichões é perda de tempo e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;malhação&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; desnecessária para a língua. Ou ele começa a rir de você, ou se levanta da mesa. Simples assim, curto e grosso. E eles também fazem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;fofocas,&lt;/span&gt; sem rodeios vão logo ao principal do fato. Dá medo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Então, para não começar a parecer &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;prolixa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; ou deixar escapar a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;fofoca&lt;/span&gt; mais quente do momento, é bom terminar logo o texto. Eu tentei ser o mais concisa possível, o sonho do jornalista fofoqueiro. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Agora, se alguém quiser me instigar, levar a discução para a saída da Marina Lima do Ministério do Meio Ambiente... Bom, deixe um comentário, se for inteligente o suficiente, eu respondo por email. Obrigada. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;A Menina &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;Maniva&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; sabe destilar o seu veneno na hora certa. É monossilábica em dias de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;TPM&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;prolixa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; depois do terceiro copo de vinho. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2764523560119102872-3563851189929764087?l=menina-maniva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://menina-maniva.blogspot.com/feeds/3563851189929764087/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2764523560119102872&amp;postID=3563851189929764087' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/3563851189929764087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/3563851189929764087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://menina-maniva.blogspot.com/2008/05/os-prolixos-e-os-monossilabicos.html' title='Os prolixos e os monossilábicos'/><author><name>Márcia Gabrielle Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07645680601019570011</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_HoAr-2ZwbO4/SP6gnNdxSLI/AAAAAAAAALA/ErfQpFmUfb8/S220/Image00130jjjj.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_HoAr-2ZwbO4/SCzI_xfx0uI/AAAAAAAAAFY/_a1bQP_Zk2w/s72-c/comida.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2764523560119102872.post-1523139194372854700</id><published>2008-05-02T07:41:00.000-07:00</published><updated>2008-05-07T07:04:27.026-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='descrença'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='misticismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='paixões'/><title type='text'>A paixão e o misticismo</title><content type='html'>Um novato na escola do coração perguntou:&lt;br /&gt;"Há quem devo me dirigir quanto estiver apaixonado, a Deus ou ao Diabo? Devo agradecer ou suplicar misericórdia?"&lt;br /&gt;O mendigo da esquina, que um dia esteve apaixonado por um cão vira-lata, ouvia a conversa entre o aprendiz e o professor invisível.&lt;br /&gt;Com sua experiência de beira de rua, tentou aconselhar:&lt;br /&gt;"Meu jovem, eu amei um cão e não me arrependo. Ele era da rua como eu, estava na lama como eu, mendigava pedaços de pão e de carinho como eu. A minha paixão por ele só tivera fim porque os males dessa vida foram maiores e não por forças divinas."&lt;br /&gt;O novato em paixões desdenhou: "Eu não conseguiria amar um ser sujo e fedorento."&lt;br /&gt;E o mendigo respondeu: "Você então precisa amar a si mesmo, antes de apodrecer de baixo da terra. Os deuses só existem entre os vivos, e o amor é humano."&lt;br /&gt;O jovem calou-se. Olhou para o tempo, e decidiu não orar para ninguém. Comprou um espelho, se perfumou e tentou conquistar seu amor. Não teve sucesso.&lt;br /&gt;E o sábio mendigo entendeu porque a paixão e o ego não caminham juntos. As divindades são egocêntricas e não interferem no curso do coração, nem da razão. Dar amor, para elas, seria como dar asas a serpentes, pôr lenha na fogueira.&lt;br /&gt;"Deixe os humanos se debaterem", devem zombar. Os Deuses sabem que ser amado verdadeiramente é o nosso maior desejo material.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Esse texto não foi uma inspiração alá Paulo Coelho da Menina &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Maniva&lt;/span&gt;. Talvez seja um lapso de medo misturado com descrença em paixões humanas. Elas estão rodeando os dias, as cores, as canções. Quanto amor, quanto ego, quanta oração!)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Menina &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Maniva&lt;/span&gt; continua acreditando no Deus &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Vinícius&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Moraes&lt;/span&gt;: &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Quem de dentro de si não sai, vai morrer sem amar ninguém."&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2764523560119102872-1523139194372854700?l=menina-maniva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://menina-maniva.blogspot.com/feeds/1523139194372854700/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2764523560119102872&amp;postID=1523139194372854700' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/1523139194372854700'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/1523139194372854700'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://menina-maniva.blogspot.com/2008/05/paixo-e-o-misticismo.html' title='A paixão e o misticismo'/><author><name>Márcia Gabrielle Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07645680601019570011</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_HoAr-2ZwbO4/SP6gnNdxSLI/AAAAAAAAALA/ErfQpFmUfb8/S220/Image00130jjjj.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2764523560119102872.post-9202056017278647695</id><published>2008-04-27T08:16:00.000-07:00</published><updated>2008-04-27T11:18:37.077-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sentidos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ruas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='planta'/><title type='text'>Mi-galhos da memória</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_HoAr-2ZwbO4/SBSiWFQ5rTI/AAAAAAAAAFQ/hVWLJhVzTLg/s1600-h/galhos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5193954770518912306" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_HoAr-2ZwbO4/SBSiWFQ5rTI/AAAAAAAAAFQ/hVWLJhVzTLg/s320/galhos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Quase cheguei ao fim da rua, a mesma dos tempos de escola. A rua que não era rio, mas eu ria de sua maresia. A rua que tanto naveguei e desaguei.&lt;br /&gt;Sempre tive problemas c&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;om&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;direções&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, mas pouco me perdi. Se o sentido me faltava, o &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;instinto&lt;/span&gt; me guiava, e assim seguia, sem medo de não olhar para os dois lados.&lt;br /&gt;Na direita, uma calçada com sombra, e uma enorme fila de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;táxis&lt;/span&gt;. Na esquerda, um aperitivo de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;glamour&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; para os olhos, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;vitrines&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, e bancos que quase ninguém senta. Eu estou de passagem.&lt;br /&gt;Sabe quando algum olhar cruza, e você pensa que reconhece a íris do olho? Estou sendo poética demais. A única "Íris" que conheci, era uma moça chata da padaria que nunca me dava o troco &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;corretamente&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Mas para mim o que importava mesmo era quantos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;pãezinhos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; de queijo tinham no saco de papel.&lt;br /&gt;Eu tenho boas &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;lembranças&lt;/span&gt; daquele tempo de descobertas, quando um sonho, numa única noite, podia mudar os rumos do coração. Meus &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;instintos&lt;/span&gt; comandavam desde cedo, foi difícil tentar controlá-los, junto com a boca, que ora comia demais, ora falava exageradamente.&lt;br /&gt;Passando pelo antigo prédio, vi o jardim e a mesinha de centro. Foi lá que um menino de olhos verdes &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;apaixonantes&lt;/span&gt;, me disse que se emagrecesse 10 &lt;span style="color:#333333;"&gt;quilos&lt;/span&gt; namorava comigo. Foram 3 anos de paixão solitária sem perder um &lt;span style="color:#333333;"&gt;quilo&lt;/span&gt; sequer. Os numerais nunca fizeram muito sentido na minha vida, a não ser os cardinais, estrelares, impulsos cardíacos. Quase sempre perco as contas.&lt;br /&gt;Alguns suspiros e mais uma esquina. Agora sinto que sei caminhar com firmeza, e a rua não é mais a mesma. Levantar a cabeça. Parece que crescer nos obriga a criar rumos, que nem sempre são aqueles, tão espontâneos, como escolher entre o escorrega-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;bunda&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; e o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;balancinho&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Eu gostava mesmo era de olhar pro chão, pisando com um pé dentro do mosaico da calçada, outro fora, e assim ia brincando de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;amarelinha,&lt;/span&gt; sem regras, sem perder a passada. Olhar para frente era monótono.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É duro lutar todos os dias para manter a espontaneidade, os &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;sentidos&lt;/span&gt; aguçados, o passo a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;esmo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Direções&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; são para ruas e não para gente. Gente precisa de emoção para seguir e de raízes fortes para subir. Caminhos tortos por linhas certas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na última esquina da rua, dobrei na transversal. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Menina &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Maniva&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; cresceu sem adubos, porém chuvas e trovoadas, sol e vento, alteraram os rumos dos galhos. A natureza de planta decide as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;direções&lt;/span&gt;, mas a poda é feita por mãos humanas.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2764523560119102872-9202056017278647695?l=menina-maniva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://menina-maniva.blogspot.com/feeds/9202056017278647695/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2764523560119102872&amp;postID=9202056017278647695' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/9202056017278647695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/9202056017278647695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://menina-maniva.blogspot.com/2008/04/galhos.html' title='Mi-galhos da memória'/><author><name>Márcia Gabrielle Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07645680601019570011</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_HoAr-2ZwbO4/SP6gnNdxSLI/AAAAAAAAALA/ErfQpFmUfb8/S220/Image00130jjjj.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_HoAr-2ZwbO4/SBSiWFQ5rTI/AAAAAAAAAFQ/hVWLJhVzTLg/s72-c/galhos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2764523560119102872.post-1767840983941995210</id><published>2008-04-24T16:37:00.000-07:00</published><updated>2008-04-24T17:08:59.265-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='insistência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='suicídio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Isabella Nardoni'/><title type='text'>Um texto chato, não leiam, vejam os jornais</title><content type='html'>"O caso &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Isabella&lt;/span&gt; assombra o Brasil".&lt;br /&gt;"O caso &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Isabella&lt;/span&gt; tira o sono da polícia".&lt;br /&gt;"O caso &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Isabella&lt;/span&gt; têm novas surpresas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vou me jogar do vigésimo andar, amanhã.&lt;br /&gt;Obrigada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Humor negro: Eu acho que a pequena &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Isabella&lt;/span&gt; se suicidaria ao ligar a televisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Menina M&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;aniva&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;enrolará&lt;/span&gt; o pescoço nas próprias raízes. Afinal, só se jogar não tem tanta graça. Não sou mais criança. &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2764523560119102872-1767840983941995210?l=menina-maniva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://menina-maniva.blogspot.com/feeds/1767840983941995210/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2764523560119102872&amp;postID=1767840983941995210' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/1767840983941995210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/1767840983941995210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://menina-maniva.blogspot.com/2008/04/um-texto-chato-no-leiam-vejam-os.html' title='Um texto chato, não leiam, vejam os jornais'/><author><name>Márcia Gabrielle Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07645680601019570011</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_HoAr-2ZwbO4/SP6gnNdxSLI/AAAAAAAAALA/ErfQpFmUfb8/S220/Image00130jjjj.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2764523560119102872.post-7315494005084746494</id><published>2008-04-12T06:30:00.000-07:00</published><updated>2008-04-14T13:26:23.191-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='soco'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='compulsões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estômago'/><title type='text'>Com a boca do estômago</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_HoAr-2ZwbO4/SAO93TgbJYI/AAAAAAAAAFI/eMVcYtKqkyQ/s1600-h/enjoo22.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5189199953487668610" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_HoAr-2ZwbO4/SAO93TgbJYI/AAAAAAAAAFI/eMVcYtKqkyQ/s320/enjoo22.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Seres orgânicos, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;ativados&lt;/span&gt; pela &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;veemência&lt;/span&gt; do orgulho, dos pés no chão e calça &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;jeans&lt;/span&gt; como segunda pele. Somos f&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;eitos&lt;/span&gt; basicamente de estômago e sexo. Sim, oramos a divindades, fazemos magia negra, vamos a cartomantes e acreditamos que santos choram. Comemos alface dentro do sanduba do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;fast-&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;food&lt;/span&gt;, participamos de corridas &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;beneficentes&lt;/span&gt; e temos o sentimento de dever cumprido. Inventamos também café com leite e "&lt;em&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;cream&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;cracker&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;" para alimentar a fome das madrugadas. Amém.&lt;br /&gt;Também vestimos a carapuça sem medi-la antes, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;atamo&lt;/span&gt;-nos a conclusões cheias de medo, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;ressentimentos&lt;/span&gt;, viramos escravos do espelho, cortamos o cabelo, tomamos chá verde e pedimos cintas elásticas pela &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;internet&lt;/span&gt;, e como elas apertam. Mas queremos respirar apenas, não suspirar feito bobo por aí.&lt;br /&gt;Nunca perdemos, nunca desistimos. A luta é nossa droga, a mais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;alucinógena&lt;/span&gt; de todas. A luta vã de toda manhã, de todo jornal, de toda página de blog. A insatisfação é pertinente em nossos dias. Somos humanos tão humanos. Somos gente tão gente. Somos carne, osso e gordura.&lt;br /&gt;Quando o primeiro soco na barriga acontece, descobrimos que nosso estômago tem boca, olhos, ouvidos. Que o que estava entalado por lá grita, berra, cospe e humilha, sem ao menos uma gota de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;vômito&lt;/span&gt; sair do corpo. Esse &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;órgão&lt;/span&gt; se contrai e se distrai, mandando mensagens de euforia para o cérebro. Então sentimos que é o fim de tudo, prometemos nunca mais comer nada. E assim, começamos a nova luta, a revolução desses dias: Queremos curar a gastrite emocional.&lt;br /&gt;Viramos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;bulimicos&lt;/span&gt;, fazemos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;endoscopia&lt;/span&gt;, reeducação alimentar, tudo em vão. Cobiçamos o estômago alheio, fazemos chacota do inimigo, fumamos como condenados, bebemos mais ainda. Conspiramos contra médicos sádicos e assustadores, brigamos com nossas Mães que fazem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;mingau&lt;/span&gt; de Maizena toda noite.&lt;br /&gt;Depois de tentar tudo, só parece ter nexo a cura de dentro para fora. O estômago é como bactéria fortalecida. Começa a suportar socos cada vez mais fortes, caldos mais quentes, remédios mais potentes, tão ácidos quanto o próprio líquido estomacal. Vivemos para isso, para ele e nossos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;enjôos&lt;/span&gt;. Apelamos para métodos orientais, espirituais e astrológicos. Mas ao descobrir que o próximo soco pode vir mais forte ainda, nos cagamos de medo.&lt;br /&gt;O problema é que pensamos ter educado esse maldito órgão feito de impulsos involuntários, mas nem mastigar direito sabemos, mandamos tudo para dentro, a base de "&lt;em&gt;E&lt;/em&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;&lt;em&gt;parema&lt;/em&gt;". &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;E para terminar, morremos satisfeitos, de estômago cheio e coração vazio. E então a família percebe que nosso maior desejo constava o tempo todo na carteira de identidade: &lt;em&gt;Doador de órgãos e tecidos&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Menina &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Maniva&lt;/span&gt; tem estômago de ferro, claro. Só queria ter mais agilidade para desviar dos socos. A ferida de dentro nem se nota, mas dói e cresce.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2764523560119102872-7315494005084746494?l=menina-maniva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://menina-maniva.blogspot.com/feeds/7315494005084746494/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2764523560119102872&amp;postID=7315494005084746494' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/7315494005084746494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/7315494005084746494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://menina-maniva.blogspot.com/2008/04/com-boca-no-estmago.html' title='Com a boca do estômago'/><author><name>Márcia Gabrielle Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07645680601019570011</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_HoAr-2ZwbO4/SP6gnNdxSLI/AAAAAAAAALA/ErfQpFmUfb8/S220/Image00130jjjj.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_HoAr-2ZwbO4/SAO93TgbJYI/AAAAAAAAAFI/eMVcYtKqkyQ/s72-c/enjoo22.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2764523560119102872.post-2074634072248501611</id><published>2008-04-05T21:44:00.000-07:00</published><updated>2008-04-11T17:00:39.964-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='colar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jóia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='miçanga'/><title type='text'>Olha, foi jóia mas agora é miçanga</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_HoAr-2ZwbO4/R_hdDXdFCDI/AAAAAAAAAFA/cRDoXec-xoI/s1600-h/t246d5dd44ee1d8foto_017_1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5185997283334096946" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_HoAr-2ZwbO4/R_hdDXdFCDI/AAAAAAAAAFA/cRDoXec-xoI/s320/t246d5dd44ee1d8foto_017_1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Foram jóias aquelas tardes com sorvete de chocolate. Eu pensei que elas teriam esse gosto doce e refrescante eternamente. Mas tardes geralmente tem fim e ele é bonito.&lt;br /&gt;O crepúsculo, o céu e o sol: Dia quente o suficiente para derreter aquele sorvete.&lt;br /&gt;A casa feita com cabelos escuros, com crenças espirituosas, deu lugar para um quarto de motel. Quarto bonito. Quarto escuro e espirituoso. Além das conversas, dos toques e carinhos, além do sono e do ninho, a nudez devassa da vida. Corpos entregues demais, gente leve sobre um lençol pesado de motel. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eram jóias em estado bruto, sem muito colorido. Faltou pano na manga e sobrou lençol.&lt;br /&gt;Os colares com &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;miçangas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; pretas, formas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;roliças&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, guardavam o pescoço de quem gostava de ter o surpreendente como coleira. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Colecionador&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; de arte artesanal, fácil de arrebentar.&lt;br /&gt;E a noite, sem brilho de estrelas, formou a luz do próximo dia. Ao acordar, foi coberta com pequenos raios de sol que brilharam feito jóia... Mas o colar solar não merecia aquele pescoço nu, tão devasso... &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Colecionadora&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;miçangas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, com milhares de combinações para formar e depois, se quiser, arrebentar. Ah, esse desprendimento com as metáforas, essas lembranças irresistíveis. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Orangotanga&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/chicocesar"&gt;"Olha, foi jóia, mas agora é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;miçanga&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/chicocesar"&gt;Se tem pano pra manga, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Orangotanga&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, vá ou eu vou."&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.chicocesar.com.br/"&gt;Chico César &lt;/a&gt;cantou e alguém repetiu:&lt;br /&gt;"Eu fui, foi jóia rara." Claro que foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Menina &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Maniva&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; gosta mais de jóias do que de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;miçangas&lt;/span&gt;, adora se enfeitar.&lt;/span&gt; E avisa: Tem alergia ao que não brilha com verdade, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;bijuterias&lt;/span&gt; de falsos quilates. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2764523560119102872-2074634072248501611?l=menina-maniva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://menina-maniva.blogspot.com/feeds/2074634072248501611/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2764523560119102872&amp;postID=2074634072248501611' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/2074634072248501611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/2074634072248501611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://menina-maniva.blogspot.com/2008/04/olha-foi-jia-mas-agora-mianga.html' title='Olha, foi jóia mas agora é miçanga'/><author><name>Márcia Gabrielle Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07645680601019570011</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_HoAr-2ZwbO4/SP6gnNdxSLI/AAAAAAAAALA/ErfQpFmUfb8/S220/Image00130jjjj.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_HoAr-2ZwbO4/R_hdDXdFCDI/AAAAAAAAAFA/cRDoXec-xoI/s72-c/t246d5dd44ee1d8foto_017_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2764523560119102872.post-5599179806934065743</id><published>2008-03-24T19:49:00.000-07:00</published><updated>2008-03-25T08:12:07.931-07:00</updated><title type='text'>A palavra e sua forma crônica: Digital ou impressa ?</title><content type='html'>Há quem diga que a decadência dos cronistas de jornal veio com os blogs. Quem gostava de ler toda terça feira a coluna do fulano, agora lê o blog que ele &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;atualiza&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; todo dia. Sensações diárias, são menores do que sensações semanais, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;mas ninguém&lt;/span&gt; liga, é preciso sentir o mais &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;rápido&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;possível&lt;/span&gt;, ler antes, publicar antes.&lt;br /&gt;Nos blogs todos podem ser &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;cronistas&lt;/span&gt; famosos, e hoje, a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Internet&lt;/span&gt; é mais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;acessada&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; do que um jornal é vendido nas bancas. Existem também os cronistas do jornal da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Internet&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, alguns já se adaptaram a nova linguagem, texto rápido, muitos link's, muitas imagens. Outros, apenas fizeram "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;ctrl&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;+c", &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;ctrl&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;+v, nas &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;pílulas&lt;/span&gt; semanais do jornaleco. Esses escrevem coisas mais profundas no blog do que no jornal. Deve ser porque ainda existam os malditos "toques" e seus limites para com o simpático editor.&lt;br /&gt;Antigamente era o máximo ter uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;crônica&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; publicada no jornal da região, a foto e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;carinha&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; estampada na coluna. Quanta credibilidade. Mas e hoje? Com tantos cronistas de beira de esquina, de página de orkut, de frase de M&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;sn&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, de "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;fotolog&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;.com", ainda existe o fascínio do papel publicado ? Há quem diga que sim e vão mais além...&lt;br /&gt;O que ocorreu com os jovens &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;blogueiros&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;-cronistas: Todos sonhavam com o nome publicado no jornal, para toda sociedade degustar seu veneno junto com o café. E também para mandar emoldurar e colar na parede do quarto a primeira publicação. Mas cansaram de mandar cartas ao leitor, de bajular o editor. E então veio a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Internet&lt;/span&gt; redimir os corações dilacerados, unir os amados, os bem casados, os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;bulimicos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;ciumentos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, os solitários e infelizes.&lt;br /&gt;Redimiu, mas o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;blogueiro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;-cronista se sentiu tão vulnerável, tão igual aos milhares a escrever mundo digital a fora, que nem tem vontade de ter impresso seu primeiro "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;post&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;". Ele já está no quinto blog e os comentários pouco apareceram, e os poucos eram de amigos que ele mesmo mandou o link...E quantos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;links&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; estão por aí, abandonados, com &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;idéias&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; mortas? Ó jornal, socorro, queremos a carne, a matéria humana!&lt;br /&gt;O papel nunca perderá o valor. É p&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;alpável&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. É matéria como carne. Quanto mais a "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;tecno&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;-liga" nos faz &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;efêmeros&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, buscamos os valores &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;palpáveis&lt;/span&gt; no passado, como o papel. O dinheiro vivo ainda vale mais que o cartão de crédito.&lt;br /&gt;Não é qualquer um que escreve em jornal, precisa-se ao menos ter bons &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;contatos&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; Se não tiver boa escrita, pode ter uma coluna de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;fofocas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Existe ainda quem as lê, sabia ? Então, algumas coisas podem até evoluir tecnicamente mas mecanismos humanos não mudam.&lt;br /&gt;Então, escrever bem, hoje, tem grande &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;importância, sim. J&lt;/span&gt;á que tantos usam nos seus textos as mesmas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;gírias&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; que conversam no M&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;sn&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Escrever em jornal, com foto e nome em coluna, pode ter sua &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;importância potencializada pela Internet&lt;/span&gt;, ao contrário do que muitos pensavam.&lt;br /&gt;Será que, neste caso, cabe a frase: Em terra de cego, quem tem olho é rei ? Bom, quem costumava ler cronistas de jornal andava insatisfeito, nesses &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;últimos&lt;/span&gt; tempos. O motivo? A falta de satisfação dos cronistas, sentindo falta da resposta, da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;interatividade&lt;/span&gt;. Agora, pergunte ao &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;blogueiro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; se ele não sonhou em ser colunista de jornal? Ó roda viva.&lt;br /&gt;Então, os antigos cronistas agora são cronistas-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;blogueiros&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. E &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;estão&lt;/span&gt; adorando se aventurar nas novas ondas. Já os jovens meninos, os nascidos e criados com palavras virtuais, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;blogueiros&lt;/span&gt; desde pequenos, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;anseiam&lt;/span&gt; as colunas delimitadas, querem os "toques" e a voz do editor enchendo o saco. E os cronistas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;blogueiros&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; se divertem com a liberdade &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;fugás&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; da página virtual.&lt;br /&gt;Ambos deslumbrados com a mesma linguagem, em mundos de receptores famintos, que precisam dessas pílulas.&lt;br /&gt;Assim como eu tenho alguns blogs na minha lista de "favoritos", existem aqueles que ainda abrem o jornal todo dia na mesma coluna, após o café. Os rituais se repetem, porém a motivação dos escritores, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_45"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;blogueiros&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, cronistas, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_46"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;internautas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, pensadores, se modifica. O Lugar comum de uns, é o paraíso do outro. E essa mistura é bem vinda. Que os jornais abram espaços para &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_47"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;blogueiros&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;- cronistas, blogs impressos, já pensou?&lt;br /&gt;E que os blogs tragam aos mais velhos o senso de inclusão na roda viva digital, e que deixem-se recriar, não tenham ciúmes de cópias, apropriações de textos e nomes. Sei que todo escritor tem ciúme da sua palavra, ainda mais aqueles que um dia sonharam vender 2.000 exemplares, com seus devidos direitos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_49"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;autorais&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; reservados.&lt;br /&gt;Mas para eles, o que resta hoje é tentar criar seu espaço digital e saber vendê-lo. Um blog pode ser fonte de renda, sim, porque não? Enquanto os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_50"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;blogueiros&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; escrevem de graça para os jornais, e ganham o esperado reconhecimento social, os cronistas ganham o mundo digital e publicam seus livros virtuais, realizam seus sonhos. Ambos deslumbrados, cheios de vontade de serem lidos.&lt;br /&gt;O que já surpreende são as temáticas dos textos cada vez mais instantanêos, tanto no jornal, quanto no blog. Mas isso é uma tendência da modernidade, os escritores baratos não iriam escapar. Quando as coisas não mexerem mais do lugar, feito palavras fora da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_51"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;diagramação&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; da página, ou uma montagem mau feita de imagem, aí sim, eu irei estranhar essa vida. Enquanto as coisas se movimentam, vou contemplando percepções aqui pelo blog. Até &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_52"&gt;cansar&lt;/span&gt; de tentar ser palpável virtualmente.&lt;br /&gt;E toda essa análise veio a calhar, sabe por quê? Porque tive sensações diferentes ao ler minha melhor amiga publicada. No jornal virtual parecia mais uma coluna, sem vida &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_53"&gt;própria&lt;/span&gt;, que eu só leria se não tivesse outro link mais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_54"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;chamativo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; do lado. Quando comprei o jornal impresso, vi as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_55"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;letrinhas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; ali, o espaço que elas ocupavam era mais representativo, me preencheu. A foto dela ao lado, o rosto de menina e depois as palavras que eu já conhecia. A mesma pasta das cartas de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_56"&gt;infância&lt;/span&gt; guarda agora mais essa lembrança.&lt;br /&gt;Essa sensação pode ser explicada pela minha relação de carne, de amizade, que é palpável mesmo de longe, com ela. Mas quem quiser ler &lt;a href="http://www.orm.com.br/oliberal/interna/default.asp?modulo=860"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_57"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;Paloma&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; Amorim&lt;/a&gt;, além de mim, pode &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_58"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;acessar&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; esse link que não vai parar em um lugar fora do comum da rede "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_59"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;internética&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;". Porque são palavras feitas com pedaços de sonhos para serem lidos em qualquer lugar. E esse deve ser o sonho comum entre qualquer &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_60"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;blogueiro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; ou cronista. Mais que palavra palpável em jornal, palavra viva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Menina &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_61"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;Maniva&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; está orgulhosa de sua amiga. E não se arrepende de ter abafado o primeiro blog. A &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;Maniva&lt;/span&gt; tem muito mais sabor. &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2764523560119102872-5599179806934065743?l=menina-maniva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://menina-maniva.blogspot.com/feeds/5599179806934065743/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2764523560119102872&amp;postID=5599179806934065743' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/5599179806934065743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/5599179806934065743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://menina-maniva.blogspot.com/2008/03/palavras-apenas-palavras-momentos.html' title='A palavra e sua forma crônica: Digital ou impressa ?'/><author><name>Márcia Gabrielle Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07645680601019570011</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_HoAr-2ZwbO4/SP6gnNdxSLI/AAAAAAAAALA/ErfQpFmUfb8/S220/Image00130jjjj.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2764523560119102872.post-1430649960278300401</id><published>2008-03-16T18:10:00.000-07:00</published><updated>2008-03-19T06:25:21.576-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Água'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fogo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ao vivo'/><title type='text'>Come on baby, light my fire</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_HoAr-2ZwbO4/R93dT85kPwI/AAAAAAAAAE4/4cBeUu1Kl9U/s1600-h/460.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5178538481380769538" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_HoAr-2ZwbO4/R93dT85kPwI/AAAAAAAAAE4/4cBeUu1Kl9U/s320/460.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"Boa Noite &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Andréa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;."&lt;br /&gt;Foi assim que começaram os 5 minutos mais longos da minha vida. Ao Vivo.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vivo. Vivo. Vivo.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Nem chegou perto do que senti quando subi no palco pela primeira vez, para cantar (e minha voz quase nem saiu), foi muito mais estranho, muito mais assustador, e tão intenso. E só foram 5 minutos. "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;So&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;hot&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;E depois de aquecer com &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;tanta adrenalina&lt;/span&gt; é hora de chorar. Pois é, as lágrimas nascem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;ativadas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; pelo furor de dentro. Emoção limpa e avassaladora, que acalma, apaga o fogo sem congelar a superfície.&lt;br /&gt;Depois, é só ouvir canções como as do &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jim_Morrison"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Jim&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Morrison&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, voz que ainda estou descobrindo, me apaixonando... Hoje percebo que já consigo gritar, cantar alto, facilmente. Gosto de canções que são pílulas amargas, de efeito rápido e fácil acesso. Ah, "come &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;on&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, você já quis ser possuída por essas drogas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;alucinógenas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; e queria estar na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;platéia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;para ouvir atento o primeiro acorde. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Drogas naturais aquecem o sangue vivo. Quem está no palco tampa os ouvidos, os gritos atrapalham. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Jim&lt;/span&gt; devia saber do que falo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Já a brusca felicidade é como &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;pílula&lt;/span&gt; de açúcar, quem toma é a sua crença, não a doença. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Por isso, prefiro tomar &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Morisson&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; e depois sacudir forte a cabeça, como quem bebe uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Tequila&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Gosto de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;ativar&lt;/span&gt; o que sinto. Deixo o sorriso intenso para as noites de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/CarimbÃ³"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;carimbó&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, o batuque puro e a doce-dança...&lt;strong&gt;Viva. Viva. Viva.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sacudir &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;melodiosamente&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; a cintura é para quem dosa muito bem as suas pílulas e tem coordenação &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;motora&lt;/span&gt;. Ou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;iventa&lt;/span&gt; sua forma de rodar, sem vergonha. Tentei ser bailarina até os oito anos, mas era para corrigir o defeito no andar. Nunca gostei dessa rigidez com o sacudir, gosto de dançar na medida do meu arrepio. Então virei jornalista, arrepios sucessivos por minuto "ao vivo".&lt;br /&gt;Aí sorrio, sorrio muito. E choro, choro muito. Depois que os créditos do jornal subiram, naquele "Ao vivo", foi uma mistura dos dois. Minhas lágrimas ferveram junto ao fogo. Meu sorriso estava molhado e não era de saliva. Eram emoções &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;crônicas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, células sonhadoras em reprodução. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;É preciso ter com o que acender e com o que apagar. Fogo e água se completam, não se anulam. Tempo demais no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;mar&lt;/span&gt; enjoa, precisa-se de pílulas para segurar o estômago. A fogueira é mais bonita vista de longe e a noite. Durante o dia todo mundo pensa que brilha, cuidado. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://br.youtube.com/watch?v=M_yWyBjDEaU"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Light&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;my&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Fire&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, ligue a televisão. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Faça&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; meu "ao vivo"durar bem mais do que 5 minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Menina-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;Maniva&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; está sendo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;televisionada&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. E tem medo que este fogo comece a queimar seus &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;neurônios&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2764523560119102872-1430649960278300401?l=menina-maniva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://menina-maniva.blogspot.com/feeds/1430649960278300401/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2764523560119102872&amp;postID=1430649960278300401' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/1430649960278300401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/1430649960278300401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://menina-maniva.blogspot.com/2008/03/chorar-nos-dias-de-sol.html' title='Come on baby, light my fire'/><author><name>Márcia Gabrielle Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07645680601019570011</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_HoAr-2ZwbO4/SP6gnNdxSLI/AAAAAAAAALA/ErfQpFmUfb8/S220/Image00130jjjj.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_HoAr-2ZwbO4/R93dT85kPwI/AAAAAAAAAE4/4cBeUu1Kl9U/s72-c/460.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2764523560119102872.post-7736041207308445652</id><published>2008-03-06T06:32:00.000-08:00</published><updated>2008-03-10T19:15:51.093-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Emoções'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Televisão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Queridos Amigos'/><title type='text'>Nossos amigos dentro da tela</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_HoAr-2ZwbO4/R9AJ7tBo4VI/AAAAAAAAAEg/vDif6BvB0As/s1600-h/0,,13324454,00.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5174646893152100690" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_HoAr-2ZwbO4/R9AJ7tBo4VI/AAAAAAAAAEg/vDif6BvB0As/s320/0,,13324454,00.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Um ano foi o suficiente para mudar meu olhar diante da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Televisão&lt;/span&gt;. Sim, um ano por trás das &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;câmeras&lt;/span&gt; e experimentando vez em quando ir "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;papagaiar"&lt;/span&gt; na frente dela. Deslumbres, cobranças, padrões de beleza, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;egos&lt;/span&gt;. A &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Tv&lt;/span&gt; é um misto de prazer e agonia. Só quem vive dentro dela sabe do que estou falando. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os mecanismos necessários para um programa ir ao ar, são bem mais do que uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;câmera&lt;/span&gt; na mão e um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;rostinho&lt;/span&gt; bonito que se comunique &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;razoavelmente&lt;/span&gt; bem. Depois que você aprende que nem tudo é verdade, que &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;reconstruir&lt;/span&gt; uma notícia ou fazê-la mais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;impactante&lt;/span&gt; depende apenas de um gesto do apresentador, ou um corte de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;câmera&lt;/span&gt;, ou uma palavra, o olhar já fica treinado para o que a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Tv&lt;/span&gt; quer te dizer naquele instante. É isso que mais me instiga nesse veículo, o que eu vou dizer e o que os outros vão sentir. Me &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;cutuca também&lt;/span&gt;, me incomoda, me deixa insegura se o cabelo está desarrumado, e ainda mais se a frase pode parecer mal colocada. O erro é erro sempre, mas é também &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;efêmero&lt;/span&gt;. O acerto pode ser lembrado por alguns, mas não é bom se iludir, é bom procurar acertar como se quisesse não errar, se mantendo no eixo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;tênue&lt;/span&gt;, como o existente entre a tela e o controle remoto. Não é bom mudar o canal. Encontrar a frequência e ajustar a imagem é o desafio. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando eu comecei a assistir &lt;a href="http://queridosamigos.globo.com/"&gt;"Queridos Amigos", &lt;/a&gt;nova &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;minissérie&lt;/span&gt; da autora &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Maria_Adelaide_Amaral"&gt;Maria Adelaide Amaral&lt;/a&gt; na Rede Globo, pensei que estaria diante de mais um sucesso de vendas em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Dvd&lt;/span&gt;. E eu estava certa, mas algo me surpreendeu: O valor humano tão real dentro da Tela. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pois então, é a mesma tela das ficções, dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;espetáculos&lt;/span&gt; de brilho e horror, e agora me senti tão tocada pela fala dos personagens, todos tão reais dentro da bolha. E as canções que embalam os lamentos e euforias caem feito luva e fazem cair por aqui, umas lágrimas a mais. &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Fazia&lt;/span&gt; tempo que alguma coisa dentro da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Tv&lt;/span&gt; não me fazia chorar alegre, sabe, aquele chorar gostoso. Acho que meu último choro &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;televisionado&lt;/span&gt; foi em 11 de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;Setembro&lt;/span&gt;, naquele atentado que todos têm a cena bem guardada na memória graças a nossa querida &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;Tv&lt;/span&gt;. Pois bem, agora eu posso dizer que o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;Léo&lt;/span&gt; tem me feito pensar com seus &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;clichês&lt;/span&gt; humanos, com seu amor insano pelos amigos e essa vontade de resgatar o que existe de melhor dentro deles e que o tempo &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;engoliu&lt;/span&gt;. Ele entende que tudo que foi plantado com verdade, não morre. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;É uma bonita ironia que Maria Adelaide nos propõe: &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;Léo&lt;/span&gt; parece estar a beira da morte, mas antes dela vir, quer ser eterno nas lembranças dos amigos, reascendendo o amor a vida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu pensei em quantos amigos já me fizeram andar para frente, e nos passos que já dei em falso também por eles, e quanta coisa preciosa nós vivemos. E quem não teve uma amiga esotérica, um amigo politizado intelectual, ou um casal de amigos que namoraram mas não acabaram juntos no final da história? Essas coisas tão nossas, da memória afetiva, que já foram expostas em outras "n" novelas, mas que de repente tocou de um jeito novo. E estão ali, na Tv, às onze da noite, no maior canal do país. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu nasci no fim da década de oitenta, meus pais nunca foram comunistas. Pelo contrário, votaram no Fernando Collor. Então, não é influência deles, eu gostei simplesmente. Vi que tenho amigos que podem estar sempre reproduzidos ali. Estão dentro da bolha, mas fazem parte de nós, não de mais um capítulo. Essas coisas são raras, nem Manoel Carlos consegue com tanta perfeição, esse tipo de identificação real, só utilizando um tema "bombante" do momento, ou como Gloria Perez, com pitadas de pôlemica. "Queridos Amigos" se sustenta com matéria humana. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu gostei das palavras duras, sangrentas, misturadas com momentos adocicados. Da entrega dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;atores&lt;/span&gt;, da beleza da trilha, a perfeição dos enquadramentos de cena e até mesmo dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;clichês&lt;/span&gt; que devem fazer o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;Dvd&lt;/span&gt; vender horrores, quando sair.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;E mais:&lt;/strong&gt; Eu nunca tinha visto a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;Tv&lt;/span&gt; ser tão questionada dentro dela mesma. Quem acompanha pode notar que em quase todos os capítulos aparecem cenas onde os personagens assistem o telejornal, ou algum programa de música. E sempre alguém questiona: &lt;em&gt;"Porque você está assistindo isso?"&lt;/em&gt; Lembrei agora de uma cena em que Lena diz para a filha: &lt;em&gt;"Tas vendo novela menina? Já não está na hora de dormir ? Vai ler um livro, é melhor." &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esse trecho é a prova de que Maria Adelaide conseguiu burlar o sistema através de metáforas, metendo um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;clichê&lt;/span&gt; aqui, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;outro&lt;/span&gt; ali, tal qual fez Chico Buarque com suas canções na época da ditadura, na mesma época dos personagens de "Queridos Amigos". Mas ela está fazendo isso hoje, quase trinta anos depois. Isso tem de ser exaltado, louvado! Questionar o conteúdo disseminado pelas novelas na maior produtora e &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;exportadora&lt;/span&gt; de novelas da América Latina é no mínimo ousado. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não precisa trabalhar no veículo para entender que a autora deu um tiro certeiro, tanto no público alvo, quanto na emissora. Mas talvez as mensagens &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;subliminares&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;questionamento&lt;/span&gt; dos conteúdos televisivos só poucos percebam. Normal, comunicar em Televisão têm dessas coisas, um formato, várias ondas, reverberação e emoção, seja ela pura ou inventada, ou ainda recriada para atingir o que é real na gente, aqui, do lado de fora. A minha personagem ainda não tenho certeza quem seja.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Um dos motivos para ver "Queridos Amigos", é um diálogo como esse:&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;-Lena: &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;Léo&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;você&lt;/span&gt; é meu melhor amigo, irmão, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;afeto&lt;/span&gt; assim é muito raro, muito precioso para o sexo colocar tudo a perder.. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;Léo&lt;/span&gt;: Por que o sexo coloca tudo a perder? &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;-Lena: Porque o sexo subverte, tira a espontaneidade, cria expectativas, confere poder..não gostaria de te odiar só porque &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;você&lt;/span&gt; não fez o gesto que eu esperava ou não disse aquilo que eu queria ouvir.. .somos humanos.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;A Menina-M&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;aniva&lt;/span&gt; está dormindo mais tarde esses dias. Depois que "Queridos Amigos" acaba, vai ler um livro, emocionada. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2764523560119102872-7736041207308445652?l=menina-maniva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://menina-maniva.blogspot.com/feeds/7736041207308445652/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2764523560119102872&amp;postID=7736041207308445652' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/7736041207308445652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/7736041207308445652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://menina-maniva.blogspot.com/2008/03/nossos-amigos-dentro-da-tela.html' title='Nossos amigos dentro da tela'/><author><name>Márcia Gabrielle Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07645680601019570011</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_HoAr-2ZwbO4/SP6gnNdxSLI/AAAAAAAAALA/ErfQpFmUfb8/S220/Image00130jjjj.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_HoAr-2ZwbO4/R9AJ7tBo4VI/AAAAAAAAAEg/vDif6BvB0As/s72-c/0,,13324454,00.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2764523560119102872.post-1962583273740961294</id><published>2008-02-26T03:12:00.000-08:00</published><updated>2008-02-27T19:22:43.932-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mercado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Obra'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Interesses'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='arte'/><title type='text'>Em terreno de ninguém, aquarela e pincéis poderosos</title><content type='html'>Primeiro, é apenas o papel, ou a tela, ou a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;idéia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Depois, a caneta, a tinta, a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;ação&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Mais tarde, os olhos, as significações, as recriações. Uma obra de arte sempre começa do mesmo lugar, do mesmo papel em branco, da mesma ânsia de eternidade de qualquer artista.&lt;br /&gt;Ser eterno para si ou para os outros? Uma questão que sempre permeou as relações artista-obra-espectador. Ser um artista de galeria, exposições ou um artista urbano, intervenções ao ar livre ? Tudo depende do ponto de partida, agora, não apenas da arte, mas do que além da eternidade, instiga o criador: Seus desejos de reconhecimento e de posse.&lt;br /&gt;Se satisfazer apenas com um sentimento agradecido, um olhar estarrecido nas ruas. Ou é preciso agregar um valor ao quadro, que estampará escritórios, lares e o dia-a-dia? Quanto vale a arte? Quanto vale a eternidade? A Menina &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Maniva&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; está questionadora e confusa.&lt;br /&gt;Um texto publicado no blog do portal &lt;a href="http://www.g1.com.br/"&gt;G1&lt;/a&gt;, pelo crítico de arte &lt;a href="http://colunas.g1.com.br/maquinadeescrever/2008/02/25/reflexoes-sobre-a-arco-2008/"&gt;Luciano Trigo&lt;/a&gt;, me fez pensar em algumas coisas que envolvem arte, principalmente na nossa cidade, que sempre me incomodaram. Luciano utiliza como exemplo de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;elitização&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; e investimento em vão do Governo Federal na arte Brasileira, em uma feira realizada na Alemanha semana passada (ARCO), que levou 108 artistas nacionais pela bagatela de 2,6 milhões de reais. Investimento na divulgação da cultura nacional para gringo nenhum botar defeito. Será mesmo?&lt;br /&gt;O texto me fez pensar mais do que qualquer obra de arte contemporânea ou instalação instigadora pelas ruas das grandes metrópoles. Me fez pensar nesse mercado de valores que permeiam a arte e que na maioria das vezes, o próprio artista desconhece. Ele é levado, como bem comenta Trigo, pela maré de sucesso e fama &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;midiática&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, ou os menos conscientes apenas porque tem contas a pagar. O que tem que ser questionado, nesse sentido, não é a ética do artista, mas da parcela que cabe a ele deste latifúndio cheio de invasores com olhos gordos. Já que o negociado nas praças e nas galerias privadas também contribui com as cargas tributárias do Estado, quero entender se os 2,6 milhões investido em poucos valorizam realmente a arte de tantos, Brasil afora.&lt;br /&gt;O Governo valoriza na Alemanha e não cuida dos Museus Nacionais. Não "tampa o sol com a peneira", não. Deixa todo mundo pensar que o dia está lindo, o tempo todo. Assim como (já regionalizando), artistas como mestre &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Verequete&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, La &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Pupunna&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; e alguns cantores apadrinhados da nossa cidade, vão para a França, passam uma semana, ganham o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;cachê&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; combinado (que não é divulgado) e daqui a 2 meses, nem sabe onde tocar, os teatros estão ocupados com as apresentações do lendário Verde-ver-o-peso, ou de alguma Banda que se apresentará cobrando um ingresso de 15reais. Mas o que é 15 reais gente, perto do valor da arte ? É 15 reais. O que vale é a plateia cheia e as páginas dos jornais floridas. Assim como as notícias: "arte na escola", "arte na favela", "arte na comunidade". Arte na lama e na fama.&lt;br /&gt;Justiça seja feita, artista em Belém do Pará já valeu bem menos. Hoje existem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;projetos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, leis de incentivos, pautas gratuitas, espaços alternativos...Enfim, existem espaços, e artistas consagrados e panelas bem organizadas. Ah, não quero começar a falar delas, cansei. Deixo um trecho do texto do Trigo para falar por mim:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Isso me leva a outra observação sobre a cobertura da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;mídia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; à Arco, que de certa forma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;reflete&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; o papel geral que a imprensa assumiu em relação à arte. Praticamente todos os jornais e revistas repetiram as mesmas informações, em tom de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;oba&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;oba&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, exaltando a diversidade da arte brasileira apresentada pelas 32 galerias brasileiras que participaram da festa. Até os artistas citados, entre os 108 convidados, são sempre os mesmos. Nem uma linha de reflexão crítica ou estética, nenhuma tentativa de hierarquização em relação às obras expostas. Chegamos ao ponto em que não se discute mais arte, a não ser em termos de cifras ou de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;espetacularização&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; mediática: não interessa a ninguém apontar que esta ou aquela obra é um fracasso, que este ou aquele artista está equivocado, porque equívocos e fracassos não fazem parte do vocabulário da arte relativista e pluralista de hoje."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Como podemos ver, o que só um pontinho incomodando-me por aqui, é um questionamento bem mais complexo na arte mundial, não existem vocábulos para decifrar a modernidade agregada aos novos valores de tanta linguagem. Ainda existe um outro ponto mais divisor de águas e opiniões ainda: Onde a arte realmente chega? Por favor, vá a Presidente &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Vargas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; perguntar qual daqueles trabalhadores do comércio entrou na Galeria do Banco da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Amazônia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, que fica bem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;pertinho&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, de graça, para ver a exposição. Vá até o Ver-o-Peso e pergunte quantos feirantes já entraram no Solar da Beira para ver as fotos do fotógrafo fulano de tal. Em Belém ninguém gosta de ir em exposição, a não ser os intelectuais amigos dos artistas. A arte ainda é muito elitista, e o pior, com a fachada democrática, de graça e estampada nas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;mídias&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. A educação do olhar já foi moldada, e também não quero aqui questionar que a arte tem que sempre atingir a todos. Ela sempre atinge a parcela que se dispõe a atingir, mas o questionável é justamente o pluralismo e falta de parâmetros que Trigo combate no trecho acima. Os artistas de instalações, lunáticos, muitas vezes na clandestinidade das esquinas, não caracterizam bem a nossa arte regional e não vão jamais conhecer a França.&lt;br /&gt;E quem colocou os rótulos ? Não existem críticos de arte, mas em Belém têm &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;gênios&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; com opiniões para tudo. Ou é muito bom ou nem se comenta. Existirão sempre os críticos de futebol e &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;política&lt;/span&gt;, na arte todo mundo tem medo de meter o bedelho. Os que metem, ganham para isso e por isso, perdem-se. Terreno onde &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;povão&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; não invade. Terreno que era para ser de ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Menina &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Maniva&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; também quer viajar o mundo com sua arte. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Por isso, já começou a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;planejar&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; sua primeira instalação em praça pública: "Aos mestres, com carinho. Ao Povo, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;baratinho&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Aos olhos, bem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;facinho&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;."&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2764523560119102872-1962583273740961294?l=menina-maniva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://menina-maniva.blogspot.com/feeds/1962583273740961294/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2764523560119102872&amp;postID=1962583273740961294' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/1962583273740961294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/1962583273740961294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://menina-maniva.blogspot.com/2008/02/em-terreno-de-ningum-aquarela-e-pincis.html' title='Em terreno de ninguém, aquarela e pincéis poderosos'/><author><name>Márcia Gabrielle Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07645680601019570011</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_HoAr-2ZwbO4/SP6gnNdxSLI/AAAAAAAAALA/ErfQpFmUfb8/S220/Image00130jjjj.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2764523560119102872.post-4058794006487695266</id><published>2008-02-20T16:18:00.000-08:00</published><updated>2008-02-23T07:44:16.094-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='violência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Magia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='realidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Circo'/><title type='text'>O Circo está armado</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_HoAr-2ZwbO4/R7zrKLltfQI/AAAAAAAAAEE/aCz1CLX1Dc4/s1600-h/palhacos3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5169265032456666370" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_HoAr-2ZwbO4/R7zrKLltfQI/AAAAAAAAAEE/aCz1CLX1Dc4/s320/palhacos3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_HoAr-2ZwbO4/R7zoZbltfPI/AAAAAAAAAD8/mm0jjniabDY/s1600-h/palhacos3.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O Entroncamento ganhou uma nova cor esse mês. A entrada da "Br-316", a saída da cidade, a volta para a casa, a ida para a universidade, todos passam inevitavelmente por ali. O encontro de gente, de mercadoria barata, veículos de diversos tamanhos e fumaça. E além deles, este mês, os trailers, a lona multicolor, a iluminação, os aprendizes de palhaços nos sinais, vendendo suas bugigangas feitas artesanalmente. Assuma que eles até arrancaram um dia o dinheiro do seu bolso. Claro, você estava ajudando o próximo, dando mais um pingo de alegria, mesmo que eles não arranquem um sorriso seu sequer.&lt;br /&gt;O Circo. O tamanho imponente carrega toda magia, esta que um dia foi considerada a sua maior proteção. A magia dos olhos infantis, da família reunida na platéia. A magia de alguns instantes protegidos da loucura, da realidade. E sempre que um circo chega a cidade é uma sensação nova, mesmo que o sorriso esteja acostumado, ensaiado, na maioria das vezes.&lt;br /&gt;E em Belém só existe um lugar para acomodar a arte circense: O Entroncamento. Isso mesmo, onde toda a realidade se encontra, e também se desencontra, nascendo e morrendo a beira da avenida. Local perfeito para artistas que vão onde o povo está, mas que se tornam quase uma enclave dolorosa da magia, no mundo real. Magia cada dia mais real e descoberta pelos "Mr. M's", mágicos frustrados e confusos que alimentam os olhos mais céticos nesse mundo que às vezes parece Matrix.&lt;br /&gt;Uma pena os palhaços ainda não terem desenvolvido a inteligência de "NEO" (persongem principal do filme Matrix), para ultrapassar as barreiras das dimensões entre real e o irreal. O preço que eles pagam pela sua verdade mágica, não se paga com as lágrimas coloridas desenhadas no rosto. Tem que concentrar lágrima humana, salgada. Eles, e mais todos os artistas, são jogados na realidade. Eu sei que eles também fazem da arte meio de sobrevivência, de ganhar dinheiro. Sei que lamentam quando um espetáculo não teve o público esperado, a bilheteria não lucrou. Todos sabem do seu papel, mas também sabem do devido valor social da magia que eles divulgam, seja nas fronteiras mais contraditórias, seja nos sertões mais secos, seja nas cidades mais frias. Alimentam algo que existe tanto na ficção quando na realidade, mas que dinheiro não compra: o sonho&lt;br /&gt;Você pode estar pensando: "Nossa, que discurso mais clichê o da Menina Maniva. Só falta agora ela citar a Xuxa, aconselhando os baixinhos." Pois é, a Menina Maniva também é clichê quando todo o resto tenta ser diferente de forma forçada. Nesse circo eu já cansei de ser palhaça. É hora de subir cada vez mais alto no trapézio e começar a tirar as redes de proteção. Não há nada que nos proteja mais do que um sonho alimentado.&lt;br /&gt;Foi esse, talvez, o maior erro do Circo Portugal, que já está se despedindo da nossa cidade. Acabaram criando uma relação com essa terra, fizeram amigos, fizeram propaganda no maior veículo de comunicação local, fizeram quase 200 espetáculos, e uma "caixa poupança" para antes da próxima temporada, um mês de férias, quem sabe. Alimentaram sonhos em alguns e ganância em outros. Esqueceram que não tem a rede de proteção do "Circo Du Soleil".&lt;br /&gt;Então, despertaram a atenção dos artistas sociais discriminados, que também adoram aparecer na matéria de Tv, e querem um lugar nesse picadeiro da exaltação à ignorância humana. Esses artistas frustrados, que não falam o idioma do "Mr. M" e nem aprenderam técnicas de mágica na escola, e muito menos tiveram o jogo do "Gugu-mágico" quando crianças. Armam o seu circo todos os dias e se armam para defendê-lo. Por isso, trataram de mostrar a realidade para aqueles que teimam em disseminar esses sonhos clichês de fantasia e alegria.&lt;br /&gt;Conseguiram. O feito estampou os jornais, foi a notícia da semana. A alegria incontida de todos os astros do simpático Circo Portugal, se calou. A bilheteria de tantos sonhos alimentados foi saqueada. Quase 20mil reais de um trabalho árduo, que poucos humanos são capazes de atingir. A proteção da lona me parece ingênua nas mãos dos artistas marginais das ruas. Eles sabem muito bem quais truques fazer, a hora certa de agir e por onde fugir, bem mais que qualquer malabarista. E não tem medo do globo da morte ou do leão enjaulado. Quanto maior o perigo, maior o espetáculo. O que importa é estar no picadeiro, seja matando sonhos ou corações humanos.&lt;br /&gt;Felizmente, ninguém do Circo Portugal ficou ferido. Os artistas marginais devem estar comprando o aparato necessário para o próximo espetáculo. Nos olhos dos artistas sonhadores, que viajam pelo Brasil em busca de vida, sorrisos e sonhos para alimentar, a decepção foi mostrada na mesma tela que fez a propaganda do espetáculo circense na cidade. Em alto e bom som. Então, eles (os artistas-jornalistas) tiveram a sua devida recompensa, o furo jornalístico em cima das demais emissoras e em cima da tristeza desses artistas.&lt;br /&gt;O Circo Portugal também furou a própria lona nessa história toda. Alimentaram sonhos de uma cidade para depois nunca mais ter vontade de pisar nela. Seremos uma "enclave" dolorida na história deles: Dez anos de estrada, o primeiro assalto. E eles têm toda a razão em não querer voltar a essa realidade que estamos acostumados. Outros artistas já tomam conta do pedaço. E o Circo está de malas prontas, voltando pela mesma estrada, nunca estiveram tão perto da saída. Vão reconstruir e alimentar, agora, os próprios sonhos e assim, a segurança da alma, no artista que jamais se sente derrotado. Dinheiro vai e vem, sonhos que vão não voltam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Menina Maniva coloca uma lona na mente para proteger a fantasia. Mas quando está na rua, é preciso recolher a ingenuidade e se vestir a caráter. Artistas marginais podem se misturar facilmente aos artistas sonhadores. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Aviso: A maniva é veneno, basta não cozinhar, e a lona pode virar um saco asfixiante, se precisar.&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2764523560119102872-4058794006487695266?l=menina-maniva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://menina-maniva.blogspot.com/feeds/4058794006487695266/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2764523560119102872&amp;postID=4058794006487695266' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/4058794006487695266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/4058794006487695266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://menina-maniva.blogspot.com/2008/02/o-circo-est-armado-literalmente.html' title='O Circo está armado'/><author><name>Márcia Gabrielle Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07645680601019570011</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_HoAr-2ZwbO4/SP6gnNdxSLI/AAAAAAAAALA/ErfQpFmUfb8/S220/Image00130jjjj.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_HoAr-2ZwbO4/R7zrKLltfQI/AAAAAAAAAEE/aCz1CLX1Dc4/s72-c/palhacos3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2764523560119102872.post-8013127250436101927</id><published>2008-02-16T06:46:00.000-08:00</published><updated>2008-02-17T20:45:09.686-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='movimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tim Maia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='arte'/><title type='text'>E ver tudo bem mais claro no escuro</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_HoAr-2ZwbO4/R7cjALltfOI/AAAAAAAAAD0/bpH1M2GcR_k/s1600-h/1192816832_f.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5167637583448866018" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_HoAr-2ZwbO4/R7cjALltfOI/AAAAAAAAAD0/bpH1M2GcR_k/s320/1192816832_f.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Na manhã de hoje estava tentando imaginar qual seria a minha loucura, minha piração, se eu tivesse nascido há três décadas. Digo loucura e piração no sentido de estado de espírito e também escolha de modo de vida. Mas será que isso é uma escolha nossa mesmo? Foi Marx quem disse que o homem é um produto do meio? Bom, há indícios de que viramos consumidores, ávidos e famintos por tudo que é oferecido nesse meio c&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_HoAr-2ZwbO4/R7cImbltfLI/AAAAAAAAADc/o4tblp-rE2M/s1600-h/timoneiro_maia.gif"&gt;&lt;/a&gt;onturbado que é a sociedade capitalista.&lt;br /&gt;Mas a Menina-Maniva hoje veio falar de algumas loucuras que permeiam as vidas humanas, e que causam certo ar de mudança, nem sempre instantânea. Os efeitos reais só são sentidos algumas décadas depois.&lt;br /&gt;Sim, tudo são os produtos, os devidos consumidores e esse meio das ofertas, mas há questões que ninguém sabe explicar muito bem. Sim, minha gente boa, estou falando de &lt;strong&gt;"Movimento"&lt;/strong&gt;, talvez a palavra mais literal, intensa, que eu já conheci.&lt;br /&gt;A década em que fui adolescente está acabando agora, vou fazer 21 anos, a tão esperada maior idade. Vivi momentos de pequenos modismos, aliados a descoberta e avanços tecnológicos, no que se diz respeito à moda, cultura e comportamento. Na música, lembro-me da minha infância ao som do &lt;a href="http://musimix.files.wordpress.com/2006/11/eotchan_10_anos.jpg"&gt;"Gera Samba”, &lt;/a&gt;grupo de axé baiano, que revelou "talentos" como Carla Perez e Sheila Carvalho. Revelava muito, por sinal, de suas personalidades e formas roliças, escancaradas na tela da Tv. Aprendi a valorizar minha anatomia de mulher com a falta de pudor delas.&lt;br /&gt;Na entrada da minha pré-adolescência, lembro da fase dos &lt;a href="http://images.p-nintendo.com/dossiers/pokemon/pok-fin-tamagotchi.jpg"&gt;"Tamagoshis"&lt;/a&gt; brinquedos criados pelos Chineses e que tomaram conta do mundo. Cheguei a cuidar de 3 filhinhos, andava com eles pendurados no cordão de metal, não descuidava um segundo sequer. Eles sentiam fome, sede, e alimentavam também meu espírito de responsabilidade, me fizeram deixar as bonecas pela primeira vez, de lado.&lt;br /&gt;E nos meus 15, 16 anos, a moda foi o pagode romântico, mas não fez parte da minha vida por muito tempo. Eu até cheguei a pedir o autógrafo do Chrigor, vocalista do &lt;a href="http://www.virunduns.blogger.com.br/exaltasamba.jpg"&gt;"Exaltasamba". &lt;/a&gt;Mas esse passado eu prefiro deixar paradinho, no seu lugar. Porque comecei a ler mais, conhecer outras coisas, fiz teatro, cantei, dancei, fiz parte dessas modinhas mas passei por elas, estava em mutação, tentando fazer meu próprio movimento. E quem não está? O Fato é que parecemos apáticos mesmo. E acabei descobrindo, talvez por sorte ou destino, algumas válvulas de escape, rios de corredeiras jamais paralisados: A arte. E devo hoje muita coisa a ela e ao movimento de vida que me fez criar. E acho que até no que eu fizer como jornalista, ela estará sempre viva.&lt;br /&gt;Então, vou fazer, enfim, referência ao título desde post, alguém se identifica? Sim, nosso querido &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tim_Maia"&gt;Tim Maia&lt;/a&gt;, que nunca foi "nosso", era do mundo e da sua loucura. O seu álbum mais bonito, o "Racional" (1975/1976), quando entrou na irracionalidade de uma proposta de salvação alienígena, com sua energia boa e luz intensa. Eu ouvi "Bom senso" pela primeira vez na Rádio Cultura, há 2 anos mais ou menos. Meu universo encantou-se na hora. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele procurava uma resposta para tudo aquilo que sentia, e não era o movimento, no sentido literal, que faltava a sua vida, era uma busca da verdade humana, aquilo que move o homem e inexplicavelmente também montanhas.&lt;br /&gt;Então ele teve que subir lá no alto para ver tudo o que o movia, como diz a canção. No alto da loucura. Porque nem tudo que move é visível, assim como as estrelas estão de dia no céu e ninguém pode vê-las, pois são ofuscadas por algo maior, o sol. E isso não tem haver com nenhuma religião ou crença, é a busca na natureza humana. É a beleza de conhecer o desencanto e ver tudo bem mais claro no escuro. Acho que é a metáfora perfeita pra descrever o que viveu o Tim. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando se está no rio, é preciso nadar com calma, ou se deixar levar pela correnteza. E a válvula de escape dele foi a mesma que a minha, a arte. Sempre a arte. Salvadora, libertadora, conscientizadora, ilusória também. Estar vivo e em movimento requer cuidados redobrados. O modismo pode movimentar você. O Tim conseguiu se movimentar, entrou e saiu de uma cultura desconhecida, tudo inteiramente, com verdade. Construiu a vela e seguiu os ventos soprados pelo coração. Viveu de forma intensa, coisa de artista grande, onde a arte acabada superando a própria vida.&lt;br /&gt;Eu considero esse estado humano de inquietação necessário e independe de qualquer década. Da influência de pensamentos sociais de cada tempo, ninguém está imune, mas a racionalidade humana não pode escravizar emoções inexplicáveis, as loucuras, pirações, que ninguém sabe se vêm de marte ou do quinto dos infernos. Tudo é a arte de saber se mexer, achar o movimento natural. O caminho do bem, sem saber ao certo o que é o bem e o mau.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aí pode estar a resposta para tanta gente, que assim como eu, busca no passado a sua motivação para andar para frente. E também daqueles que vêem o futuro com olhos de Águia, fazendo viagens para o alto de sua verdade, e recriando, e construindo e destruindo e se fazendo hiperativos em sua época, que é agora. O que já aconteceu, está acontecendo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por isso, é válida a proposta de alguns músicos de Belém, em relembrar e dar uma cor renovada as noites tão monótonas de chuva, ao som Racional. Música boa eu consumo com gosto, basta apenas um contato. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Salve Tim. Salve a si. "Que beleza é saber seu nome, sua origem, seu passado e seu futuro", não é mesmo ? E então, quem sabe, daqui a três décadas eu não volte a "manivar", novamente, sobre a vã existência humana, repetitiva e inexplicável.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;A Menina-Maniva está racional ultimamente. Mas o movimento de sangue nas veias é intenso, por isso nunca está imune às emoções irracionais.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.orm.com.br/oliberal/interna/default.asp?modulo=248&amp;amp;codigo=320276"&gt;***Para saber mais: "Irracionais"- Belém /Pa&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2764523560119102872-8013127250436101927?l=menina-maniva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://menina-maniva.blogspot.com/feeds/8013127250436101927/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2764523560119102872&amp;postID=8013127250436101927' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/8013127250436101927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/8013127250436101927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://menina-maniva.blogspot.com/2008/02/numa-relax-numa-tranquila-numa-boa.html' title='E ver tudo bem mais claro no escuro'/><author><name>Márcia Gabrielle Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07645680601019570011</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_HoAr-2ZwbO4/SP6gnNdxSLI/AAAAAAAAALA/ErfQpFmUfb8/S220/Image00130jjjj.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_HoAr-2ZwbO4/R7cjALltfOI/AAAAAAAAAD0/bpH1M2GcR_k/s72-c/1192816832_f.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2764523560119102872.post-1336114602583178021</id><published>2008-02-06T17:55:00.000-08:00</published><updated>2008-02-06T19:18:09.928-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mastigação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dores'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Terapias'/><title type='text'>Terapias alternativas para dores interativas</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_HoAr-2ZwbO4/R6p0PqYoJqI/AAAAAAAAADU/3PHKXjwO24Y/s1600-h/jul42.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5164067735158138530" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_HoAr-2ZwbO4/R6p0PqYoJqI/AAAAAAAAADU/3PHKXjwO24Y/s320/jul42.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Um amigo sábio orientou a Menina Maniva tempos atrás sobre as prováveis dores do coração ou da solidão: "Mastiga a crise,nêga! Mastiga e começa digestão!".&lt;br /&gt;Ele dizia isso porque tinha lindos dentes e voz melodiosa para acalmar a crise antes de devorá-la. Tinha suas terapias alternativas internas.&lt;br /&gt;Ninguém sofre por acaso, meu bem. Às vezes, a gente sofre por puro existencialismo barato, por tudo que nos repetem sobre o amor-utopia, desde pirralhinhos. Ou porque parece que se não sofrermos pelo “fulano” que nos levou pra jantar, tomar o melhor vinho, com melhor canção de Sinatra ao fundo, que fez sexo desvairadamente a noite inteira e ainda deu beijo com bafo pela manhã, e não liga a uma semana, somos mulheres fáceis, porcas, sujas e insensíveis. Não somos dignas de um namorado como o “fulano”, perfeito.&lt;br /&gt;Mastiga, nêga. Mastiga de “cum força”! Agora, de boca fechada para não perder a classe, né?&lt;br /&gt;Eu sei que existem dores que parecem transbordar por entre os poros, só as lágrimas já não bastam. Parece que a energia das relações humanas é tão forte que até o cobrador de ônibus conferiu o troco para você e puxou o sinal no ponto que você desce, por puro dó da sua carinha de enferma. Ah, eu sei como é isso. Nem um lápis no olho você teve coragem de passar. Mas para toda dor interativa mundana como essa, existe uma terapia alternativa. Eis o ponto G de toda essa gozação com o nosso sofrimento. Nós podemos sim burlar a mente, a energia, e mastigar a crise como quem mastiga um pedaço de gelatina light, baby. Como?&lt;br /&gt;Bom, meu amigo sábio metia os dedos no violão e cantava suas canções mais medonhas e dramáticas. Ele é intenso, gosta de sentir tudo de uma vez, chorar numa noite por todas as passadas com a “ciclana” e no outro dia estar inteiro. Eu chamaria isso de “terapia de choque”, mas funciona. Testada e comprovada pela Menina-Maniva. Mas se você tem coração mais mole que a tal gelatina, melhor não se arriscar.&lt;br /&gt;Existem formas mais leves de tratamento, para seus dentes sensíveis. Como ir ao shopping na promoção (isso se você estiver numa situação financeira estável e com um emprego seguro, por favor!), ou então fazer rapidamente um Profile no Orkut-coisa que você sempre odiou- porque vai que encontra alguém inesperado pelas páginas virtuais? Boa pedida também pode ser comprar um livro feminista, que tal "Mulheres que correm com Lobos" ?  Ah, tem ainda terapias super saudáveis, mas essas são num período pós-fossa, uma semana depois do ocorrido. Como entrar na academia, cortar o cabelo, sair para a balada numa terça feira...Mastigar a crise de batom vermelho e salto alto meu amor, é melhor ainda!&lt;br /&gt;Mas de algo você não pode esquecer: A crise ainda existe e precisa ser superada. A terapia é um modo paliativo, um empurrãozinho para a dor começar a te abandonar, mas tudo depende da sua mandíbula, da força da sua mordida. Não adianta ir para a Rave Trance e ficar sentada. Mas também não precisa tomar três ecstasys para pirar o cabeção. Entende? A Menina-Maniva tem que ter autocontrole e auto-conhecimento. Sim, palavras difíceis para dores tão interativas quanto aqueles olhares profundos, aqueles corpos que se encaixaram, aquelas línguas quase que coladas. Mas a alternativa então é inteirar-se sobre si mesma. A próxima dor vai ter que aterrizar em outro campo, desconhecido ainda, um novo sabor para o paladar. Então você deve pensar: “Mas que maravilha, vou descobrir mais uma alternativa terapêutica!”. E assim o mundo vai aturando a dor, junto com as glórias e angustias, com encontros e fugas dessas substâncias desconhecidas. O nosso repertório de emoções tende repetir, tenta lidar do mesmo jeito com a sensação nova de dor. Então a gente só sai do lugar quando percebemos que já não estamos no mesmo lugar.&lt;br /&gt;Por isso, eu lanço aqui a sugestão de terapias que tem que ser mais internas que externas. São fugas para dentro. É como inventar um prato com o nosso nome, e "se comer" com maior vontade. Mas isso sem a menor perspectiva de ser a saída de todas as dores, ou nenhuma novidade para os psicólogos mais conceituados no mundo. É pura repetição mesmo, talvez para absorção mais ampla de tudo, afinal, é preciso mastigar bem para não engasgar. Se o alimento fica preso na garganta, sufoca. Então é preciso degustar com calma, ir até o fim de cada pedaço.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;A Menina Maniva aprendeu a se alimentar sem exageros. Mas sabe que se algo não cai bem, ainda existe o "Sonrisal".&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2764523560119102872-1336114602583178021?l=menina-maniva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://menina-maniva.blogspot.com/feeds/1336114602583178021/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2764523560119102872&amp;postID=1336114602583178021' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/1336114602583178021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/1336114602583178021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://menina-maniva.blogspot.com/2008/02/terapias-alternativas-para-dores.html' title='Terapias alternativas para dores interativas'/><author><name>Márcia Gabrielle Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07645680601019570011</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_HoAr-2ZwbO4/SP6gnNdxSLI/AAAAAAAAALA/ErfQpFmUfb8/S220/Image00130jjjj.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_HoAr-2ZwbO4/R6p0PqYoJqI/AAAAAAAAADU/3PHKXjwO24Y/s72-c/jul42.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2764523560119102872.post-5714499394415274262</id><published>2008-02-01T06:24:00.000-08:00</published><updated>2008-02-02T21:12:55.994-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Balas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Carnaval'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Folia'/><title type='text'>"Só não vai quem já morreu..."</title><content type='html'>&lt;p&gt;Eu queria escrever um texto sobre o carnaval. Sobre a purpurina e a animação que banha esses dias de fevereiro. Eu queria falar sobre os blocos de rua que animam a cidade nos finais de semana, sobre os personagens impagáveis que circulam alegremente sem vergonha de ser feliz, com suas fantasias a mostra. Queria comentar sobre essa gente que trabalha o ano todo para desfilar um dia, e ainda na Aldeia Cabana sem a mínima estrutura, sendo julgado por gente que muitas vezes nem entende o que realmente significa carnaval.&lt;br /&gt;Mas eu não vou falar de nada disso porque seria vestir a máscara de toda essa hipocrisia.&lt;br /&gt;A Menina Maniva foi criada para ser sincera ao extremo, e continuará sendo, mesmo em épocas de folia.&lt;br /&gt;Vou vestir o meu colete a prova de balas agora, para terminar esse texto com palavras dignas de qualquer tiroteio em praça pública.&lt;br /&gt;Não quero usar expressões tipo, "reféns do medo", "brincando de policia e ladrão". Como podem perceber eu sei mais do que não quero dizer. O que realmente quer sair de mim têm o tom de desabafo. É difícil tentar colocar as coisas de forma diferente quando toda a notícia parece sempre igual. Quando todo mundo parece decorar a opinião de alguém e passa-la a diante. Então, o que eu quero passar a diante aqui é a minha indignação por mais natural que ela possa parecer nos dias de hoje.&lt;br /&gt;Não eram fogos, meu amor, eram balas. Você ainda quer pular carnaval na cidade velha ? A polícia vai te proteger sim. Acredite. A não ser que tenha uma manifestação dos ambulantes na Av. Presidente Vargas e todo batalhão esteja ocupado.&lt;br /&gt;Vou começar a beber dessa bebida amarga que é a covardia. Por isso, já sei até qual é o acessório certo para se usar nesse carnaval, já até encomendei o meu e vou mandar benzer: Cinturão de couro, mano. Só ele vai te proteger. Têm um campo magnético que afasta balas.&lt;br /&gt;Agora se você quiser arrumar um namorado nessa época, muito cuidado, têm gente atirando para todo lado. E é melhor não comprar o tal cinturão, neste caso, se não nenhuma "pistola" se aproximará de você, a não ser a de bandidos.&lt;br /&gt;Têm que ter bom humor minha gente, tem que dar cerveja para a indignação e dançar ao som das marchinhas. Porque esse carnaval só é violento com quem não está bêbado. Nesse estado é até legal virar refém e correr risco de passar o carnaval debaixo da terra, fantasiado de caveira. Atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu, não é mesmo?&lt;br /&gt;Eu estou bem viva. No próximo bloco dos mascarados reféns de rua, me chamem, por favor. Quero saber onde a banda vai passar que eu vou passar longe.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A Menina Maniva cai na covardia se eles chamam isso de carnaval de alegria. Não consegue usar o cinturão de couro por muito tempo,não.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=XwyXEtbAygA&amp;amp;feature=related"&gt;Carnaval inesquecível na Cidade Alta- Mundo Livre S/A&lt;/a&gt; **(Assista!)** &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2764523560119102872-5714499394415274262?l=menina-maniva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://menina-maniva.blogspot.com/feeds/5714499394415274262/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2764523560119102872&amp;postID=5714499394415274262' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/5714499394415274262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/5714499394415274262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://menina-maniva.blogspot.com/2008/02/s-no-vai-quem-j-morreu.html' title='&quot;Só não vai quem já morreu...&quot;'/><author><name>Márcia Gabrielle Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07645680601019570011</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_HoAr-2ZwbO4/SP6gnNdxSLI/AAAAAAAAALA/ErfQpFmUfb8/S220/Image00130jjjj.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2764523560119102872.post-2866887130983981503</id><published>2008-01-19T06:03:00.000-08:00</published><updated>2008-01-19T14:59:41.784-08:00</updated><title type='text'>Os fantasmas do desencontro</title><content type='html'>Ela entrou no carro. E aquele mesmo sorriso de sempre, ele já conhecia. Indo para a casa dele, (o mesmo caminho de outros encontros) escutavam uma legião de sensações embutidas em canções que pareciam dominar o momento a dois.&lt;br /&gt;Ela queria um grande amor, como os de telenovela.&lt;br /&gt;Ele queria a cura de um amor, que foi maior do que o coração poderia um dia imaginar.&lt;br /&gt;A cama, os cheiros, o filme que não assistiram, foi o resumo da última noite que ela tentou ser feliz ao lado de quem não está feliz.&lt;br /&gt;Inteira e nua na cama, pensou que poderia pegar suas coisas enquanto ele tomava banho, ir embora caminhando e chorando. Pensou, mas o impulso sempre foi seu guia. Quando deu por si já estava na porta do banheiro, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;tentando&lt;/span&gt; criar um diálogo, uma solução explicativa para tanto desencontro. E olha que ele sempre dizia que o corpo dela tinha cheiro de encontro.&lt;br /&gt;Depois de tirar esse cheiro impregnado no corpo, ele era outro homem. O tom de voz mais grosso, a amargura nos olhos e muitas palavras sinceras e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;doloridas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; saindo do coração pela boca. Como se o sexo, ao invés de leva-lo ao ê&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;xtase&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, trouxesse de volta a realidade que ele não queria viver, o homem que ele ainda estava remontando.&lt;br /&gt;E ela que sempre foi muito falante, e que as vezes dissimulava frases cortantes, preferiu apenas observar tudo aquilo e não se sentir mais envolvida. O envolvimento iria feri-la, ele sempre foi sincero. Mas ela era uma mulher de grandes amores e ilusões intensas. Queria um porto seguro, mas só se não existissem barcos naufragados por lá; já bastavam os fantasmas da casa dele, ou os estranhos vultos que teimavam em aparecer só durante os encontros. Luzes queimavam, chamas de prazer se apagavam. Talvez, todos eles quisessem avisar para os dois que o amor não é coisa desse mundo.&lt;br /&gt;Ele era um homem espirituoso, depois daquela noite pediria a Deus para tomar as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;rédeas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; do seu coração. Ela também acreditava na força divina, mas não em milagres. Agora, o acaso vai decidir os próximos encontros ou desencontros de almas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Se existe um motivo para viver- ele pensou- esse motivo deve ser o amor".&lt;br /&gt;Ele ficou com sua legião de lembranças na urbanidade das curvas, na volta para casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela apenas olhava pela janela, a boca não se mexia, os olhos já se preparavam para o difícil sonho daquela noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Se existe um motivo para amar-ela pensou- esse motivo nunca deve ser descoberto".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Menina M&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;aniva&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  lamenta quem vai para cozinha e não sabe o que, de fato, quer degustar no prato. Pensando que com as mãos sujas e restos de tempero na boca, o paladar será o mesmo. E tem ainda os de estômago vazio, que logo na primeira garfada, pensam que a maniva é caviar. A fome de amor também pode iludir.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2764523560119102872-2866887130983981503?l=menina-maniva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://menina-maniva.blogspot.com/feeds/2866887130983981503/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2764523560119102872&amp;postID=2866887130983981503' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/2866887130983981503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/2866887130983981503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://menina-maniva.blogspot.com/2008/01/os-fantasmas-do-desencontro.html' title='Os fantasmas do desencontro'/><author><name>Márcia Gabrielle Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07645680601019570011</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_HoAr-2ZwbO4/SP6gnNdxSLI/AAAAAAAAALA/ErfQpFmUfb8/S220/Image00130jjjj.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2764523560119102872.post-2510023175814564076</id><published>2008-01-10T15:51:00.001-08:00</published><updated>2008-01-12T07:26:10.383-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sensações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lacunas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema Francês'/><title type='text'>Para pelicular os dias</title><content type='html'>Vou ao cinema poucas vezes ao ano, não porque não goste, mas para mim é uma questão de obedecer ao meu estado de espírito ou de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;hormônios&lt;/span&gt;. Tento lembrar dos filmes que mais gostei de ter visto na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;telona&lt;/span&gt; e das pessoas que estavam comigo nas sessões... Bom, melhor não, a lembrança tem um ar solitário, na maioria das vezes.&lt;br /&gt;Minha memória não é lá essas coisas para nomes, títulos e quase não tenho amigos cinéfilos; Prefiro então, falar das sensações que alguns filmes me causam, e das imagens que observo ao sair do escuro. Afinal, acho que o que deve fazer a diferença mesmo, não são quantos filmes você viu, mas sim, quais filmes você viu e o que eles te fizeram sentir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Abro aqui um parêntese: O cinema é um lugar mágico e trágico.&lt;/strong&gt; As cadeiras sempre vermelhas, as cortinas negras, o chão sujo.&lt;br /&gt;Sempre que vou ao banheiro no fim do longo corredor, lembro-me da cena de algum filme de terror. Algum medo submisso se revela rapidamente. O cinema só não é mais mágico porque o quê de trágico que existe nele, mora bem escondido no escuro das emoções dos espectadores. A magia encontra mais sentimentos parceiros no nosso pensamento do que nos medos dentro dos banheiros mundo a fora. E além do mais, eu não gosto de perder nenhuma cena sequer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas voltando à essência disso tudo, que está além do filme, das palavras e das imagens, quero voltar as sensações. Quando saio do cinema, é como se a vida fosse uma continuação daquilo que acabei de ver. Começo a imaginar soluções para a minha personagem na trama e tento fazer a história daquele dia não acabar, pelo menos, do mesmo modo casual dos dias. As emoções põem cores nas horas.&lt;br /&gt;Acredito que seja isso que os cineastas mais fazem, durante a vida toda, para criar suas histórias. Eles devem dormir pensando em suas emoções diárias, e assim cada dia deve ter um roteiro pré-determinado e um pouco de riso e lágrima. Um bom filme sabe arrancar na hora certa o sorriso e a lágrima. A imitação da vida na tela é a perfeita sincronia de emoções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje assisti um romance francês, chamado &lt;a href="http://www.cinefrance.com.br/cinemateca/cinema/titulos/?filme=1258"&gt;&lt;strong&gt;"Você e Eu".&lt;/strong&gt; &lt;/a&gt;Engraçado como os filmes franceses conseguem manter uma elegância mesmo na mais banal cena de amor. As cores parecem ser muito vivas e os olhos dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;atores&lt;/span&gt; também. Eles são bem mais fantasiosos que os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Hollywoodianos&lt;/span&gt;, e parecem naturalmente mais humanos, entende ?&lt;br /&gt;Bom, eu não sou a maior conhecedora de cinema francês nem de cinema em geral, mas gosto de arriscar escrever sobre aquilo que conheço pouco e me faz sentir muito. E então as lacunas vão sendo preenchidas facilmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas voltando novamente, as lacunas cinematográficas : O que tentava explicar mais acima sobre os filmes americanos, é que a maioria deles segue esse padrão humano perfeito, com emoções previsíveis. Nas películas francesas quanto mais doce for o personagem, mais próximo ele se torna da nossas fantasias reais. Os cineastas franceses devem buscar histórias nos seus sonhos. É isso. O sonho é o nosso mais puro desejo repleto de fantasia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe que isso tudo também pode ser só uma questão de empatia com o cinema francês, ou um lapso hipersensibilidade?&lt;br /&gt;(Falei no começo que meus &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;hormônios&lt;/span&gt; contribuem para ir ao cinema compartilhar emoções. Se estiver me sentindo vazia, de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;TPM&lt;/span&gt; ou menstruada, sinto que é a hora certa de “pelicular” o dia. Agora faz sentido ? Estou em dias vermelhos, admito).&lt;br /&gt;Ah, o que importa mesmo é que essas sensações preenchem vazios e alimentam a imaginação. Me sinto na França por uns segundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No &lt;a href="http://www.cinefrance.com.br/cinemateca/cinema/titulos/?filme=1258"&gt;&lt;strong&gt;"Você e Eu",&lt;/strong&gt; &lt;/a&gt;o diálogo que mais marcou foi quando &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Ariane&lt;/span&gt;, uma escritora romântica de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;fotonovelas&lt;/span&gt;, está consolando sua irmã Lena, que chora o término com o marido:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"-Será que ele vai me esquecer ?&lt;br /&gt;-Não,Lena. O primeiro amor a gente não esquece.&lt;br /&gt;-Ah, então como suportar ?&lt;br /&gt;-Não suporte. O meu coração é uma porta de banheiro público, cheio de nomes rabiscados."&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Sensível&lt;/span&gt; com a pitada certa de dureza. Me vi em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Ariane&lt;/span&gt; nesse trecho e o filme só estava pela metade.&lt;br /&gt;Ah, e como os finais inesperados dos casais apaixonados sempre me dão um aperto no peito...&lt;br /&gt;Logo vêm uma vontade de começar a escrever logo outro nome na minha porta de banheiro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Obs&lt;/span&gt;: Digerir um filme que te propõe sensações além de imagens, pode ser bem mais pesado do que qualquer pratada de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Maniçoba&lt;/span&gt;, cuidado. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A pupila retrai ao voltar a claridade, mas a luz não pode inibir o coração.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2764523560119102872-2510023175814564076?l=menina-maniva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://menina-maniva.blogspot.com/feeds/2510023175814564076/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2764523560119102872&amp;postID=2510023175814564076' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/2510023175814564076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/2510023175814564076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://menina-maniva.blogspot.com/2008/01/para-pelicular-os-dias.html' title='Para pelicular os dias'/><author><name>Márcia Gabrielle Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07645680601019570011</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_HoAr-2ZwbO4/SP6gnNdxSLI/AAAAAAAAALA/ErfQpFmUfb8/S220/Image00130jjjj.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2764523560119102872.post-8835910676787446044</id><published>2008-01-01T12:52:00.000-08:00</published><updated>2008-01-02T16:36:52.455-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vida nova'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fogos de artifício'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ano novo'/><title type='text'>A vida é um fogo de artifício</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_HoAr-2ZwbO4/R3rCAfhyIhI/AAAAAAAAADM/UcmIT3PJJXM/s1600-h/315635882_c49b796a7d.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5150642437570568722" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_HoAr-2ZwbO4/R3rCAfhyIhI/AAAAAAAAADM/UcmIT3PJJXM/s320/315635882_c49b796a7d.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Muitos abraços, muitos desejos de saúde e sucesso. Muita comida. Muita gente de branco. Muito &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Champagnat&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;A espera e a contagem final antes do ano novo chegar é sempre a mesma. E se ouve de longe o estouro da garrafa e os gritos de felicidade.&lt;br /&gt;Fomos todos a um pátio da casa das tias, onde o céu é perto e o chão é liso. Demos as mãos e rezamos um pai nosso, depois, alguém gritou: "Um ano maravilhoso virá!". Então batemos palmas, e cada um foi buscar sua taça de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;champagnat&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, e realizar sua crença pessoal: Ou uvas, ou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;pulinhos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; com o pé direito ou alguma reza esquecida durante o ano, repetida apenas nessas épocas festivas de promessas também esquecidas.&lt;br /&gt;Depois os mais jovens vão para os encontros de amigos, ou festas dançantes, e os mais velhos comem mais um pouco e se preparam para dormir o sono dos justos, afinal, trabalharam muito o dia todo, e por que não dizer, o ano todo, para preparar a ceia daquela noite e de muitos outros dias de comemoração.&lt;br /&gt;Pego uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;corona&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; no sono do meu pai a caminho de casa, e vou para uma reunião de amigos. Gente legal, música boa, mais um pouco de comida deliciosa. Ah, e lá mais um incremento indispensável para festas de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;reveillon&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;: Fogos de artifício.&lt;br /&gt;O céu se ilumina por alguns instantes e depois só resta a fumaça no ar.&lt;br /&gt;No primeiro dia do ano os fogos me fizeram &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;refletir&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; uma filosofia típica de primeiro de Janeiro: &lt;strong&gt;A vida é um fogo de artifício&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Ou seriam, Artifícios em fogos? Sei lá. Ela é cheia de pequenos detalhes luminosos que compõe a grande luz maior. O barulho, o brilho, a cor e a fumaça no fim de tudo, as cinzas pelo chão. A noite é o cenário perfeito para &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;foguetear, o brilho só compete com o das estrelas&lt;/span&gt;. Na vida, usamos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;comummente&lt;/span&gt; o artifício do fogo no peito para suportar amores bandidos.&lt;br /&gt;Eu soltei meu primeiro rojão hoje, segurei bem firme. Foram momentos de tensão. Têm que segurar forte e marcar uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;direção&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; certa para o céu, que jamais pode ser o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;teto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; da casa, ou a janela da vizinha. A vida pode explodir em várias &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;direções&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Os fogos que minha amiga comprou, eram daqueles simples, que fazem mais barulho do que espetáculo. E então eu comecei a pensar que têm gente que passa a vida assim, armando o seu rojão sem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;direção&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; e não sabendo o momento certo de estourar o brilho.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Onde guardar tanto barulho e tanto brilho ?”,&lt;/strong&gt; minha cabeça matuta enquanto fumo um cigarro (o primeiro e último do ano, prometi), e a fumaça se mistura com a neblina da cidade. Quanta neblina. Quanta fumaça de fogos perdidos. Quanta luz sendo emitida mundo a fora.&lt;br /&gt;E ver a noite do primeiro dia (que é, na verdade, o começo da primeira manhã) do ano coberta por esse ar cheio de fumaça articulada pelo brilho,pela ansiedade de um ano melhor, foram os meus artifícios para a felicidade pura, sem os artifícios coloridos dos dias. É bom acender a chama do rojão e aguardar para ver os fogos estourando subitamente. A chama viva, acende e apaga, no espaço infinito do céu.&lt;br /&gt;Ah, eu queria mesmo era soltar rojões de fogos todos os dias. Fazer um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;espetáculo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; pirotécnico solitário. Não para acordar os vizinhos, nem quando o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;time&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; do coração ganhar um campeonato, nem quando alguém casar e prometer ser eternamente feliz. Queria soltar mesmo todos esses sorrisos reprimidos,&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;espremidos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; e comprimidos num único rojão de luz, todos os dias ao acordar. Mas, pensando bem, se assim fosse, luzes iam se repetir e logo perderiam a graça.&lt;br /&gt;Agora sim eu compreendi porque os fogos de artifícios nunca perdem a graça: Eles nunca são iguais. São como a vida, diferentes a cada novo ano, novo olhar.&lt;br /&gt;Como ver tanta cor no céu e não sorrir ? Tudo bem, mas mesmo assim eu me nego a tentar esconder a minha melancolia de primeiro de J&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;aneiro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; num trago de cigarro. Chega de filosofias de primeiro de Janeiro. A confraternização mundial, na verdade, impera dentro de mim, com uma pitada de ironia e com fogo, não fogos.&lt;br /&gt;Vamos então ao segundo cigarro de 2008, (quebrar promessas) e a primeira fumaça poluente do ano.&lt;br /&gt;Vamos defecar o excesso de comida e começar a dieta anti-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;carboidratos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Vamos ser felizes na medida certa para a felicidade discreta.&lt;br /&gt;Vamos, vamos.&lt;br /&gt;Serei a primeira a soltar os fogos já no fim de 2008. Não se iluda, pode ser como amanhã, sempre passa tão depressa.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Obs&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;: A Menina &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Maniva&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; jamais usa branco na virada de ano, porque está acima do peso e branco engorda. Esse ano, a roupa foi azul-celeste e prata, em homenagem ao céu e aos fogos multicolores da vida. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2764523560119102872-8835910676787446044?l=menina-maniva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://menina-maniva.blogspot.com/feeds/8835910676787446044/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2764523560119102872&amp;postID=8835910676787446044' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/8835910676787446044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/8835910676787446044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://menina-maniva.blogspot.com/2008/01/vida-um-fogo-de-artifcio.html' title='A vida é um fogo de artifício'/><author><name>Márcia Gabrielle Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07645680601019570011</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_HoAr-2ZwbO4/SP6gnNdxSLI/AAAAAAAAALA/ErfQpFmUfb8/S220/Image00130jjjj.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_HoAr-2ZwbO4/R3rCAfhyIhI/AAAAAAAAADM/UcmIT3PJJXM/s72-c/315635882_c49b796a7d.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2764523560119102872.post-9087519658623710415</id><published>2007-12-25T14:15:00.000-08:00</published><updated>2007-12-28T18:01:03.353-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Humanidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Natal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dezembro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Seu Gilberto'/><title type='text'>Vagas sensações natalinas e a história do Táxi-trenó</title><content type='html'>Os dois dias mais festivos de Dezembro : 24 e 25.&lt;br /&gt;Sim, porque neles existem presentes reais, materiais, diferente da perspectiva de felicidade e sucesso em um ano novo, que é uma alegria quase forçada, esmagada no último dia de Dezembro e que explode no primeiro de Janeiro; A véspera de Natal é tão esperada, tão vivida, mais que o próprio dia natalino, aquele dia em que nasceu o tal menino Jesus na manjedoura, daquela antiga e bela história católica romana. Esses dias são cobertos de uma esperança renovada, talvez porque estejam bem guardados quase no fim dos 365 dias do ano. É quase como uma última esperança.&lt;br /&gt;Acordo às 10 da manhã, meu rosto não está no clima do dia 24 de Dezembro, meus cabelos estão rebeldes, minhas unhas não estão feitas. E na rua, ao primeiro passo fora de casa- Casa vazia, todos estão se “aplumando” pelos salões de beleza ou comprando presentes- um cheiro de doce, de fatia parida e um ar de solidão.&lt;br /&gt;Eu caminho só até a padaria mais próxima e compro um brigadeiro "Premium-gigante”, para ser meu café da manhã e o ânimo para um dia mais doce.&lt;br /&gt;Pessoas conhecidas do bairro passam com suas imensas sacolas, com sorrisos imensos e sem mais nenhum tostão no bolso. Aí é que a gente reconhece mais ainda que Dezembro é um mês diferente: se gasta com vontade e por amor ao menino Jesus, é claro. Ele, tadinho, nunca mais ganhou nada de concreto desde os presentes especiais dos Três Reis Magos. Ah, está todo mundo meio apertado mesmo.&lt;br /&gt;Esse ano, eu por exemplo, não presenteei muita gente, a não ser com sorrisos verdadeiros. As moças das lojas, não muito felizes com aqueles gorros quentes no calor de Belém, resmungavam o horário que teriam que trabalhar bem no dia de Natal.&lt;br /&gt;Ah, o especial dia de Natal. Eu dou um sorriso com minha compra em mãos, enquanto elas pensam: "Especial seria se ninguém trabalhasse nesse dia especial".&lt;br /&gt;E logo depois, os patrões sorriem ao verem o saldo do caixa recheado com o dinheiro daqueles que sempre deixam a compra para a última hora.&lt;br /&gt;Eu fui comprar uma blusa nova para a reunião tradicional na casa das minhas amadas Tias-avós (um dia conto a história de cada uma delas aqui). Uma blusinha de trinta reais cabe no meu orçamento e no meu cartão de crédito.&lt;br /&gt;Mas as enormes filas me enchem de preguiça e tédio. Incrível como na fila a felicidade que você estava ao encontrar aquela roupa perfeita, vai se esvaindo a cada minuto que a sua vez demora a chegar.&lt;br /&gt;E ainda tem mais: A pessoa de trás sempre repara se o que você está carregando é melhor do que o ela tem em mãos. Algumas, menos inibidas, até perguntam em qual prateleira você encontrou tão sublime vestimenta, e você, no auge do seu espírito natalino, de amor ao próximo, é obrigado a responder com sinceridade e boa vontade, onde encontrou o seu tesouro.&lt;br /&gt;Depois Jesus vai perdoar seus pensamentos mais sórdidos: Você torce para a pessoa não achar ou o modelo não lhe cair bem, ou ainda, em último caso, para não ir a mesma festa de confraternização que você. Afinal, trinta reais cabem no orçamento de quase todos os assalariados, e a sua blusa no fundo não é um tesouro, é normal, assim como o Natal e as promoções.&lt;br /&gt;Então, depois de comprar a blusa, enfrentar a fila, driblar pessoas, ter cuidados para as sacolas não engatarem na escada rolante, você ainda enfrenta um último desafio: chegar em casa.&lt;br /&gt;O trânsito em Belém do Pará não é, assim, digamos, uma coisa bem organizada. Nessa época então, até Papai Noel, se não souber domar suas Renas pelos caminhos certos, não entrega os presentes a tempo.&lt;br /&gt;Ah, ainda tem mais um detalhe importante: Dezembro é um mês chuvoso, bem mais que os outros. Pode chover dias inteiros, noites inteiras...e claro, nos dois dias mais importantes do mês, a chuva têm que marcar presença e molhar os embrulhos.&lt;br /&gt;Então como chegar em casa a tempo de se “aplumar” com tantos impecilhos ? Um táxi é claro, é o mais recomendável;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"-Calma, minha filha, é Natal, tudo é bonito, colorido e ao som de sininhos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o que ouço de um senhor sentado no ponto de táxi vazio bem na esquina da loja. Nenhum automóvel dava o ar da graça, os Táxis ficam tão concorridos quanto os Panettones de R$1,99 nessa época do ano.&lt;br /&gt;A espera vendo os pingos da chuva não demorou muito: Avisto de longe, um ponto amarelo luminoso vindo lá no fim da rua larga. Era ele, o meu salvador, Táxi-trenó, prestes a me rapitar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"-Boa noite. Governador José Malcher, entre Dr. Moraes e Piedade Por favor. Ah, Feliz Natal."&lt;br /&gt;"-Boa noite, Feliz Natal."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era seu Gilberto, que não tinha cara de Papai Noel. Ele tinha feito a barba, é Natal.&lt;br /&gt;Com seu gorro azul marinho e branco, seu chaveiro pendurado no retrovisor com o símbolo do seu time do coração, o clube do Remo, seu Gilberto foi uma grande surpresa na minha véspera de Natal. O carro parecia flutuar, como eu imaginava nos meus sonhos de criança um trenó de Noel mesmo. E ele não tinha pressa para chegar, mesmo reclamando das costas fadigadas por aquele dia cheio de trabalho.&lt;br /&gt;Falante, Seu Gilberto comenta que um dia deixaria essa vida de taxista:&lt;br /&gt;"Quando ganhar na Sena, largo disso, caso com uma manicure daquelas bem doidas e vivo feliz para sempre..." E depois dá uma risada gostosa.&lt;br /&gt;E o sonhos de riqueza eram acalentados pela trilha sonora do carro, que tocava &lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.mpbnet.com.br/musicos/belchior/"&gt;Belchior&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Deixemos de coisa e cuidemos da vida, se não chega a morte ou coisa parecida e nos arrasta moço sem termos visto a vida..."&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu Gilberto me ensinou uma lição, bem maior do que qualquer história televisionada ou programa especial da Rede Globo. Ele me contou, em menos de 10 minutos de corrida, a história de uma velha senhora a qual ele tinha levado no seu Táxi-trenó, no mesmo dia: "Só cobrei a corrida porque era muito longe mesmo, moça, lá pras beiras de Icoraci...".&lt;br /&gt;A senhora, segundo ele, era bem humilde, e tinha sido presenteada com uma cesta básica e uns brinquedos, pelos funcionários de um Salão de beleza próximo ao ponto de táxi onde ele fica. Chegando ao destino, a casa de madeira nas beiras de Icoraci, seu Gilberto disse ter visto a felicidade real do Natal:&lt;br /&gt;"Moça, você tinha que ver o sorriso das crianças quando viram a comida, coisa bonita mesmo...A gente têm que dar graças a Deus todos os dias pela comida na mesa."&lt;br /&gt;E ele terminou a história assim, sem reclamar mais das dores nas costas nem do trabalho. Nem tive tempo de olhar para os seus olhos. Os meus estavam embaçados como o vidro do Siena de quatro portas. Eu pedi o seu cartão de contato, desejei mais uma vez Feliz Natal e desci do carro, correndo feito Biju da chuva que banhava Belém.&lt;br /&gt;O acalanto dos 10 minutos no Táxi-trenó foi a pitada daquela esperança derradeira que falei no ínicio. E depois tudo voltou a seguir seu clima vermelho, verde e tradicional:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Menina Maniva vestiu a blusa de trinta reais, comeu Peru e torta de Chocolate, agradecendo ao menino Jesus pela fartura. E ainda ganhou uma agenda para anotar os sonhos de 2008 e o número do seu Gilberto, para quem sabe, um próximo resgate nos dias de pouca humanidade e chuva. &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2764523560119102872-9087519658623710415?l=menina-maniva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://menina-maniva.blogspot.com/feeds/9087519658623710415/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2764523560119102872&amp;postID=9087519658623710415' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/9087519658623710415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/9087519658623710415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://menina-maniva.blogspot.com/2007/12/vagas-sensaes-natalinas-e-histria-do.html' title='Vagas sensações natalinas e a história do Táxi-trenó'/><author><name>Márcia Gabrielle Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07645680601019570011</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_HoAr-2ZwbO4/SP6gnNdxSLI/AAAAAAAAALA/ErfQpFmUfb8/S220/Image00130jjjj.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2764523560119102872.post-5390302427319146337</id><published>2007-12-16T19:51:00.000-08:00</published><updated>2007-12-17T15:52:53.862-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tempo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Chanel'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relógios'/><title type='text'>Bia e o nosso tempo Chanel</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_HoAr-2ZwbO4/R2X8Q65BbiI/AAAAAAAAACs/B6igHhzVF2c/s1600-h/mulher-pular-entre-tempo-clocks-~-jad0011.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5144795516957191714" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_HoAr-2ZwbO4/R2X8Q65BbiI/AAAAAAAAACs/B6igHhzVF2c/s320/mulher-pular-entre-tempo-clocks-~-jad0011.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;-Que horas são por favor ?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;-Uma e quinze da tarde no meu &lt;em&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Chanel&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; da 25 de M&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;arço&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Minha amiga &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Bianca&lt;/span&gt; é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;discretíssima&lt;/span&gt; em tudo. Ou melhor, em quase tudo. É contida nos gestos, nos brincos, na voz baixa, mas não no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;sorrisão&lt;/span&gt; de dentes grandes e nem na paixão por palavras da nossa difícil língua portuguesa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Bia&lt;/span&gt; administra seu tempo sorrateiramente e com um jeito meigo de lidar com os minutos, quase que arrastando os instantes. Ou se têm pressa, arromba &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;desengonçadamente&lt;/span&gt; a pressa dos ponteiros. A cautela de minha amiga sempre me surpreende.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nos seus longos braços, (quase no fim do direito, para ser mais &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;exata)&lt;/span&gt; existe apenas um relógio de pulseira emborrachada preta e com miudinhos ponteiros que sempre me obrigam a pedir para ela soletrar a hora ao invés de apenas me mostrar o dito cujo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Bia&lt;/span&gt; gosta de ter tempo, não funciona sobre pressão. Já eu, sou uma pilha esquecida dentro de uma velha máquina fotográfica, prestes a vazar sua &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;química&lt;/span&gt; positiva e negativa. Mesmo parada, se tiver sobre pressão, jorro logo as energias intensamente. A minha amiga perdoa sempre minha euforia e meus enormes relógios, minhas enormes bolsas, meus enormes gestos, minhas enormes mancadas, minhas enormes lágrimas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No passado as pessoas tinham a real medida do tempo, nos seus relógios de corda. Hoje, a corda aprisiona os pulsos e dita o ritmo da passada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ah, lembrei de um trecho de uma música linda dos &lt;a href="http://www.osmutantes.com/"&gt;Mutantes&lt;/a&gt;, "O Relógio": &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;"Meu relógio parou/ Desistiu para sempre se ser antimagnético/ Vinte e dois R&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;ubis&lt;/span&gt; &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;(...) &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Não andou e eu chorei/ Dois ponteiros parados a rir: Era a prova d'água/ Vinte e dois &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Rubis&lt;/span&gt;."&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É bem isso. Não adianta chorar, é perda de tempo. Eu coloco fé nos meus relógios falsos, pirateados, belos e dourados e não na verdade do tempo que vivo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Bia&lt;/span&gt; sabe da &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;importância&lt;/span&gt; de cada segundo, em sua sábia visão de "raio x" para os ponteiros, quase que nunca &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;perturbados&lt;/span&gt;, sempre ali como mero enfeite. Eu faço do meu tempo um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;espetáculo&lt;/span&gt; fantasioso, ainda bem que ela não se deixa influenciar tão fácil.&lt;br /&gt;Nas ruas da cidade os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;camelôs&lt;/span&gt; anunciam a nova moda do tempo grande, do relógio branco, &lt;em&gt;C&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;hanel&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;chamativo&lt;/span&gt;. E as moças todas fazem do seu braço um relógio público de seu tempo falso. O meu &lt;a href="http://img.quebarato.com.br/photos/big/9/0/26C90_1.jpg"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Chanel&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; está descascando, já está aparecendo o metal barato, de tanto que usei. E ele já vai assumir sua verdadeira função de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;coadjuvante&lt;/span&gt; na minha prateleira de acessórios.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com o natal chegando as caixas pequenas em baixo da árvore já carregam uma grande expectativa temporal: &lt;strong&gt;"Pode ser um &lt;em&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Chanel&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; lindo branco daquele, Mãe, que eu tanto &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;tava&lt;/span&gt; querendo." &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E o que vou dar de presente no Natal para minha amiga &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;Bianca ?&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um pedaço dos meus dias, da minha aflição, do meu ritmo atemporal, em forma de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;&lt;a href="http://www.eat-online.net/water/images/miscellaneous/clock-water.gif"&gt;Clepsidra&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;, um relógio de água, perfeito para ser usado em Belém do Pará. Um Chanel nem combina tanto com o seu jeito luxo-discreto de ser.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Bia respeita o seu próprio tempo, ainda mais quando está tudo nublado. Vai me dizer a hora certa mesmo na tempestade, fazer de minhas lágrimas motores de tempos melhores. E quando estivermos reclamando do tempo dos homens, da sua agonia ou covardia, teremos tempo de sobra para desabafar esses dolorosos e passageiros, desencontros de ponteiros.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vinte e dois R&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;ubis&lt;/span&gt; em um relógio a prova d'água não valem de nada. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vinte e duas lágrimas em um Clepsidra podem mudar estações.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;Obs&lt;/span&gt;: A Menina &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;Maniva&lt;/span&gt; nunca consegue esperar até a meia noite para começar a trocar os presentes. O encontro dos ponteiros pode demorar uma eternidade ou a primeira lágrima.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2764523560119102872-5390302427319146337?l=menina-maniva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://menina-maniva.blogspot.com/feeds/5390302427319146337/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2764523560119102872&amp;postID=5390302427319146337' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/5390302427319146337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/5390302427319146337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://menina-maniva.blogspot.com/2007/12/tempo-grande-branco-e-falso-chanel.html' title='Bia e o nosso tempo Chanel'/><author><name>Márcia Gabrielle Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07645680601019570011</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_HoAr-2ZwbO4/SP6gnNdxSLI/AAAAAAAAALA/ErfQpFmUfb8/S220/Image00130jjjj.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_HoAr-2ZwbO4/R2X8Q65BbiI/AAAAAAAAACs/B6igHhzVF2c/s72-c/mulher-pular-entre-tempo-clocks-~-jad0011.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2764523560119102872.post-7560403450632662145</id><published>2007-12-08T05:55:00.000-08:00</published><updated>2007-12-08T09:45:08.277-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cheiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Natal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Patichouli'/><title type='text'>Natal de Patichouli</title><content type='html'>Na minha casa, desde quando me entendo por gente, existe uma tradição: Mamãe reúne as filhas no começo de Dezembro para abrir o baú da sala e retirar todos os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;penduricalhos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; enclausurados nas caixas de papelão. Todos os galhos esquecidos e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;murchos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; da árvore &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;natalina&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; nos cantos do baú, são montados e reanimados um a um, como um quebra cabeça. É uma arrumação-retrospectiva "melhores e piores momentos" do ano que passou. É &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;inevitável&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; a Mamãe não lembrar e reclamar que deveria ter comprado mais arranjos para árvore ou novos jogos de luz . O mesmo Papai &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Noel&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; empoeirado fica a guardar os presentes no pé da árvore, a mesma estrela dourada retocada com &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;esprei&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, no topo, observa a colocação de cada enfeite nos galhos. E o mesmo cheiro no ar.&lt;br /&gt;Certa vez, uma amiga cantou que seu &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Dezembro&lt;/span&gt; tinha cheiro de canela e jasmim. Já aqui em casa esse mês tem cheiro de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Patichouli&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, muito mais do que os outros. Para os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;paraenses&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; desinformados, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Patichouli&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; é um óleo de cheiro forte, retirado de plantas de mesmo nome, oriundas de terras Indianas. Ele é um dos componentes dos famosos saquinhos de cheiro de roupa do Pará, vendidos no ver-o-peso e pela minha Mãe.&lt;br /&gt;Minha mãe é "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;cheireira&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;" desde adolescente e nossa família inteira, de certa forma, tem esse cheiro entranhado nas roupas, nas gavetas, nos armários, e até nos movimentos de mãos da mamãe, que escondem restos de raízes de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;patichouli&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; por debaixo das unhas. E não tem jeito, onde ela pega, o cheiro fica.&lt;br /&gt;Minha mãe é extremamente &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;habilidosa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; com as mãos. Meus laços de fitas nunca saem tão perfeitos quanto os dela. Meus embrulhos de presentes nem se comparam com a leveza da dobradura de minha mãe em cada papel. Ela nem liga se eles serão rasgados e jogados no lixo logo depois da meia noite do dia 24. O que importa é o que eles guardam e o que representam &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;em baixo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; da árvore.&lt;br /&gt;Mas o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Patichouli&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; só esta no cheiro ambiente do nosso natal, não entra no visual da árvore. Mamãe acha extremamente &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;brega&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; Árvores de natal regionalistas. A nossa árvore é tradicional, de plástico e bem antiga. Mas os enfeites (depois que tiramos a poeira) ainda mantêm muito brilho, vermelho, dourado... Em cada folha uma bengala do Papai &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Noel&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; é colocada (Mamãe diz que elas trazem dinheiro e sorte), foram compradas antes do meu nascimento, e continuam segurando a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;superstição&lt;/span&gt; e o brilho no olhar rigoroso da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Márcia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;-&lt;/span&gt;Mãe.&lt;br /&gt;Dona &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Márcia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; ama ver as ruas da cidade cheias de pontos luminosos. E eu amo ver seus olhos brilhando junto com eles. Amo também "bater perna" no comércio em busca de presentes que nem sempre são para pessoas queridas e amadas. Minha mãe tem a sábia arte de unir bondade e economia na época &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;natalina&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Ela sempre arruma um jeitinho de não deixar ninguém insatisfeito.&lt;br /&gt;São preparados vários sacos, com 10 cheirinhos cada, embalados e devidamente prontos para serem presenteados. Quem não gosta do nosso cheiro nem entra em casa, e muito menos é digno de participar da nossa ceia de Natal. Então, faltou presente, tem o nosso cheirinho. E essa pessoa vai levar na lembrança aquele dia por um bom tempo do novo ano. Afinal, um cheiro dura na memória bem mais do que qualquer presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E para a Menina-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;maniva&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, quanto mais cheirar a panela e a vida, melhor é a comida de todo dia. Um dos principais ensinamentos de minha Mamãe-cheirosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2764523560119102872-7560403450632662145?l=menina-maniva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://menina-maniva.blogspot.com/feeds/7560403450632662145/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2764523560119102872&amp;postID=7560403450632662145' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/7560403450632662145'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/7560403450632662145'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://menina-maniva.blogspot.com/2007/12/natal-de-patichouli.html' title='Natal de Patichouli'/><author><name>Márcia Gabrielle Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07645680601019570011</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_HoAr-2ZwbO4/SP6gnNdxSLI/AAAAAAAAALA/ErfQpFmUfb8/S220/Image00130jjjj.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2764523560119102872.post-7153627361083899873</id><published>2007-11-30T18:48:00.000-08:00</published><updated>2007-12-01T00:53:01.212-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tribos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cults'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Belém'/><title type='text'>Os Cults não são felizes</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_HoAr-2ZwbO4/R1Ea8NRcFhI/AAAAAAAAACk/KoXZwTDoHfE/s1600-R/emo.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5138918271463724562" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_HoAr-2ZwbO4/R1Ea8NRcFhI/AAAAAAAAACk/6SoyePnTAFw/s320/emo.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eu queria muito entender como alguém que vê só filmes de drama e ouve Smash Pumpkins pode ser feliz. Eu bem que tentei ser Cult, mas essa mania dramática-sórdida-melancólica me deprime, óbvio.&lt;br /&gt;Imagina só, uma leonina,sentimental, chorona e Cult? Nem combina.&lt;br /&gt;Sempre achei que os leoninos são “Patrícios”, com seus objetos luxuosos ou até podem ser "Emos" com seus acessórios esdrúxulos, ou ainda, "Indies-punks" com seus cabelos chamativos. Algo brilha em cada um. Agora, Cult ? Impossível.&lt;br /&gt;Os Cults sempre tentam passar despercebidos, fingem não ligar para a aparência, mas no fundo querem se diferenciar justamente por isso. Querem chamar atenção com sua desarrumação, ou seu modo “despojado” de ser.&lt;br /&gt;Não me enganam, não. No fundo querem brilhar nas passarelas da fama das palafitas e dos cinemas alternativos da cidade.&lt;br /&gt;Em Belém do Pará tem moda para tudo, tem lugar para todos.&lt;br /&gt;Tem panelas de gente com muitas misturebas. Aqui elas enchem e esvaziam a todo o momento, e a maioria é mesmo vazia, em sua essência. Falta a pitada de tempero, o ingrediente especial. O mal dos que pertencem a “tribos” é que eles sempre colocam a tampa na hora errada.&lt;br /&gt;Os Cults, por exemplo, sempre se fecham porque pensam que seu azeite da Polinésia Francesa, cultivado por belas irmãs judias, faz deles saborosos a qualquer paladar. Que nada. Caboco toma açaí sem açúcar, maninho. &lt;strong&gt;(Mas sem regionalismo, menina-maniva, por favor).&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O irritante é o modismo gratuito, a demagogia, o excesso de Niscth ou Paulo Coelho, sendo declamados barzinhos a fora.Os cults acreditam saber medir o seu ecletismo.&lt;br /&gt;Os homens cults são reservados. Cursam publicidade, jornalismo, letras, ou filosofia, as humanas ciências que os eleva ao poder de humanos melhores que os demais. Ah, também é muito comum, vê-los com câmeras de lentes de 1 metro, super potentes. Eles se consideram os fotógrafos-prodígios, formados pelo curso do Chikaoca, dentro dessa Belém de tantas imagens clichês.O Flickr (a nova moda depois do fotolog.com) é abastecido depois do Círio e do arrastão do Pavulagem. Arte é isso para eles: Novos olhares. E até pode vir a ser, desde que não fechem a panela, ou melhor, os olhos, para o que está além do seu universo deprimido.&lt;br /&gt;As mulheres cults também estudam nos cursos de humanas, mas com ciência em moda. É a bola da vez. As cults não são tão iguais, isso porque cada uma adapta na roupa a "sua cara", mesmo que ela seja a cara da Marilyn Monroe ou da Janis Joplin estampada. Claro, elas são as verdadeiras musas cults, unindo-se a Billy Holiday&lt;strong&gt; (Jazz "é o que há" para os&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Cults).&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;As meninas montam lojas e fazem bazares reunindo amigas cults que conheceram a menos de um dia mas se identificaram pelo gosto cult em comum.&lt;br /&gt;Sabe que nem é tão difícil observar o mundo Cult? Eles adoram estar à margem e ao mesmo tempo, inseridos nas rodas de conversa.Muita gente escreve sobre eles, muitos têm blogs poéticos e críticos bem mais produtivos, cheirosos, e com a medida certa de melancolia para listar 10 comentários diários.&lt;br /&gt;E eu acho tudo isso lindo e engraçado. Sério. Eu não sou hipócrita.&lt;br /&gt;Eu gosto dos "todos". Cults, indies, punks, hippes. Eu dizia antigamente que era de todas as tribos, mas isso sim é hipocrisia. Eu sou da tribo dos "pseudo-metidos a super legais", mas sou realmente feliz. Danço funk até o chão e uso binócolos em óperas. Então, eu nunca estarei na mesma “sinergia” dos cults aculturados e deprês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando ao fim, e voltando ao começo desta análise inútil, a minha explicação de ser anti-Cult ainda é a mesma, filosofia barata:&lt;br /&gt;Os filmes de Almodóvar no fim de semana me cortariam os pulsos.&lt;br /&gt;Morrissey nos ouvidos seria um pedido de socorro a meia noite.&lt;br /&gt;Eu, como leonina, sentimental, chorona, estudante de ciências humanas, moradora de Belém do Pará, assumo essa realidade e essa panela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E mais: Os cults preferem Carpachos a minha Maniçoba, com toda certeza.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2764523560119102872-7153627361083899873?l=menina-maniva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://menina-maniva.blogspot.com/feeds/7153627361083899873/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2764523560119102872&amp;postID=7153627361083899873' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/7153627361083899873'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/7153627361083899873'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://menina-maniva.blogspot.com/2007/11/os-cults-no-so-felizes.html' title='Os Cults não são felizes'/><author><name>Márcia Gabrielle Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07645680601019570011</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_HoAr-2ZwbO4/SP6gnNdxSLI/AAAAAAAAALA/ErfQpFmUfb8/S220/Image00130jjjj.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_HoAr-2ZwbO4/R1Ea8NRcFhI/AAAAAAAAACk/6SoyePnTAFw/s72-c/emo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2764523560119102872.post-3784108430547487313</id><published>2007-11-25T11:13:00.000-08:00</published><updated>2007-11-25T12:57:45.175-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Trio Manari'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Batuques'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Naná Vasconcelos'/><title type='text'>Naná Vasconcelos e o encontro dos mantras amazônicos</title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5136868924245998242" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_HoAr-2ZwbO4/R0nTEf9s-qI/AAAAAAAAACQ/s9Nvx-p-ru0/s320/NanaVasconcelos.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Trabalhar em grandes veículos de comunicação tem suas delícias e regalias. Uma delas é ganhar cortesias de grandes shows e encontros musicais. Primeiro recebemos ligações dos assessores de imprensa, sempre muito simpáticos, oferecendo "seu produto" para abrilhantar a matéria de cultura que encerrará o jornal de sexta. Depois vemos os shows na primeira fila. É uma troca justa.&lt;br /&gt;Um sábado, 2 convites para o show "Encontro de tambores" de Naná Vasconcelos e o Trio Manari. Gravação de um dvd "impiratável" (será que existe essa expressão e possibilidade?), digno de entrar para história da percussão mundial.&lt;br /&gt;E eu na platéia com os ouvidos enfurecidos, tentando controlar as mãos e a cabeça indo no ritmo das cabaças, que viravam metralhadoras de graves cheios de balanço, e tentando ainda, controlar a voz cantarolante ao som de pinicos que viravam cuícas assim derrepente, como num passe de mágica, na mão do mestre Naná.&lt;br /&gt;Os mantras da Amazônia foram carimbolados e batucados por três figuras diferentes e que se completavam no palco. Um discurso emocionado, mãos que pareciam irreais e incontroláveis em cima do pandeiro, uma voz que ecoava e combinava com cada timbre diferente dos tambores. O Trio Manari parecia tocar com um espelho imaginário, eu me ouvia neles.&lt;br /&gt;E a quarta figura, de olhos grandes e ritmados, convidou a platéia a fazer mais encontros em si mesmo, ser o quinto percussionista. Colocou os seres sem ritmo para bater palmas, foi maestro de zumbidos que não precisavam ser afinados, ensinou um mantra para os que não sabiam cantar e depois fez cada um deles não querer mais parar de soar a sua maneira.&lt;br /&gt;E essa é a força da música, segundo Naná: "Viva a música."&lt;br /&gt;Ele sabe das coisas porque se alimenta dessas pequenas vozes, dos barulhos da água do rio Amazonas que tentou imitar com maracás e com a memória musical de diversas melodias mundiais.&lt;br /&gt;O peso desses sons no palco fez o público sair leve, cantando os mantras que já estavam dentro da sua identidade amazônica e que agora encontraram as vozes populares de sua origem. Esse encontro foi mesmo de tambores, para alivar dores e remexer quietudes.&lt;br /&gt;A menina maniva saiu es-pa-lha-da. Juntando os pedaços das canções e ritmos para guardar e nunca mais esquecer que fez batuques um dia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2764523560119102872-3784108430547487313?l=menina-maniva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://menina-maniva.blogspot.com/feeds/3784108430547487313/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2764523560119102872&amp;postID=3784108430547487313' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/3784108430547487313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/3784108430547487313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://menina-maniva.blogspot.com/2007/11/nan-vasconcelos-e-o-encontro-dos.html' title='Naná Vasconcelos e o encontro dos mantras amazônicos'/><author><name>Márcia Gabrielle Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07645680601019570011</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_HoAr-2ZwbO4/SP6gnNdxSLI/AAAAAAAAALA/ErfQpFmUfb8/S220/Image00130jjjj.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_HoAr-2ZwbO4/R0nTEf9s-qI/AAAAAAAAACQ/s9Nvx-p-ru0/s72-c/NanaVasconcelos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2764523560119102872.post-6451503078491429380</id><published>2007-11-15T13:54:00.000-08:00</published><updated>2007-11-15T19:32:54.171-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pêlos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lâminas de barbear'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lobisomens'/><title type='text'>Texto repúdio a todo bicho de pelúcia em forma de homem</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_HoAr-2ZwbO4/RzzK_P9s-oI/AAAAAAAAACA/X9NnV0sWEDk/s1600-h/20070421190543_100_7620.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5133200863261424258" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_HoAr-2ZwbO4/RzzK_P9s-oI/AAAAAAAAACA/X9NnV0sWEDk/s320/20070421190543_100_7620.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Tenho amigas que dizem que eu não gosto de homens, gosto de bichos peludos.Não sou muito chegada ao estilo Toni Ramos, mas gosto de muito cabelo para se enrrolar, muita barba para no pescoço roçar e muito pêlo no braço para puxar na hora da raiva.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sim, o que mais falta em mim são pêlos. Talvez seja isso, busco nesses homens-macacos, os pêlos que a mãe natureza não pôs em mim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É conveniente se sentir segura, nos braços de alguém muito masculino. Os pêlos dão sempre um ar mais velho, um ar de experiência. Passei da fase "carinha de bebê-bundão".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As minhas amigas têm razão, todas elas são muito sábias: Preciso colocar é o aparelho de barbear no lugar do meu cérebro. É, isso mesmo. Tenho que começar a raspar minhas fantasias antes que elas comecem a crescer tipo os pêlos do Lobisomem. E é o que acabam virando todos esses lindos homens com quem um dia já me enrrolei. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O mais incrível é que essa mudança de pelagem pode durar 1 ano ou uma semana, não importa.Tem pêlo que cresce rápido e tem pêlo que encrava, não é mesmo ? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Lembro que, certa vez, viajei e o namorado-peludo da época ficou a esperar meu retorno. No dia da minha chegada, ele estava no aeroporto com muitos bichinhos de pelúcia na mão, mas era outro homem: Sem barba, cabelo cortado, unhas feitas. Como assim ? Eu queria o meu bicho de pelúcia real e não muitos de mentirinha. Queria ter visto a minha expressão quando o encontrei, pura decepção.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O namoro não durou mais uma semana, e não só por isso, mas porque notei que mesmo que os pêlos dele crescessem novamente, em mim, o nosso relacionamento, já tinha sofrido uma depilação a laser, sabe? Não tinha mais jeito.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os peludos são geralmente super carinhosos, atenciosos, acham a sua pele sempre muito macia...Esse é o problema, você acaba acreditando que pode "cortar" o barato dele quando quiser, mas a realidade é que quem acaba cheia de nós embaraçados é você.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O meu último namorico, por exemplo, tinha as madeixas tão grandes e negras que me perdi de paixão...Não durou nem um mês, ele cortou o mal pela raiz! &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E o consolo no fim acaba sendo: "Melhor se sentir atraída por pêlos (tirando os pubianos, que fique claro), do que por cotovelos. Eu não sou tão anormal".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas todas as minhas amigas têm muita razão, eu sou uma índia-louca, devia namorar os macacos da selva e me alimentar só de quiabo.&lt;br /&gt;Sim, mas o que fazer quando a sua natureza é mais forte?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Lembrei agora de um trecho do livro "O Mundo de Sofia": "Tem que sair da pele do coelho, escalar o pêlo...". Talvez seja isso. Sempre tento sair da minha própria pele em busca de calor, procuro nos pêlos masculinos a minha salvação e procriação. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ai, esse amor romântico insiste em me pegar...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Obs.:&lt;/strong&gt; A Menina-maniva está temporariamente fria, congelada, e devidamente depilada. Até que a próxima refeição especial venha e esquente tudo por dentro, não só por fora. E que no prato não venha um fio de cabelo sequer... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2764523560119102872-6451503078491429380?l=menina-maniva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://menina-maniva.blogspot.com/feeds/6451503078491429380/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2764523560119102872&amp;postID=6451503078491429380' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/6451503078491429380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/6451503078491429380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://menina-maniva.blogspot.com/2007/11/texto-repdio-toda-pelcia-em-forma-de.html' title='Texto repúdio a todo bicho de pelúcia em forma de homem'/><author><name>Márcia Gabrielle Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07645680601019570011</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_HoAr-2ZwbO4/SP6gnNdxSLI/AAAAAAAAALA/ErfQpFmUfb8/S220/Image00130jjjj.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_HoAr-2ZwbO4/RzzK_P9s-oI/AAAAAAAAACA/X9NnV0sWEDk/s72-c/20070421190543_100_7620.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2764523560119102872.post-7096968523998608667</id><published>2007-11-12T06:00:00.000-08:00</published><updated>2007-11-12T06:26:20.140-08:00</updated><title type='text'>Um corte na singularidade</title><content type='html'>Os dias têm colocado vários desafios em minhas mãos. Uns mais complexos, outros que por parecer simples, viram pequenos pedaços de nervosismo a cada momento que estão sendo realizados.&lt;br /&gt;E uma frase nesses dias cortou os meus ouvidos e ficou de uma forma completa e inesperada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Tome, Dr. , esta tesoura e corte minha singularíssima pessoa".&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Augusto dos Anjos pede para acabar com essa mania de querer ser completa, uma singularidade equivocada pelo plural desumano dos nossos dias.&lt;br /&gt;Pois é, esses dias plurais parecem me exigir uma singularidade inexistente. Onde esconder a tesoura? Onde cortar e não sangrar?&lt;br /&gt;As formas das minhas idéias estão desmontadas dentro do sapato, da unha por fazer, do cabelo molhado, das olheiras das manhãs sem cor.&lt;br /&gt;Eu me ponho a desenhar o traçado que a tesoura terá que percorrer, suavemente, profundamente, com a força pontiaguda do metal. O traçado tem que ser exato, não quero cortar onde não está sobrando, onde a veracidade da idade ainda completa os sonhos degustados por outros plurais, outros ideais, outras maravilhas.&lt;br /&gt;O que costura tudo isso depois é o mesmo que um dia foi a tesoura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, o que me consola, é que a &lt;strong&gt;menina-maniva&lt;/strong&gt; já carrega no nome um incremento que nunca a deixará ser singular.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2764523560119102872-7096968523998608667?l=menina-maniva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://menina-maniva.blogspot.com/feeds/7096968523998608667/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2764523560119102872&amp;postID=7096968523998608667' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/7096968523998608667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/7096968523998608667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://menina-maniva.blogspot.com/2007/11/um-corte-na-singularidade.html' title='Um corte na singularidade'/><author><name>Márcia Gabrielle Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07645680601019570011</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_HoAr-2ZwbO4/SP6gnNdxSLI/AAAAAAAAALA/ErfQpFmUfb8/S220/Image00130jjjj.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2764523560119102872.post-8259481165990794802</id><published>2007-11-05T14:51:00.000-08:00</published><updated>2007-11-06T06:44:33.570-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tupinambá'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tropicalismo'/><title type='text'>Tupinambalismo x Tropicalismo: sufixos podem confundir, não se iluda</title><content type='html'>Para quem não sabe, o &lt;strong&gt;"Treme terra Tupinambá"&lt;/strong&gt; é uma aparelhagem conhecida em nosso estado, que toca technobrega, melodys românticos e todo o tipo de ritmo dançante. Ficou conhecido pelo jargão "Faz o T", musicado pela Banda Technoshow, a qual a vocalista é Gaby Amarantos;&lt;br /&gt;O &lt;strong&gt;Tupinambalismo&lt;/strong&gt; é um fenômeno recente, não tem mais do que 5 anos de existência, mas já arrasta multidões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, agora vamos voltar 40 anos no tempo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim da década de sessenta, ditadura militar, repressão, músicas politizadas e com foco social, luta pela democracia e liberdade de expressão.&lt;br /&gt;Caetano, Gil, Rita Lee, Raul Seixas, todos artistas &lt;strong&gt;Tropicalistas&lt;/strong&gt;, que eram movidos pelo estímulo de cantar o Brasil, de cantar no Brasil para o Brasil, criando uma identidade musical para que em qualquer parte do mundo fossemos escutados e reconhecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, Ok. Vamos abrir mais um parêntese nessa análise, que não pretende comparar, fazer julgamentos de valores nem de qualidade musical, que fique claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semana passada uma série de matérias no maior Jornal do Norte e Nordeste do país, comemorou os 40 anos do movimento Tropicalista, mostrando suas origens, principais artistas, e lembrando a &lt;strong&gt;"geléia geral brasileira"&lt;/strong&gt; da música naquela época.&lt;br /&gt;A princípio achei uma louvável tentativa de "atualizar a geração coca-cola" (a qual faço parte), das verdadeiras raízes da nossa música que ainda hoje são referências para muitos artistas e bandas. Mas passou quarta, quinta..."Bom, na sexta vêm o melhor",pensei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gaby Amarantos e Nilson Chaves.&lt;br /&gt;Entrevistados principais da matéria de sexta.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que o jornalista-saudoso teria que encerrar a matéria “regionalizando”, mostrando as &lt;strong&gt;"vertentes do Tropicalismo"&lt;/strong&gt; no nosso Estado, se não a matéria não teria sentido, né ? Para quê se dar o trabalho de procurar artistas que realmente foram influenciados pelo movimento ? Ah, não...A Gaby é um fenômeno em ascenssão e o Nilson é uma entidade-museu da música paraense. Melhores exemplos para o maior jornal do norte e nordeste, impossível.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ele só esqueceu que a igualdade de sufixos na lingua portuguesa não diz muita coisa na linguagem musical.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Ou talvez ele nem conheça de fato o que é Tupinambalismo, e sobre a linha do equador, quis aproximar o nosso clima tropical, da música tropical.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Esqueceu que termômetros não medem estímulos musicais.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Enfim, agora leiam trechos dos &lt;strong&gt;"filhos do tropicalismo"&lt;/strong&gt; e tirem suas conclusões:&lt;br /&gt;"Nilson Chaves compara a música com uma casa e conclui que 'muitos compositores e movimentos têm uma sala arrumadinha, toda bonitinha, um quarto bem transadinho, e por isso previsível. Já os tropicalistas pintaram tudo de cores surpreendentes, mudaram a posição dos móveis, romperam com tudo. Esta, para mim, é a maior lição da Tropicália: eles tinham atitude. É preciso ter atitude!'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Põe tapioca,põe farinha d'água...Hã ? Atitude ? Depois da sesta,né Nilson, claro.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ser questionada pela suposta "pobreza" das letras do Technobrega, Gaby responde:&lt;br /&gt;"Dizem principalmente que as letras são pobres. Tudo bem. Agora, na época da própria Tropicália, tinha muita coisa pobre, até porque o parâmetro era o Vinicius de Morais. A Jovem Guarda não era acusada de pobreza intelectual? Agora, sob o ponto de vista da pesquisa musical, de trazer elementos novos para a música, e com a nossa cara, disso não podem acusar o technobrega..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(HAHAHA-É, Gaby, agora quais são os novos parâmetros ? Realmente, vamos assumir nossa mediocridade...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entender o significado de uma manifestação, seja ela política, religiosa ou cultural requer um olhar ampliado do sistema das relações sociais e de mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entender que Tropicalismo nada tem a ver com Tupinambalismo seria no mínimo, obrigação de qualquer jornalista acostumado com os truques dessa indústria musical repetitiva e manipuladora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entender que a Gaby tem o seu ritmo, seu molejo todo particular, seu público fiel, seu cachê justo e seu espaço na mídia, é compreensível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entender que Nilson Chaves já não toma açaí com tapioca e farinha d'água há tempos, seria no mínimo questionar a inércia do artista-entidade-paraense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Permita-me uma comparação um pouco esdrúxula:&lt;br /&gt;Sabe quando vamos a uma lanchonete e pedimos um sanduba &lt;strong&gt;"À moda da casa"&lt;/strong&gt; e vem um&lt;strong&gt; "X- Tudo",&lt;/strong&gt; sem nenhum sabor especial ?&lt;br /&gt;Bom, é mais ou menos isso. Tentar forçar uma identidade sem ao menos questionar esses padrões musicais é que torna pobre esse tipo de análise. Tudo fica tendencioso, "puxando a sardinha pro nosso lado",como dizem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gente, olha quem fala, &lt;strong&gt;a menina-maniva&lt;/strong&gt;, blog mais regionalista que isso, só o "pai d'égua"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom,ok. Mas aqui eu sei dividir muito bem o que entra e o que não entra no meu estômago. &lt;strong&gt;Tucupi é tucupi. Maniva é Maniva.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;E o Tupinambalismo que me perdoe, mas de tropicália vocês só tem aqueles amiguinhos, daquela outra banda...de Forró ?&lt;br /&gt;Ah...essa discussão vai para outra panela, porque aqui a maniva já ta fervendo e transbordando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2764523560119102872-8259481165990794802?l=menina-maniva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://menina-maniva.blogspot.com/feeds/8259481165990794802/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2764523560119102872&amp;postID=8259481165990794802' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/8259481165990794802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/8259481165990794802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://menina-maniva.blogspot.com/2007/11/tupinambalismo-x-tropicalismo-sufixos.html' title='Tupinambalismo x Tropicalismo: sufixos podem confundir, não se iluda'/><author><name>Márcia Gabrielle Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07645680601019570011</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_HoAr-2ZwbO4/SP6gnNdxSLI/AAAAAAAAALA/ErfQpFmUfb8/S220/Image00130jjjj.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2764523560119102872.post-2299531627745321582</id><published>2007-11-02T08:13:00.000-07:00</published><updated>2007-11-02T09:59:51.249-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='samba-rock'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coração'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Seu jorge'/><title type='text'>Um Samba para Seu Jorge e um vinho para o coração</title><content type='html'>Acreditem se quiser: &lt;strong&gt;Eu sei sambar. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cresci ouvindo o contrário e hoje,com meus poucos 20 anos e mais meio metro de perna, consigo sincronizar o molejo da cintura com os passinhos de calcanhar levantado. Tudo sem muita sutileza, porque para mim samba já nasceu meio escrachado, vem da rua, de gente descalço, onde os saltos femininos nunca puderam ser tão finos. Então, eu sou fina, mas meu samba é sem vergonha. Veja bem, o meu &lt;strong&gt;samba&lt;/strong&gt;, não meu &lt;strong&gt;coração&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;A história começa um dia antes do show do meu nego preferido desse país no momento: Seu jorge, o único que me faz dançar com aquela vontade de ir até o chão e não estar nem aí se a calcinha está aparecendo e alguém está olhando. Ele é desses homens que nasceu para fazer a gente se sentir inteira, como ele é no palco, eu tentei ser na platéia, com minha alegria. Mas sim, a história começa antes.&lt;br /&gt;Eu acordei no dia do show com um samba-rock de amor na cabeça. A maioria não sabe, nem me dá muito crédito, mas eu gosto de me arriscar musicalmente. Na verdade, a música que já se arrisca em mim faz algum tempo.&lt;br /&gt;O Samba era muito Seu jorge, tanto que eu pensei: "É para ele." Mas aí entra o engano, típico de jornalista meio artista indecisa...&lt;br /&gt;Umas semanas atrás,&lt;strong&gt;um moço&lt;/strong&gt; que nada tem a ver com o Seu jorge, que canta rock de garagem e fuma baseado entrou na minha roda de bamba. E eu acabei&lt;strong&gt; misturando&lt;/strong&gt; tudo.&lt;br /&gt;O samba foi pra ele, inspirado na verdade do Seu Jorge. Porque eu queria que ele soltasse aquele cabelão preso com elástico preto e imitasse um pandeiro nas mãos para eu sambar e requebrar na sua frente.&lt;br /&gt;Logo quando nosso primeiro encontro inusitado aconteceu, eu até tentei fazer um blues romântico que teria com certeza mais a cara do que ele poderia gostar, mas não seria o mais verdadeiro possível. Sabe Seu Jorge ? Tive Razão ? Carolina ? São Gonça ?&lt;br /&gt;Em encontros de final de semana e ligações que sempre tem que parecer "&lt;strong&gt;casuais&lt;/strong&gt;",que sempre esperam um convite, que sempre geram uma expectativa, esse moço sambou longe de mim.&lt;br /&gt;Viu o Seu Jorge tão de perto quanto eu.&lt;br /&gt;Consumiu o mesmo ar e a mesma verdade. Só não deve ter sambado e rebolado até o chão.&lt;br /&gt;Ah...a gente nem se esbarrou no show, mas foi bom perceber que algum&lt;strong&gt; bandolim&lt;/strong&gt; existia dentro dele. E eu nem precisei cantar o meu samba, que já estava feito, com letra, melodia e verdade. Deixo para o Seu Jorge cantar um dia, ou para quem sabe, esse mesmo &lt;strong&gt;moço&lt;/strong&gt; se apaixonar e virar cantor de pagode romântico ao invés de metaleiro.&lt;br /&gt;A lição que tenho tirado de toda essa mistura ritimada, é que dançar, suar até pingar, e fazer canções sem saber para quem, faz a gente acreditar que já sabe gingar melhor, que mesmo tendo pouca idade já temos malandragem de sambista...&lt;br /&gt;Pensamos que o coração já tem a batida do pandeiro...&lt;br /&gt;E a gente pensa até que já sabe ser fiel a si mesma.&lt;br /&gt;É...&lt;br /&gt;Fiel a taça de &lt;strong&gt;vinho&lt;/strong&gt; para amolecer o coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiel a porção de maniva para sustentar essas &lt;strong&gt;emoções&lt;/strong&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2764523560119102872-2299531627745321582?l=menina-maniva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://menina-maniva.blogspot.com/feeds/2299531627745321582/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2764523560119102872&amp;postID=2299531627745321582' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/2299531627745321582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/2299531627745321582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://menina-maniva.blogspot.com/2007/11/um-samba-para-seu-jorge-e-um-vinho-para.html' title='Um Samba para Seu Jorge e um vinho para o coração'/><author><name>Márcia Gabrielle Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07645680601019570011</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_HoAr-2ZwbO4/SP6gnNdxSLI/AAAAAAAAALA/ErfQpFmUfb8/S220/Image00130jjjj.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2764523560119102872.post-3556521054741748308</id><published>2007-10-24T06:44:00.000-07:00</published><updated>2007-10-24T07:20:22.663-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pará'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Noni'/><title type='text'>Noniçoba ?</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_HoAr-2ZwbO4/Rx9UWz7UjwI/AAAAAAAAABs/sHU3BjHQogU/s1600-h/triononis.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5124907651843788546" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_HoAr-2ZwbO4/Rx9UWz7UjwI/AAAAAAAAABs/sHU3BjHQogU/s320/triononis.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_HoAr-2ZwbO4/Rx9UMj7UjvI/AAAAAAAAABk/jVWiOKX-sHE/s1600-h/triononis.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quem provou sabe que o gosto não é agradável, mas esta na boca do povo que faz bem a todo tipo de doença. A mais nova moda da indústria alimentícia de produtos naturais é a &lt;em&gt;Morinda Citrifolia&lt;/em&gt;, popularmente conhecida por “Noni”. Essa fruta de aparência estranha,oriunda de terras Taitianas, da Polinésia Francesa,chegou no Brasil por volta de 2003, e já tem muita gente pagando para ver (literalmente) os resultados milagrosos prometidos pela fabricante norte-americana “Tahitian Noni”. A propaganda da empresa atribui a ele propriedades de cura das mais diversas doenças, que vão das simples dores de cabeça e estresse, até a cura da aids e câncer.&lt;br /&gt;O produto é legalizado no Brasil e tem registro no ministério da saúde, mas a Agencia nacional de vigilância sanitária (ANVISA), proibiu a veiculação de qualquer propaganda do desde abril de 2004, por considerar que ‘os medicamentos são os únicos produtos que possuem e podem alegar propriedades medicinais ou curativas’, e o Noni ainda não possui comprovações científicas suficientes para ser anunciado.&lt;br /&gt;No site oficial da empresa existem artigos divulgados por especialistas americanos que afirmam ter utilizado o Noni no tratamento de pacientes com cancêr, dizendo que ele é ótimo para o ‘revigorar o sistema imunológico durante a quimioterapia’ e também para pessoas com cancro, onde recomenda-se tomar ‘normalmente duas garrafas de suco por mês, mas há quem tome muito mais...’ O suco é composto 89% pela fruta noni, e os 11% restantes por uva,e outros ingredientes naturais.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;No site, o fabricante ainda mostra-se “solidário” com os ‘menos favorecidos monetariamente’: “Devido a por vezes dificuldades monetárias, temos e ajudamos as pessoas, a terem o Noni o mais barato possível,caso queira tomar/experimentar o Noni, ou fazer o chamado "tratamento completo " e não tem condições de adquirir (cada garrafa, custa cerca de 51 euros - 155 reais ), contacte-nos por email”.&lt;br /&gt;Mas essa indústria sabe como ser solidária e ao mesmo tempo lucrativa. Segundo dados divulgados pela própria empresa na internet só em 2002 o faturamento chegou a cerca de 500 milhões de dólares em vendas no mundo todo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;No pará a divulgação está só no começo, e como o povo daqui já é acostumado com essas "mandingas" naturais, chá disso, banho daquilo, parece que o Noni vai virar moda. O que já se sabe mesmo é que faz um bem danado para o bolso. Quem viaja de carro está acostumado a ver nas estradas próximas da capital faixas anunciando o valor do suco Noni, e é possível encontrar até promoções de 75 reais o litro por esses estabelecimentos de beira de estrada. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;No orkut já possível encontrar a comunidade “Noni Belém”, a única que relaciona uma cidade com os consumidores da fruta. São cento e vinte quatro pessoas que discutem os benefícios do suco no seu corpo e fazem negócio, revelando onde encontrar o litro mais barato na cidade. Alguns participantes também anunciam suas “garrafadas”, e tentam encontrar parceiros para o negócio. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E como paraense também tem mania de regionalizar tudo, daqui a pouco inventam a "Noniçoba". &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu não me arrisco não. Não troco minha maniva por nada. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2764523560119102872-3556521054741748308?l=menina-maniva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://menina-maniva.blogspot.com/feeds/3556521054741748308/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2764523560119102872&amp;postID=3556521054741748308' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/3556521054741748308'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/3556521054741748308'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://menina-maniva.blogspot.com/2007/10/nonioba.html' title='Noniçoba ?'/><author><name>Márcia Gabrielle Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07645680601019570011</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_HoAr-2ZwbO4/SP6gnNdxSLI/AAAAAAAAALA/ErfQpFmUfb8/S220/Image00130jjjj.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_HoAr-2ZwbO4/Rx9UWz7UjwI/AAAAAAAAABs/sHU3BjHQogU/s72-c/triononis.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2764523560119102872.post-2010962737419317760</id><published>2007-10-22T06:29:00.000-07:00</published><updated>2007-10-22T08:02:16.028-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='festa da Chiquita'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='profano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fé'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Círio'/><title type='text'>Manivando na Chiquita</title><content type='html'>&lt;strong&gt;O ELOY É DA CHIQUITA OU A CHIQUITA É DO ELOY ?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_HoAr-2ZwbO4/Rxyqwj7UjtI/AAAAAAAAABU/BqgkS4-Qvds/s1600-h/TransladaÃ§Ã£o+038.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5124158227295276754" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_HoAr-2ZwbO4/Rxyqwj7UjtI/AAAAAAAAABU/BqgkS4-Qvds/s320/Translada%C3%A7%C3%A3o+038.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;A festa já tem a cara dele.Vestido com plumas brancas e um corpete dourado, que vinha com uma espécie de asas, Eloy Iglesias só faltou voar em cima da multidão. No sábado antecedente do Círio, a Praça da República brilhava e cantava junto, na voz dele, os ídolos : Cazuza, Cassia Eller, Renato Russo...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mestre de cerimônia e organizador-fundador da festa, Eloy tem orgulho de depois quase trinta anos, ter conseguido organizar e desmarginalizar a Chiquita: “Essa festa é a maior prova de amor que os gays poderiam fazer para a Nossa senhora, eu não vejo nada de profano nisso. Somos livres e a nossa fé também. A Chiquita é um território livre, aberto a todas as crenças e tendências”, desabafa.&lt;br /&gt;No camarim ele atendia atentamente todos os jornalistas, fãs e amigos que puxavam assunto. E disparou: “Vocês universitários tem que se colocar, essa coisa de aparelhagem faz de vocês idiotas...vocês tem é que estudar e prestar mais atenção na vida.”&lt;br /&gt;Então vamos ao que interessa:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como surgiu a idéia da festa ?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eloy: Era um encontro de amigos gays no começo, a gente se reunia no bar do parque, tomava uma cerveja e falávamos besteiras. Em 1976, quando teve o seu início, não passava de uma reunião de artistas, intelectuais e jornalistas.Depois a coisa começou a se espalhar...Quando vi já tínhamos uma legião de gente entrando nessa história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E como você vê hoje a festa com tanta gente que vem só por diversão ou curiosidade, que não é necessariamente GLBT?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eloy: Acho lindo, porque é uma prova que conseguimos chegar a sociedade de alguma forma, começar a acabar com esse preconceito imbecil. E acho que o gay esta aprendendo cada dia mais a se colocar e as pessoas também estão mais abertas para compreender o nosso mundo, que é o mesmo mundo de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E como você se sente sendo o “patrono” de tanta gente, servindo de exemplo de liberdade sexual ?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eloy: Mana, eu me sinto muito feliz, me preparo todo ano, escolho a roupa mais luxuosa, vou lá canto, passo a nossa mensagem. Liberdade sexual é tudo, mas tem que ter informação, e é isso que a gente está se preocupando agora, em levar para a comunidade GLSBT essa consciência. Nem tudo é só festa, não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ainda tem quem queira “boicotar” a festa da Chiquita ?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eloy: É o que mais tem. A festa sempre incomodou o lado conservador e reacionário da comunidade católica de Belém, que ainda não digeriu a máxima de Dalcídio Jurandir, que interpretou o Círio de Nazaré como um carnaval devoto. A Festa da Chiquita, é o lado carnavalesco do Círio.&lt;/p&gt;&lt;strong&gt;E para terminar : O Eloy é da Chiquita ou a chiquita é do Eloy ?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eloy: Eu sou de todos, meu corpo é do mundo. A Chiquita tem vida própria, não depende mais de mim para acontecer...E quer saber ?Ninguém é de ninguém!&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Pois então,depois de gargalhadas altas, cantando a "Chiquita Bacana", Eloy sai do camarim e vai para o palco terminar o que começou: "Pega fogo cabaré!", anuncia. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;E a Menina Maniva foi engrossar o caldo, misturando-se a multidão.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2764523560119102872-2010962737419317760?l=menina-maniva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://menina-maniva.blogspot.com/feeds/2010962737419317760/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2764523560119102872&amp;postID=2010962737419317760' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/2010962737419317760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/2010962737419317760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://menina-maniva.blogspot.com/2007/10/manivando-na-chiquita.html' title='Manivando na Chiquita'/><author><name>Márcia Gabrielle Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07645680601019570011</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_HoAr-2ZwbO4/SP6gnNdxSLI/AAAAAAAAALA/ErfQpFmUfb8/S220/Image00130jjjj.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_HoAr-2ZwbO4/Rxyqwj7UjtI/AAAAAAAAABU/BqgkS4-Qvds/s72-c/Translada%C3%A7%C3%A3o+038.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2764523560119102872.post-2881838504256097131</id><published>2007-10-21T15:21:00.000-07:00</published><updated>2007-10-21T15:43:01.970-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tempo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='planta'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='raiz'/><title type='text'>Mexendo a panela</title><content type='html'>Um ser verde põe a cabeça para fora da panela e grita:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Quanto tempo falta para ficar pronta ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu respondo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Toda uma vida, vai fervendo aí, sem pressa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ser verde por natureza era ansioso demais, estava cansado de nunca ser visto como algo pronto, "verde-não maduro". Rebelou-se e pulou da panela quente.&lt;br /&gt;Ao sair sentiu um frio tão grande que seu corpo paralizou, não conseguia dar um passo sequer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-A maniva é verde-quente. Mãe da terra, mãe do veneno. Quem não espera morre pela boca. Quem não cozinha morre pelo despreparo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ser verde não morreu. Se jogou em outra panela correndo o risco de ser temperado com aquilo que não é de sua natureza.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2764523560119102872-2881838504256097131?l=menina-maniva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://menina-maniva.blogspot.com/feeds/2881838504256097131/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2764523560119102872&amp;postID=2881838504256097131' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/2881838504256097131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2764523560119102872/posts/default/2881838504256097131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://menina-maniva.blogspot.com/2007/10/mexendo-panela.html' title='Mexendo a panela'/><author><name>Márcia Gabrielle Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07645680601019570011</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_HoAr-2ZwbO4/SP6gnNdxSLI/AAAAAAAAALA/ErfQpFmUfb8/S220/Image00130jjjj.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
